As PMEs (pequenas e médias empresas) poderão ter suas condições de crédito favorecidas ainda neste ano, segundo o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, que aguarda uma ampliação significativa do crédito para as empresas deste porte. A declaração foi feita ontem (08/11) em uma audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.
Aliás, a expectativa é que tal segmento seja responsável por cerca de 36% dos desembolsos do banco em 2011. Até setembro, por exemplo, foram liberados cerca de R$ 36,2 bilhões para as micro, pequenas e médias empresas, uma alta de 8% na comparação de igual período do ano anterior. Já o total de desembolsos do banco, no entanto, ficou estimado em R$ 91,8 bilhões no período.
Outra preocupação relevante tem sido a distribuição regional dos recursos do BNDES. Segundo Coutinho, a concentração da liberação de recursos para a Região Sudeste começou a ser revista e teve uma maior participação do Norte, Nordeste e Sul do País nos desembolsos de recursos dos bancos, por exemplo.
Contudo, apesar da expectativa de aumento da liberação de recursos para as micro, pequenas e médias empresas, uma redução dos desembolsos totais do banco pode ser observada. “Em 2008, o banco atuou com mais força no período da crise financeira internacional. Já em 2011, a decisão da direção do banco coordenada com área econômica do governo foi de moderar o ritmo de desembolsos”, informou Coutinho, segundo a Agência Brasil.
Neste quesito, os desembolsos da instituição (R$ 91,8 bilhões) foram 28% mais baixos de janeiro a setembro que o total liberado no mesmo período do ano passado, quando atingiram R$ 128 bilhões.
Outro tema abordado na audiência foi o sistema financeiro composto dos bancos públicos e instituições privadas. “As economias que têm sistema misto de crédito público e privado têm configuração econômica superior em termos de capacidade de enfrentar crise”, disse.

