Venda de relógio, óculos e joia crescerá 30%

Para abocanhar o bolso das classes C e D, os segmentos de óculos, joias e relógios investem em tecnologia e expansão, com novas técnicas de vendas e segmentação. Assim, a disputa fica mais acirrada entre as líderes de mercado, como Diniz, Fototica e Óticas Carol, e isso impulsiona o crescimento do setor, que em 2009 movimentou cerca de R$ 12 bilhões e tem previsão de crescer 30% este ano.

A Óticas Carol anunciou ousadia no processo de expansão para os próximos anos. Até 2013, a rede varejista espera alcançar 600 lojas, ampliando o mercado em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Em 2009, o grupo faturou R$ 240 milhões e a expectativa é de passar dos R$ 250 em 2010. Atualmente, a loja conta com 265 unidades e espera chegar a 310 unidades até o fim do ano.

De acordo com o presidente do grupo, Ronaldo Pereira Júnior, o objetivo é apostar em novas franquias. “Só abriremos lojas onde o investimento for muito alto para um franqueado, se for muito importante para a marca estar presente na região, ou se for para cobrir uma região em desenvolvimento. Acreditamos que 10% do total de lojas próprias seja um bom número. A prioridade de expansão na área será sempre do franqueado atual; depois, do novo candidato, e, por último, da franqueadora”, afirmou.

A novidade para o varejo dentro do grupo fica por conta do recente investimento de R$ 10 milhões para inauguração do primeiro laboratório digital da ótica, que atenderá os 265 franqueados da rede. “Com a produção própria, poderemos oferecer modelos de lentes digitais por um preço equivalente a um terço do vigente no mercado”, disse o executivo, que conta com a redução dos preços para atingir uma camada ainda maior de clientes. Com o laboratório, e depois da recente mudança na distribuidora de armações, a Óticas Carol pretende enfocar o crescimento em novos estados. “Os planos incluem a entrada em Minas Gerais, Paraná e Paraíba a partir de 2011”, continuou Pereira Jr.

Sobre o crescimento das concorrentes, como Fototica, Diniz e Íris, o executivo mostra-se otimista. “O crescimento é muito importante para a formalização do setor. Num setor muito fragmentado a bagunça tende a ser maior. Hoje, o maior problema do segmento são as óticas informais: essas, sim, denigrem a imagem do setor, e até trazem um retrocesso”, afirmou o executivo. Recentemente, a Fototica anunciou objetivos de alcançar 500 lojas até 2012, e a Diniz, hoje com 400 lojas deverá alcançar 400 ainda em 2011, de acordo com as projeções de cada rede.

No segmento de óculos escuros e relógios, a Chilli Beans, maior especializada brasileira, irá apostar na praticidade para aumentar as vendas em varejo com a inserção da primeira máquina de vendas (vending machine) para comércio de óculos. O objetivo do grupo é posicionar a máquina em locais estratégicos como hotéis, resorts, parques temáticos, aeroportos, rodoviárias e navios de cruzeiro turístico. “Queremos colocar a máquina em cada shopping, levar para o nordeste, sul, e aonde mais elas puderem ir”, disse Caito Maia, diretor superintendente da Chilli Beans. Sem anunciar investimentos, Maia disse apenas que o objetivo da empresa é ter 500 pontos de venda até a Copa do Mundo (2014), e mil até as Olimpíadas (2016).