O mercado imobiliário corporativo de alto padrão em São Paulo está em alta. Um levantamento realizado pela consultoria Binswanger Brazil revela que o setor apresenta expansão constante desde 2000.
De acordo com os dados, o mercado paulistano é considerado o maior e o mais importante do País, com aproximadamente 9,2 milhões de m² de área útil. Destes, cerca de 2,4 milhões de m² são de alto padrão (AAA, AA e A), 3 milhões são classe B e 3,5 milhões de classe C. O estudo revela ainda que os escritórios estão distribuídos em 12 regiões na capital: Centro, Paulista, Jardins, Faria Lima, Itaim, Vila Olímpia, Berrini, Chácara Santo Antônio, Marginal, Moema, Alphaville e Barra Funda.
Em relação aos valores máximos de locação, a Faria Lima é o destaque, sendo que o metro quadrado de escritórios AA da região pode variar entre R$ 130 e R$ 200. Em seguida, aparece o Itaim, com o valor máximo de R$ 150 e o mínimo de R$ 100. Já na Paulista, Berrini e Marginal Pinheiros, o valor máximo de locação por metro quadrado é de R$ 130. A Vila Olímpia tem o menor valor, de R$ 120 por metro quadrado.
Nos escritórios classe A, a Faria Lima novamente aparece no primeiro lugar do ranking, com valor máximo de R$ 120 e o mínimo de R$ 90. Já no Itaim, os valores variam de R$ 75 a R$ 100, enquanto na Berrini os valores vão de R$ 60 a R$ 85.
Em relação à taxa de vacância, o diretor da consultoria, Rafael Camargo, afirma que, “em 2010, São Paulo teve uma das menores taxas de vacância (relação entre o número de imóveis disponíveis e o volume total construído): apenas 5,7% para edifícios de alto padrão e 2,9% para os de classe B”. Para ter uma ideia, em 2009, foram entregues aproximadamente 160 mil m² de estoque de edifícios de alto padrão. No segundo semestre de 2010, chegou-se a cerca de 125 mil m² de novos escritórios e a projeção para 2011 já bate os 293 mil.
A pesquisa indica ainda uma nova tendência no setor depois dessa recuperação: a consolidação da preferência pela locação, em vez da aquisição. Isso quer dizer que ter uma sede própria já foi há algum tempo sinônimo de força corporativa, mas, atualmente, a maioria das empresas acredita que é melhor aplicar os recursos financeiros em suas atividades “core-business”, em vez de imobilizá-los na compra de uma sede.

