Bebidas alcoólicas e hotéis devem ser os grandes vilões do Carnaval em Salvador

O folião que pretende pular o Carnaval em Salvador deve preparar, não só o corpo, mas também o bolso para aguentar os dias de folia. Isso porque, segundo o economista da FGV (Fundação Getulio Vargas), André Braz, neste ano, em comparação com 2010, os preços dos produtos e serviços mais utilizados no Carnaval estão cerca de 4,92% mais caros, sendo que as bebidas alcoólicas e os hotéis são dois dos grandes vilões do orçamento para quem vai passar o Carnaval na cidade.

“As bijuterias e sandálias subiram muito de preço, mas esses itens pesam pouco no orçamento, então, não influenciaram muito a inflação, mas bebidas alcoólicas, hotéis e roupas pesam mais e, por isso, influenciaram mais a conta da inflação que será percebida pelos foliões”, explica Braz.

Na comparação com a inflação oficial acumulada nos últimos 12 meses na capital da Bahia, de 6,37%, a inflação do Carnaval foi um pouco menor, uma diferença de 1,45 ponto percentual. Além das bebidas, da hospedagem e das roupas, a refeição em restaurante deve pesar no bolso do consumidor, já que ficou 6,17% mais cara. Para se ter uma ideia, segundo dados da Associação das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares da Bahia, para comer o bolinho mais tradicional do estado, o acarajé, o folião deve desembolsar quase o dobro do que gastaria no ano passado, já que a média do valor cobrado pela iguaria passou de R$ 2,50 para R$ 4,50 em um ano.

Por outro lado, segundo o levantamento da FGV, em 2011, o folião deve encontrar alguns produtos mais baratos do que em 2010, como as tarifas de passagem aérea (-9,44%). Neste caso, entretanto, adverte Braz, “vale lembrar que alguns preços sobem repentinamente antes do Carnaval”.