Para que o Brasil consiga praticamente triplicar seu número de acessos em banda larga, passando dos atuais 40,9 milhões para 153,6 milhões em 2020, será necessário investimento da ordem de R$ 144 bilhões. Essa evolução, referente aos próximos dez anos, colocaria o País entre as maiores lideranças no mercado mundial de banda larga. No entanto, caso nenhuma ação de incentivo seja tomada, a expansão se limitaria a 93,2 milhões no período mencionado.
Os dados constam em estudo elaborado pela consultoria LCA e apresentado na última quinta-feira (02/06) pela SindiTelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal), durante o 55° Painel Telebrasil, promovido pela Associação Brasileira de Telecomunicações.
Segundo as projeções da consultoria, a velocidade da conexão também seria potencializada. Se hoje a velocidade média dos acessos em banda larga no País é de 1,7 Mbps (megabit por segundo), com os investimentos, 87,2% das conexões em 2020 teriam velocidade acima de 12 Mbps.
Os índices de penetração, ou seja, a relação entre quantidade de acessos e o número de habitantes, seriam mais um dos elementos beneficiados pela ampliação dos números de acessos. A penetração atual está na faixa de 21,5% sendo que, com as alavancas, esse número passaria para 74,2% da população em 2020. Caso o Brasil chegue a esse patamar, sua realidade em termos de acessos será similar a dos países asiáticos e europeus.
O estudo realizou um trabalho no sentido de diagnosticar a oferta atual dos serviços de banda larga no país e, somado a isso, enumerou os principais desafios e obstáculos que teriam de ser superados para potencializar o uso da banda larga no Brasil. A conclusão é que os principais elementos responsáveis por atrapalhar o progresso são a elevada carga tributária, que onera o cidadão e os investimentos, e também os custos dos terminais de acessos, como os microcomputadores.
De acordo com a Telebrasil, o estudo distribui os municípios brasileiros em cinco diferentes grupos, de acordo com suas semelhanças em termos de realidade socioeconômica e de infraestrutura disponível. Após a divisão, propõe que cada um deles receba tratamento regulatório diferenciado e políticas públicas que incentivem o crescimento da demanda e a expansão das redes que suportam a oferta da banda larga.
Levando em consideração cada um dos grupos separadamente, o estudo traçou cenários de crescimento natural da banda larga para períodos de quatro e de dez anos. Nesse trabalho não foi considerado nenhum tipo de alavanca para os serviços no âmbito de políticas públicas.

