Dicico abrirá 11 lojas e planeja chegar a R$ 1 bi

Com a previsão de abertura de 11 lojas próprias este ano, a rede varejista de material de construção Dicico almeja para 2011 um crescimento no faturamento acima de dois dígitos. Segundo o diretor de Marketing da rede, Cláudio Fortuna, o objetivo em 2011 é faturar cerca de R$ 1 bilhão, ante o obtido em 2010, cujo faturamento pré-calculado até o momento é de R$ 850 milhões. “Para isso, vamos investir em campanhas de mídia e benefícios para os nossos clientes”, afirmou o porta-voz.

Apesar da probabilidade de desaceleração da economia brasileira este ano, a rede varejista enfatizou que não vai deixar a “peteca cair”, e que em 2011 deve dobrar o número de inaugurações de 2010, quando foram abertas seis unidades. Fortuna contou que a companhia não descarta a possibilidade de fazer fusões e aquisições em estados em que não está presente. Atualmente a rede conta com 47 lojas no Estado de São Paulo. “Pensamos em começar a atuar em outros estados. Estamos abertos para as oportunidades que possam surgir”, explicou o porta-voz da rede.

Com tíquete médio de R$ 200, a rede Dicico não acredita na desaceleração do mercado depois das novas medidas econômicas no País, e diz que continuará apostando todas as suas fichas no departamento de revestimento e cerâmica, que hoje representa 40% do faturamento da varejista. “Não prevemos mudanças com o novo cenário político e econômico, para o nosso setor. Devido a este fator pretendemos fazer alterações em nosso orçamento [budget] para 2011”, explicou.

Para conquistar os clientes, a Dicico aposta no cartão próprio (private label), uma parceria com o Banco do Brasil (BB) e com a bandeira Visa. O cartão é gratuito, não há cobrança de taxa alguma. Já em relação ao prazo de entrega, extremamente importante durante a obra, a empresa registrou em cartório seu “Compromisso de Pontualidade na Entrega”, que é válido tanto para produtos disponíveis em estoque, quanto para encomendas. A Dicico combina com o cliente uma data para entrega e, caso ocorra algum atraso, a empresa compromete-se a devolver o dinheiro pago pelo frete. O prazo de entrega é definido com o cliente no ato da compra. A rede varejista foi inaugurada em 1918, com sua primeira loja no bairro do Ipiranga, em São Paulo. O quadro de funcionários é de três mil empregados diretos e mais de 1,2 mil indiretos.

Quem afirma que não vai perder espaço para a concorrência é a rede varejista de origem francesa Leroy Merlin, atuante do mesmo segmento de construção, com 21 lojas nos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás e no Distrito Federal. A empresa inclusive projeta o investimento de R$ 1 bilhão em novos pontos-de-venda (PDV), até 2015.

A rede aposta em serviços personalizados para atrair novos clientes, como os de arquitetos e paisagistas, disponíveis gratuitamente no ponto-de-venda para auxiliar o consumidor final. Alguns locais também têm o serviço de chaveiro, cobrado à parte. Segundo o diretor-geral da Leroy Merlin Brasil, Alain Ryckeboer, outra novidade para quem frequenta a rede é a chegada da venda virtual, o comércio eletrônico (e-commerce) em 2012.

A empresa pretende reformular o site atual durante todo ano de 2011, e no ano seguinte inaugurar um endereço voltado para a comercialização de seus produtos. “A ideia é de investir em uma página simples para facilitar o entendimento e a consulta aos produtos aos clientes. Os produtos serão divididos em tamanhos de cômodos das casas, e poderão ser vistos de diversos ângulos. A Leroy Merlin aposta em uma linguagem simples e em informações precisas para os consumidores”, explicou Ryckeboer.

Com um faturamento aproximado, em 2010, de R$ 2,34 bilhões e projeção de um crescimento de 30% este ano, a Leroy tem o projeto de expandir as atuais lojas em dois mil m². Hoje, os empreendimentos possuem entre seis m² e 12 m², com exposição de 65 mil itens; paralelamente, o processo de abertura de novos pontos-de-venda também se inicia.