O Brasil seguiu ontem (30/11) uma verdadeira onda mundial de corte das taxas de juros, com a redução de 0,5 ponto percentual promovida pelo Banco Central na Selic. A taxa caiu para 11% ao ano, ainda a maior do mundo em termos reais. Para deixar esse posto, a Selic teria que estar a 8% ao ano. Segundo o Copom, a redução se baseia na continuação do processo de ajuste das condições monetárias. O Comitê divulgou que a decisão de redução dos 50 pontos-base foi unânime.
Para Mauro Schneider, economista-chefe da Corretora Banif, a confirmação da redução de meio ponto percentual satisfaz o mercado financeiro. “Se houvesse uma aceleração dos cortes, o mercado ficaria perdido, entendendo que o cenário, aos olhos do BC, está mais crítico”, avalia.
A decisão do Banco do Povo (o Banco Central chinês) de reduzir em meio ponto percentual o compulsório dos bancos e a ação coordenada dos bancos centrais dos países desenvolvidos (G-7) que cortou em 0,5 ponto percentual os juros a partir de 5 de dezembro fizeram com que os principais mercados europeus operassem em forte alta no dia de ontem.
A decisão do Banco do Povo, segundo especialistas, vai liberar de 350 bilhões de iuanes a 400 bilhões de iuanes (de US$ 54,8 bilhões a US $ 62,7 bilhões) no mercado que podem ser usados em empréstimos a empresas privadas. O corte foi o primeiro desde dezembro de 2008, e marca uma mudança no direcionamento da política econômica no País.
Já os bancos centrais dos países desenvolvidos concordaram em reduzir o preço dos acordos temporários de swap de liquidez em dólar existentes em 0,50 ponto percentual. Isso fará com que a nova taxa seja reduzida para a taxa overnight index swap, ou OIS, mais 0,50 ponto percentual.

