Uma nova pesquisa realizada pela Pitney Bowes Inc, intitulada “Pitney Bowes Global Online Shopping Survey”, revela que o tamanho não é tudo o que importa, quando se trata das preferências mundiais dos consumidores online. Foi o que anunciou Oscar Vazquez, vice presidente e general manager da PBBI para a América Latina e Caribe, em visita ao Brasil.
Enquanto as empresas de e-commerce internacionais compartilham algumas características, a pesquisa revela diferenças importantes entre os consumidores em muitos países. Os varejistas que pretendem expandir seus mercados de negócios online devem considerar os diferentes comportamentos de compras do consumidor e as preferências de cada país.
O estudo foi realizado pela ORC International que pesquisou as preferências e hábitos de compras de 10 mil adultos, em dez países diferentes. Os consumidores foram entrevistados na Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Japão, Coréia do Sul, Reino Unido e EUA.
O e-commerce já é um hábito verdadeiramente global, de acordo com a pesquisa. Em geral, 93% (91% no Brasil) dos consumidores entrevistados compraram produtos online, sendo que 49% (45% no Brasil) realizaram compras nos últimos 30 dias. As taxas dos consumidores na Alemanha, Coréia do Sul e Reino Unido foram as mais altas de compras (98%), seguidas de perto pelo Japão (96%). No Canadá, esta taxa cai para 82%.
A pesquisa também descobriu que os consumidores online querem quatro coisas básicas ao comprar produtos: preços competitivos (71%); uma ampla seleção de produtos (42%); check-out fácil e intuitivo (35%); baixos custos de transporte e de impostos (35%).
Especificamente para os brasileiros, o baixo preço (59%), a praticidade e agilidade no processo de pagamento (56%) são os principais atrativos para comprarem pelo e-commerce No entanto, outras preferências do consumidor variam de país a país. Por exemplo, facilidade e rapidez do processo de check-out online é mais importante para os consumidores na Alemanha e Coréia do Sul (ambos 59%), mas muito menos importante no Japão (11%).
Os consumidores franceses são sete vezes mais interessados na capacidade de rastrear uma ordem de compra do que os consumidores japoneses (37% contra 5%). Estimativa precisa sobre a data de entrega é mais importantes para os consumidores na China e na Coréia do Sul (ambos 20%), mas menos importante no Canadá (10%).
Uma política de devolução clara e fácil de entender foi quase três vezes mais importante para os consumidores na China (36%) do que para os consumidores no Brasil e Estados Unidos (ambos 13%). “O e-commerce internacional está se tornando cada vez mais atraente e acessível,” disse Vazquez. “No entanto, para serem bem sucedidos, os varejistas precisam garantir uma experiência de compra simples e perfeita e ter um entendimento claro dos consumidores, preferências de transporte e dos canais de comunicação em cada mercado.”
O estudo também mostrou diferenças significativas nas quais os consumidores entrevistados abandonam carrinhos de compras. Altos custos de frete, 67% (53% Brasil), taxas e impostos adicionais no momento da entrega, 47% (48% Brasil) e o tempo de entrega, 39% (45% Brasil) foram fortes fatores para desistência da conclusão das compras. Os consumidores nos EUA (83%), U.K. (79%) e Japão (78%) são três vezes mais sensíveis aos preços de envio que os consumidores na Coréia do Sul (25%).
A pesquisa revelou uma visão sobre os tipos de produtos que os consumidores são mais propensos a comprar pela internet, comparando com lojas físicas. As categorias de produtos com maior percentual de preferência de compra na rede incluem livros, vídeos e música, 58% (63% no Brasil), hardware de computador e software, 41% (59% no Brasil) e produtos eletrônicos, 38% (66% no Brasil). A categoria de vestuário foi a menos popular dentre as opções, com apenas 11% dos brasileiros afirmando preferir comprar produtos do gênero em sites de e-commerce.

