A presidente Dilma Rousseff admite a possibilidade da volta de uma contribuição exclusiva para a saúde, nos moldes da antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O governo baterá o martelo sobre o tema se um estudo confirmar a falta de recursos. Dilma disse que a criação de um novo imposto deve ser justificada. “Após outros olhos com relação à saúde, se faltar dinheiro abriremos discussão com a sociedade”, reforçou a presidente, sem estipular prazos para a conclusão do estudo do governo. “Achamos possível que muita coisa a gente resolva com o dinheiro que tem”.
Também ontem (01/03), a presidente anunciou reajuste médio de 19,4% para o Bolsa Família. Dilma, ao anunciar o novo nível do benefício, ponderou que famílias que tiverem mais filhos serão beneficiadas e que o governo vai gastar R$ 2,1 bilhões com o reajuste. Para os valores pagos na faixa etária até 15 anos de idade, o aumento poderá chegar a 45%. Os novos valores dos benefícios do Bolsa Família vão ajudar 50 milhões de pessoas, segundo o governo. Assim, uma família com dois filhos que hoje ganha R$ 112 passará a receber R$ 134. Atualmente, o programa atende 12,9 milhões de famílias, que recebem de R$ 22 a R$ 200.

