Toda vez que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anuncia liberação de ajuda financeira ao varejo ou plano de entrar em uma estratégia arriscada, como quando o empresário Abílio Diniz saiu dizendo que teria forte ajuda financeira para tirar da gaveta seu plano de união de Pão de Açúcar e Carrefour, muitas pessoas questionam se o governo deve ou não deve se envolver em questões como dar incentivos reais, com perdão do trocadilho, a empresários do varejo brasileiro.
Fora o exemplo citado, que não chegou a sair do papel e foi rechaçado pela opinião pública por conta da queda-de-braço entre Diniz e seu sócio francês, Casino, o resto é bobagem. Isso, claro, se pensarmos que tudo não passa de transações financeiras propriamente ditas, com empréstimos analisados por economistas e analistas que estudam, ou deveriam estudar, o pedido de incentivo. Mas fora o mérito da questão, há uma importância crucial no caso, que alavanca vários segmentos da economia. Prova disso foi o anúncio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aprovou nesta semana o financiamento de R$ 647,7 milhões para a construção de seis novos shoppings no País.
Para economistas, é preciso dizer que as liberações refletem aumento do interesse da iniciativa privada por investimentos imobiliários, principalmente em áreas do interior do País. O setor de centros de compras é um dos que mais vivenciam a pujança da economia nacional, e tudo indica que essa tendência deve ser mantida nos próximos anos. As regiões que receberão esses empreendimentos são os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Amazonas. Em São Paulo, as construções serão nas cidades de Ribeirão Preto, Jundiaí e Barueri. Os outros dois empreendimentos serão nas cidades do Rio de Janeiro e de Manaus.

