Contagem regressiva para o final da exposição do desenvolvimento sustentável no Porto Velho Shopping, na capital de Rondônia. A concessionária Santo Antônio Energia expõe peças e fósseis encontradas em sítios arqueológicos de Rondônia até o dia 17, às 22h00, na praça de eventos do shopping. O espaço oferece um pequeno museu arqueológico com algumas das peças já encontradas por especialistas durante as escavações na área de implantação da usina de Santo Antônio, uma maquete da usina e uma dinâmica de teste para o público sobre o empreendimento.
Arqueólogos fizeram descobertas como os líticos (pedras pré-históricas). Os indígenas que inicialmente habitavam as margens do rio Madeira lascavam as rochas na região para produzirem instrumentos utilizados para perfurar, cortar e raspar. Os objetos de pedra lascada são chamados de material lítico. Os indígenas utilizavam esses instrumentos nas atividades de subsistência como caça, pesca e coleta. Existem vestígios que mostram que a margem esquerda do rio Madeira é habitada há pelo menos sete mil anos. Arqueólogos já identificaram sítios arqueológicos.
As descobertas contam quais eram os animais e plantas que vivam na região há milhares de anos e como era o meio ambiente. Os paleontólogos encontraram fósseis como um fêmur de preguiça gigante, um crânio de mastodonte e um crânio de jacaré fóssil.
Os estudiosos realizam este tipo de pesquisa para evitar que o empreendimento destrua sítios arqueológicos e para entender a história local. O trabalho é realizado pela Scientia Consultoria Científica junto com moradores contratados da área de construção da usina. Com a arqueologia é possível resgatar uma história que não foi contada ou escrita, como a das populações que desapareceram durante a colonização da América.
Todo o material encontrado é de responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e serão armazenados, estudados e ficarão expostos em local acessível para a população. O Porto Velho Shopping, mais uma vez, apóia iniciativas de desenvolvimento sustentável.
Segundo o mestre em história cultural, Rildo Braga, a exposição representa o resgate da memória histórica local e contribui para determinar um padrão cultural inexistente na região. “Ter acesso ao patrimônio da história de Rondônia também faz com que a população conheça e valorize as coisas da terra”, comentou o especialista.

