Um grupo de empreendedores cariocas, da Samba Ventures e da Meu Assis, decidiu apostar alto na tagarelice alheia, e levar às redes sociais o serviço de mensagem de voz. A primeira tentativa, batizada de Scrapfone, lançada no início de 2010, acabou não tendo a receptividade esperada. Alguns detalhes foram revistos, ajustes feitos, até que, há duas semanas, está disponível para uso o Tuitefone, que convida os usuários do Twitter “compartilhar a emoção do momento” através do envio de mensagens de um minuto de duração.
O cadastro é feito no site www.tuitefone.com, e faz uso do protocolo OAuth para acesso autorizado à sua conta no microblog. Ele relaciona seu número de telefone à conta do Twitter. A partir daí, sempre que o usuário ligar para a central do serviço a partir do telefone cadastrado, ele o reconhecerá a solicitará a gravação da mensagem. Uma vez gravada e autorizada sua publicação na internet, um tweet com uma mensagem de texto personalizada, carregando o link para o arquivo de voz, é enviado para publicação no Twitter.
A operação é bem rápida. Em segundos, todos os seus seguidores passam a ter acesso ao arquivo, exatamente como acontece com imagens no Twitpic. O público alvo é formado por pessoas que não têm acesso permanente a conexões de dados (internet, seviços 3G, etc) e não se sintam confortáveis com o envio de SMS. “Além disso, as mensagens curtas de texto não conseguem passar toda a emoção que a voz consegue”, explica Gustavo Guida, sócio da Samba Ventures, que também aposta na criatividade dos usuários para usos inusitados.
Ainda em fase beta, o Tuitefone é um serviço gratuito. E a ideia é que permaneça assim. O modelo de negócio proposto às operadoras de telefonia é muito semelhante aos dos portais de voz. O usuário paga a ligação e as empresas dona do serviço recebem um percentual da tarifa. “Hoje temos apenas um número para acesso à URA, do Rio de Janeiro. Queremos ter um número nacional, com tarifa fixa. Se não conseguirmos, estamos negociando números de acesso em todas as capitais do país, para reduzir o gasto dos usuários com ligações interurbanas”, explica.

