Viva Escola no Cascavel JL Shopping

Momentos vivenciados no programa Viva Escola, Oficina de desenho do Colégio Estadual Eleodoro Ébano Pereira, ministrado pela professora Ariadne De Assis, no ano de 2009, assim como para o Festival de Arte do Estado do Paraná, Fera Com Ciência, 2010 estão presentes na exposição Viva Escola. A mostra em parceria com a Secretaria de Cultura está no piso L1 do Cascavel JL Shopping (PR).

As produções dividiram-se em várias propostas, a primeira diz respeito ao grafite explorando o retrato das faces humanas de diferentes nacionalidades, posteriormente os trabalhos são a materialização dos alunos sobre o tema “Pássaros”, onde teve como referencia visual o artista Rogério Dias, ícone das artes visuais do Paraná. E em uma terceira proposta o trabalho realizado para o Fera Com ciência explorando o tema “Cultura e Tecnologia na Preservação do Meio Ambiente”. A pesquisa teve como ponto de partida o processo de abstração do artista Piet Mondrian, mais especificamente na obra A Macieira Prateada.

“Desta forma partimos para o estudo feito por observação do real deste indescritível ícone ‘árvore’. Realizando estudo de forma, linha, ritmo, textura utilizando como suporte o papel e posteriormente obras de Mondrian feitas sobre o mesmo objeto de estudo onde partimos para ideia de transpor estes estudos para um trabalho que iniciasse no figurativo, mas que transitasse para abstração”, explica a professora.

Juntos os alunos decidiram fragmentar um dos estudos realizados de maneira a cada aluno produzir sua parte, mas não deixando de compartilhar com os demais do grupo para que alcançassem unidade entre as partes utilizando colagem e pintura sobre tela. “As vinte telas juntas reconstituem a forma de uma árvore, semioticamente diz respeito ao próprio resgate do natural em que mostra a força da união conquistada por um único objetivo”, enfatiza a professora.

A obra se dá na unidade de 20 telas onde os espaços positivos foram trabalhados com colagem de papel (material reciclável) em busca de uma texturização próxima ao objeto de estudo, e nos espaços negativos cores que sugeriam preservação, vida e destruição. “Mas a obra só se fez a partir de um momento performático ocorrido no espaço escolar onde foram documentados pensamentos, clamores sugeridos e pesquisados por alunos onde não somente criaram um efeito gráfico, mas sugeriu um apelo da própria natureza ou de quem a valoriza e preserva”, diz Ariadne.

Segundo ela, os resultados alcançados foram muitos. “Conscientização por parte dos participantes e observadores, conhecimento teórico prática, estudo da imagem e de objetos do cotidiano e sua leitura visual e análise dos conceitos e ideais ali contidas”, diz satisfeita.