Controle de finanças é principal problema para quem decide trabalhar no exterior

Mudar para o exterior pode ser uma boa alternativa em relação a salário e rendimentos, mas pode complicar as finanças pessoais. De acordo com pesquisa do HSBC, 71% das pessoas que decidiram mudar de país para trabalhar relataram que o controle das finanças se tornou mais difícil.

A maior parte dos entrevistados (73%) disse que a maior dificuldade está em movimentar o dinheiro entre os dois países. Já para 70%, o problema está no fato de precisar controlar as finanças em moedas diferentes e 68% citaram as diferenças entre a gestão de finanças no seu país e na nação escolhida para trabalhar. Para pouco mais da metade (54%) dos entrevistados, a culpa da frustração financeira é a situação fiscal mais complicada no país escolhido.

De acordo com o levantamento, o Brasil é um dos países mais “complexos financeiramente” para as pessoas que decidem morar e trabalhar fora. Nos primeiros lugares do ranking, aparecem Estados Unidos (82%), Alemanha (82%), Suíça (81%), Índia (81%) e Brasil (81%).

Segundo a pesquisa, 59% das pessoas que se mudam de país para trabalhar está propensa a abrir uma conta bancária no novo país. Para aqueles que escolhem a Índia, apenas 53% cogitam abrir conta bancária no país, ante 51% dos que escolhem Suíça e Estados Unidos. Os entrevistados justificam a falta de interesse pelo fato de uma conta offshore não ser relevante para as suas circunstâncias atuais ou por não terem conhecimento dos benefícios.

Já aqueles que esolhem a Tailândia se mostraram mais interessados em abrir uma conta: 88% deram esta resposta, percentual parecido com a África do Sul (85%) e o Vietnã (80%).

A pesquisa sobre expatriados do HSBC procurou analisar as experiências de vida e finanças de expatriados em diferentes países e continentes. De acordo com o HSBC, 3.385 expatriados responderam questões sobre finanças, impactos econômicos e fatores políticos e sociais que influenciam suas vidas fora do país de origem.