Empreendimentos de alto padrão deverão aumentar 50% até 2013

O número de edifícios corporativos de alto padrão (A e AA) devem aumentar 47,8%, com a entrega de 831 mil m² em São Paulo até 2013. A informação é da Herzog Imóveis Industriais e Comerciais, que projeta um crescimento nesta categoria para o mercado imobiliário da capital nos próximos anos.

Para se ter uma ideia, apenas na cidade de São Paulo, já foram entregues 141.537 m² de prédios com este perfil corporativo e, se as construturas cumprirem seus prazos, o número previsto para este ano será ainda maior. “Até o final de 2011 serão mais de 215.723 m². A procura por edifícios de alto padrão tem sido crescente, pois os chamados prédios inteligentes oferecem conforto e uma série de características que favorecem a segurança dos ocupantes”, explica a administradora de imóveis.

Para se enquadrar na lista de prédios de alto padrão, os imóveis precisam ter, entre outras funções, um sistema de condicionamento de ar central com termo-acumulação de gelo e controle de volume de ar variável, sistema de prevenção e combate a incêndios, detectores de calor e fumaça, piso elevado e uma vaga de garagem para cada 35 m² de escritório. Além disso, os sistemas de supervisão e gerenciamento predial, acabamentos internos e externos de primeira qualidade e lajes superiores a 400 metros quadrados também costumam ser bem vistos.

Já no que se refere às regiões, Alphaville será a que mais receberá prédios desse tipo, com 41% do total do novo estoque.

Atualmente, a cidade de São Paulo conta com um estoque de 10,2 milhões de m² de prédios de escritórios, classificados entre os padrões AA, A, B e C, sendo a maior parte dos edifícios de alto padrão localizada nas regiões da avenida Brigadeiro Faria Lima, Itaim Bibi e Berrini. Já os edifícios de padrão B deverão se localizar, principalmente, fora do eixo corporativo, em regiões como Anália Franco, Jabaquara, Mooca e Vila Mariana. “Até o final de 2013, o mercado receberá novos 600 mil m² de prédios desse padrão”, informa a diretora de serviços corporativos da Herzog Imóveis Industrias e Comerciais, Simone Santos.

Segundo ela, estes empreendimentos costumam ter características e especificações técnicas regulares, com sistema de ar condicionado central, mas com lajes subdivididas em vários conjuntos, e atendem principalmente às pequenas e médias empresas.

O estudo também aponta que metade do estoque de prédios de escritórios de São Paulo é composta por edifícios antigos, que se enquadram no padrão C. “Tratam-se de imóveis com baixo nível de qualidade, sem ar condicionado central e poucas ou nenhuma vaga de estacionamento”, explica Simone. De acordo com o levantamento, a maior parte destes edifícios encontra-se na região central da capital paulista, onde 85% dos imóveis foram construídos há mais de 30 anos.