O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o vice, Guilherme Afif Domingos, e seus 26 secretários foram empossados no último sábado (01/01) para um mandato de quatro anos de governo, marcando a sexta gestão consecutiva do PSDB em São Paulo.
A cerimônia começou às 10h00 na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Lá, Alckmin e Afif assinaram o termo de posse na presença de diversas autoridades, e se estendeu ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, onde, no começo da tarde, o ex-governador Alberto Goldman despediu-se do cargo e o secretariado foi empossado.
Logo antes do começo da cerimônia na Alesp, a viúva do ex-governador Orestes Quércia e uma das filhas, Andrea, foram levadas ao encontro de Alckmin. Na campanha eleitoral de 2010, sempre ladeando o pai, que liderou a dissidência peemedebista pró José Serra (PSDB) na corrida presidencial, Andrea Quércia teve participação ativa em atos públicos e no corpo a corpo com a juventude.
O lance mais marcante nesse processo foi a retirada da candidatura de Orestes Quércia ao Senado para tratar de um câncer na próstata em meio a campanha. Foi nesse período que Andreia ocupou o espaço do PMDB na propaganda de rádio e televisão para anunciar que a família queria ver eleito Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), o que se confirmou em 3 de outubro.
No primeiro discurso do dia, Alckmin se disse confortado com a presença de Alaíde e Andrea na tribuna do Legislativo. O plateia aplaudiu respeitosamente o gesto do novo governador. “Conforta-nos muito a presença da doutora Alaíde Quércia e da Andrea Quércia. O nosso querido governador Orestes Quércia foi deputado, membro desta casa e aqui, como eu neste momento, tomou posse como governador do nosso estado. A saudade é a presença da ausência”, afirmou Alckmin. Da conversa com o governador Geraldo Alckmin, Andrea Quércia disse que foi levar o abraço da família ao recém empossado e se disse feliz pela homenagem dirigida ao pai.
Ainda na Alesp, Alckmin revisitou sua passagem pelo legislativo em 1983, destacando o papel da casa como espaço de articulação visando a restauração plena do estado democrático de direito.A seguir, fez referência aos 41,5 milhões de habitantes do estado dizendo que eles não significavam apenas números. “Esse número não é um simples dados estatístico. É uma complexa informação social porque consideramos que atrás de cada um dos algarismos está uma pessoa, estão suas necessidades, seus anseios, suas esperanças”.
A seguir, firmou o compromisso de fazer um governo para toda a população de São Paulo e com todos os prefeitos. “Nenhum paulista será deixado para trás. Novamente convocaremos os vários segmentos da sociedade para parcerias, maximizando aquelas com os prefeitos e as prefeitas dos 645 municípios paulistas porque eles representam o poder mais próximo do povo”.
Antes de deixar a Alesp, Alckmin e Afif Domingos passaram uma tropa da Polícia Militar em revista como primeiro ato oficial de seu governo.
Passava do meio-dia quando a cerimônia de posse do novo governo estadual teve sequência no Palácio dos Bandeirantes. Na platéia nomes como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador José Serra, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab e o senador eleito Aloysio Nunes estavam presentes. O ex-governador Alberto Goldman abriu os trabalhos despedindo-se do cargo. Ele mencionou todos os secretários que deixaram seus cargos e fez um inventário das principais atividades desenvolvidas ao longo dos últimos nove meses.
Na prestação de contas, Goldman disse que a relação do governo estadual com as prefeituras do estado não se ateve a cores partidárias, destacando a cooperação com a prefeitura da capital, administrada pelo DEM, de Gilberto Kassab. “A prefeitura da capital encontrou no governo estadual um parceiro indispensável para enfrentar os seus grandes desafios”.

