A ditadura dos carros 1.0 no Brasil parecia tão ameaçada quanto a do líder egípcio Hosni Mubarak. Mas ambas caíram. Em janeiro, os veículos “populares” perderam a liderança ao somarem “apenas” 46,2% das vendas. Isso porque, desde 2002, houve um aumento do crédito e do poder aquisitivo do consumidor, que passou a comprar carros mais caros -cresceu a participação dos veículos com motor entre 1.4 e 2.0, atingindo 52%.
Ter dinheiro extra no bolso, porém, pode ser um fator complicador. Pelo menos na hora de escolher o carro. Se, com R$ 25 mil, é possível optar só por dois tipos de automóvel (hatch ou sedã “populares”), com R$ 50 mil as opções crescem. E muito. São quase 70 modelos divididos em diferentes segmentos e com várias opções de motorização e de kits de equipamentos de segurança ou de conforto, por exemplo.
O teste Folha-Mauá levou seis novidades para a pista: Citroën Aircross, Fiat Bravo, Ford Focus e Fiesta Sedan, Honda City e Kia Soul. De todos, o Fiesta mostrou mais equilíbrio entre espaço, equipamentos, desempenho, dirigibilidade e preço. Mas o veredito é do consumidor. Afinal, carro é como sapato: se for muito grande, atrapalha; pequeno demais, aperta; e, se não combinar, fica um horror.

