O governo atribui a alta do dólar à corrida de investidores no mercado futuro, no qual são negociados contratos de câmbio, para liquidar as apostas feitas anteriormente na queda da moeda. A Folha apurou que a avaliação é que não há necessidade de vender, neste momento, os dólares das reservas internacionais, pois não há falta de moeda.
Para o governo, o problema no mercado futuro que puxa o dólar para cima e se esgotará em poucos dias. Isso não significa, porém, que o dólar voltará a ficar abaixo de R$ 1,60. Para reduzir a pressão sobre o mercado futuro, o Banco Central anunciou antecipadamente que não irá rolar quase US$ 2 bilhões em contratos que vencem no dia 1º de outubro.
A entrada de dólar no país despencou de US$ 2,8 bilhões, há duas semanas, para US$ 395 milhões na semana passada, mas o governo avalia que isso não foi determinante para as cotações. Ontem (21/09), a moeda americana foi negociada por R$ 1,862 no mercado de câmbio doméstico, em uma forte alta de 4%. Há 15 meses o mercado de câmbio doméstico não negociava o dólar a preços tão altos como os vistos na sessão na quarta-feira.

