Especialistas apontam que uma medida do Banco Central para forçar a diminuição de prazos nas linhas de crédito para consumo pode ser o próximo passo no combate à inflação. Os números do próprio BC mostram que os prazos nas operações para empresas já estavam em queda em fevereiro, mas as linhas para pessoa física continuavam com aumento do número de parcelas.
Para o gerente de Indicadores de Mercado da Serasa Experian, Luis Rabi, os reflexos, no prazo, das medidas tomadas pelo BC no final do ano passado devem começar a surtir maior efeito agora, a partir do segundo trimestre. “O Brasil já começa a sentir o aperto monetário, já que os riscos aumentam por causa dos juros altos. Então o mercado financeiro acaba por ajustar o prazo.” A expectativa é que, caso essa moderação dos prazos e da demanda não ocorra, a autoridade monetária possa interferir no mercado.
Durante seminário promovido pelo The Brookings Institute, em Washington, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que o BC está atento aos riscos inflacionários gerados pelo fluxo de entrada de capital no País, além de declarar que o Brasil está “no meio de um aperto monetário”.
Na última sexta-feira (15/04), o dólar teve nova queda, de 0,06%, cotado a R$ 1,578. No mês, o dólar acumula baixa de 3,19%, e no ano, de 5,17%. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que os países ricos não têm legitimidade para traçar caminhos de controle do fluxo de capitais.

