Ciclo de alta da taxa de juros deverá ter fim nos países emergentes, diz JP Morgan

Para combater a aceleração dos preços e o crescimento das principais economias emergentes, os bancos centrais de países como o Brasil e a China apresentaram políticas de normalização no final do ano passado. Contudo, o JP Morgan projeta o final desse ciclo após os principais indicadores da economia apontarem para uma tendência de desaceleração do crescimento das principais economias desse grupo.

Segundo a equipe de analistas do banco, formada por Bruce Kasman, David Hensley e Joseph Lupton, apesar de ainda existir a possibilidade de manutenção da alta do juro básico, as tendências apontam majoritariamente para um ritmo mais lento desse aperto nas próximas reuniões.

No front interno, a última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) na semana passada resultou na elevação da taxa de juros em 25 pontos-base. Contudo, somente a ata da reunião, que será apresentado nesta quinta-feira (16/06) dará sinais mais claros dos próximos passos da autoridade monetária no Brasil.

Já na Coreia do Sul, o BC elevou a taxa de juro em 0,25 ponto percentual na última sexta-feira (10/06)), apesar dos principais agentes financeiros apostarem na manutenção da taxa de juros. Conforme o presidente do BC sul-coreano, Kim Choong-soo, a desaceleração do crescimento recente da economia deve ser temporário, o que o aumenta as expectativas do JP Morgan sobre a possibilidade de um novo aumento na taxa. “Embora o Banco Central espere um declínio na meta da inflação no segundo semestre de 2011, a declaração soa como um sinal de alerta sobre um aumento ainda maior na taxa de juro”, escrevem Kasman, Hensley e Lupton.

Contudo, os recentes dados de atividade em níveis mais fracos na Turquia e o aumento da possibilidade de algum aperto fiscal após as eleições conduziram as projeções para uma possível desaceleração da alta nas taxas de juros no segundo semestre deste ano. Já na Rússia, os analistas do banco esperam ver uma pausa no ciclo de alta de juros até setembro ou outubro, enquanto na África do Sul um novo ciclo de alta do juros deva começar apenas em setembro, com possibilidade de ser postergado para novembro.