Agências de viagem dizem que turismo no RJ ainda não foi afetado por violência

O turismo no Rio de Janeiro ainda não foi afetado pelos ataques de violência que estão sendo realizados na cidade, dizem representantes das agências de viagem. Órgãos ligados ao setor dizem acreditar não haver grandes impactos, principalmente considerando os principais eventos da cidade nessa época do ano, como a festa de Ano Novo.

Para o presidente da Abav-RJ (Associação Brasileira de Agências de Viagem do Rio de Janeiro), Luiz Strauss de Campos, o mercado de turismo está aquecido e as vendas estão em alta. “Se fosse há cinco anos, essa onda de violência já estaria refletindo no turismo no dia seguinte”, afirma.

Com a economia brasileira mais fortalecida e com os eventos mundiais que a cidade conquistou, como a Copa do Mundo e a Olimpíada, Campos não acredita em debandada dos turistas. Não por enquanto. “Claro que uma situação dessas cria um clima ruim na cidade, mas o momento para o turismo ainda está aquecido”.

Segundo Campos, 90% dos pacotes para o Ano Novo na cidade estão vendidos e ainda não ocorreram cancelamentos. O presidente da Abih-RJ (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro), Alfredo Lopes, pensa o mesmo. “Acredito que datas como Réveillon e Carnaval não serão afetadas”, disse. “O mercado internacional fez suas reservas com antecedência e provavelmente não teremos cancelamentos imediatos”.

De acordo com Campos, neste momento, a ocupação hoteleira da cidade está acima de 80%, chegando a 90% no fim do ano. Lopes também não acredita que o turismo da cidade seja afetado, a não ser que os ataques continuem. “Se essas demonstrações de violência continuarem a médio e longo prazo, podemos, sim, ter impacto negativo nas reservas, e a situação pode se estender até ao interior do estado”, ressalta. Por enquanto, diz Lopes, a hotelaria não deve sofrer grandes impactos. “Não temos previsão de grandes prejuízos. Confiamos numa reação inteligente e rápida da Secretaria de Segurança Pública, que não vai recuar diante da ameaça”, acredita.

Para Lopes, a Copa e as Olimpíadas não devem ser afetadas, porque ainda estão distantes. Mas ele diz que a imagem do Rio de Janeiro será de alguma forma impactada negativamente. “Obviamente a situação não é positiva para a cidade, mas são datas distantes, e uma política de segurança pública direcionada e com o apoio das forças nacionais reverte e compensa naturalmente os prejuízos causados à imagem”, afirma Lopes.