As principais economias do mundo, em um grupo formado pelos países do G-7 e do Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) acumulam uma dívida de mais de US$ 7,6 trilhões com vencimento neste ano, com muitos enfrentando um aumento dos custos de seus empréstimos, segundo levantamento feito pela Bloomberg.
Este número supera os US$ 7,4 trilhões apurados no mesmo período de 2011. Entretanto, com os pagamentos de juros, o total a ser refinanciado supera a marca de US$ 8 trilhões. Em meio à sua reconstrução após os desastres naturais do ano passado, o Japão encabeça a lista, com uma dívida de US$ 3 trilhões, seguido pelos Estados Unidos, com o montante de US$ 2,8 trilhões.
Com a crise da dívida da Zona do Euro no radar, o FMI (Fundo Monetário Internacional) cortou sua projeção para o crescimento da economia global em 2012 de 4,5% para 4%, fato que pode fazer com que os investidores aumentem seus encargos para emprestar dinheiro a países que passam por dificuldades.
Baseado nas projeções do mercado para os rendimentos dos títulos dos governos de dez anos, os custos dos empréstimos para as nações do G-7 deve subir cerca de 39% em relação a 2011, na contramão das perspectivas para os países dos Brics, com poucas mudanças no yield chinês. Na Índia é projetada uma queda da marca de 8,36% para 8,02%.
Os bonds italianos ficaram em foco ao superar a barreira psicológica dos 7% em dezembro, trazendo apreensão ao mercado, já que após atingir o mesmo nível, Grécia, Portugal e Irlanda precisaram buscar socorro junto ao FMI e à União Europeia para o pagamento de suas dívidas, por conta do aumento dos custos dos empréstimos. Na direção oposta, os maiores devedores, Japão e EUA, são os que têm os menores rendimentos para os títulos de dez anos, com o yield de menos de 1% do país oriental sendo o segundo menor do mundo, ficando atrás apenas da Suíça.

