Os empresários do setor do comércio de bens e serviços estão mais pessimistas com relação às condições atuais da economia e do setor em que trabalham, segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio).
Em junho, o índice registrou queda de 3,5% em relação ao mês anterior, atingindo 123,3 pontos em uma escala que varia de 0 a 200 e denota otimismo quando acima dos 100. Segundo a Fecomercio, a queda se deve à percepção dos empresários de que haverá uma desaceleração na economia no segundo semestre do ano.
Apesar da queda no mês, o índice aponta otimismo dos empresários no que diz respeito ao médio e longo prazo, sendo que esse subíndice que monitora as expectativas do empresariado marcou 151 pontos em junho. Em relação a maio, entretanto, houve uma queda de 4,1%.
As perspectivas de investimento também são vistas com certo otimismo, sendo que os estoques das empresas estão adequados para o momento e os investimentos devem ficar em um patamar neutro. O índice ficou em 117 pontos, com queda de 1,9%. Segundo avaliação da Fecomercio, as contratações devem permanecer estáveis, o que deve assegurar um nível de ocupação próximo ao atual durante o segundo semestre.
A.entidade ainda avalia que, justamente por conta dessa percepção declarada dos empresários os projetos de investimentos só devem voltar a ser discutidos nas empresas a partir de 2012, quando o governo apresentar indicações de que voltará a reduzir juros e estimular o crédito. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de São Paulo é obtido a partir de 2,2 mil entrevistas mensais.

