No Rio de Janeiro, 48% dos consumidores se alimentam em redes de fast-food pelo menos uma vez na semana; no Brasil, o índice chega a 55%. Quando questionado sobre o motivo de preferir se alimentar em um fast-food a comer em um restaurante convencional, 71% dos fluminenses afirmam que a conveniência, rapidez e agilidade são os fatores motivadores; para 12%, a motivação é se permitir comer junk food (alimento menos saudável).
Na opinião de 5% dos cariocas, a localização das lojas é o fator principal; apenas 4% apontam o preço mais barato como sendo o motivo de optarem por restaurantes fast-food. Os inputs comportamentais dos clientes de redes fast-food no Rio de Janeiro são destaque do módulo quantitativo da pesquisa Fast-Food no Brasil – conduzida pela Shopper Experience com 5.815 brasileiros, com idades entre 18 anos e 55 anos. O estudo revela os hábitos de consumo dos clientes das redes, preferências e pontos que incomodam o consumidor.
Segundo Stella Kochen Susskind, presidente da Shopper Experience e coordenadora da pesquisa Fast-Food no Brasil, a análise do módulo comportamental focado no Rio de Janeiro mostra algumas particularidades do fluminense. “No Rio de Janeiro, as pessoas vão menos aos fast-foods que os demais brasileiros e preferem as lojas de rua. A análise mostra que redes como Spoleto e Bobs têm mais importância para o consumidor carioca que para os demais brasileiros. Uma outra característica interessante é que os fluminenses estão menos dispostos a pagar mais para melhorar o atendimento e a rapidez nas lojas”, afirma.
Quanto à localização, 59% dos fluminenses frequentam lojas de fast-food nos shoppings (a média nacional é de 70% ); 38% preferem as lojas de rua, índice superior ao nacional, que é de 25%. Ao responder a questão “onde são feitos os pedidos?”, 85% dos cariocas afirmam que em lojas ou praças de alimentação; 8% em drive thru; e 7% no sistema de entrega em domicílio.
O índice nacional é de 85%, 9% e 6%, respectivamente. No Rio de Janeiro, as redes prediletas são McDonalds (49%), Subway (16%), Spoleto (8%) e Bobs (7%). No tocante à agilidade, 8% dos cariocas não estão dispostos a enfrentar filas em fast-foods; 46% aguardam até cinco minutos; 35% de seis a dez minutos; e 10% de 11 a 20 minutos. Apenas 2% estão dispostos a aguardar mais de 20 minutos para serem atendidos.
O que o carioca mais gosta em seu restaurante fast-food preferido? Para 71% dos entrevistados, o sabor do alimento, índice superior ao nacional, que é de 65%; 10% apontam a variedade de pratos e sanduíches; 7% a rapidez; e 4% cada, gostam da apresentação do alimento, preço e higiene do local. Na percepção do consumidor do Rio de Janeiro, a rapidez no atendimento e a questão do preço são fatores que requerem mais atenção, 24% dos entrevistados acham que o preço pode ser melhor: 19% gostariam de melhoras no atendimento; e 13% rapidez no atendimento.
Os fluminenses estão menos dispostos a pagar mais por melhorias que os demais brasileiro. 64% dos entrevistados cariocas não querem desembolsar mais, contra 58% da média nacional. Entre os cariocas, 29% estão dispostos a pagar até 10% mais para a melhoria dos serviços prestados por redes de fast-foods. Sobre a frequência de lançamentos, 84% dos cariocas, contra 86% da média nacional, gostariam de maior frequência de novidades no cardápio.
Segundo Stella, os empresários do setor devem estar atentos à questão da conveniência. “No Rio de Janeiro, 89% dos consumidores de fast-food já desistiram de se alimentar em determinadas lojas em horários de pico, justamente pela falta de mesas. Além disso, 49% afirmam que priorizam lojas que oferecem mesas exclusivas para clientes. Ou seja, os empresários estão perdendo vendas”, analisa a coordenadora da pesquisa.
Um outro aspecto relevante, na percepção de Stella Kochen Susskind, é a propensão em aceitar ofertas adicionais no caixa. Apenas 9% dos fluminenses aceitam; 56% raramente aceitam; 30% quase sempre; e 5% sempre aceitam.

