Após anúncio de greve, PM do Rio nega paralisação dos serviços

O Comando da Polícia Militar do Rio informou, em nota, que não houve paralisação dos serviços prestados a população e que todas as unidades estão funcionando normalmente nesta sexta-feira (10/02). Na noite de ontem (09/02), lideranças do Corpo de Bombeiros e das polícias Civil e Militar do Rio decidiram entrar em greve a partir de hoje. As três categorias não ficaram satisfeitas com a proposta de reajuste apresentada pelo governo estadual e aprovada ontem pela Alerj (Assembleia Legislativa).

O grupo reivindica salário base de R$ 3,5 mil para as três categorias a partir deste mês de fevereiro. Eles também pedem a libertação do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, preso desde a noite da última quarta-feira (08/02), após a divulgação de escutas telefônicas dele falando sobre uma greve geral no Rio. O habeas corpus impetrado por sua defesa foi negado pela Justiça. Nesta sexta, o comando da PM informou que o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e o Batalhão do Choque também auxiliam patrulhamento.

Na Bahia, PMs grevistas decidiram ontem manter a greve da categoria, iniciada no dia 31 de janeiro. Os PMs rejeitaram os termos propostos pelo governo do Estado e esperam nova proposta. Ontem (09/02), o grupo desocupou a Assembleia Legislativa, que estava ocupada desde a semana passada. Na saída do prédio o ex-policial Marco Prisco foi preso junto com outro líder grevista, Antônio Paulo Angelini. Havia mandado de prisão expedido contra eles. Outros dois PMs já tinham sido presos durante a greve. Ao todo, 12 mandados de prisão foram expedidos contra policiais grevistas.