Alvo de recentes restrições de circulação de caminhões e um dos principais gargalos de congestionamentos da cidade de São Paulo, a Marginal Tietê vai ganhar um megashopping com 214 lojas, sete salas de cinema e estacionamento para 2,4 mil carros em um terreno de 45.599 m².
A inauguração do Tietê Plaza Shopping, localizado no trecho entre as pontes Atílio Fontana e do Piqueri e ao lado de uma das alças de acesso à rodovia dos Bandeirantes, está prevista para outubro do ano que vem. As obras foram iniciadas no final de novembro do ano passado.
O Ministério Público Estadual instaurou um inquérito civil para apurar o impacto que o novo shopping causará no trânsito da região. “A Promotoria de Habitação e Urbanismo elegeu as questões de circulação como prioridade. Assim sendo, o shopping é um dos centros comerciais para o qual a Promotoria instaurou investigação, mesmo sem ter representação formal com menção de irregularidades”, diz a promotora Stela Tinone Cuba.
O novo shopping pretende atingir um público de 1 milhão de consumidores, segundo a CCR (Cyrela Commercial Properties), construtura responsável pelo projeto. Segundo a empresa, a região foi escolhida por ainda não abrigar nenhum empreendimento nesses moldes.
Para abrir as portas, o novo shopping terá de seguir as determinações da Certidão de Diretrizes da Secretaria Municipal de Transportes. No documento, constam as melhorias viárias necessárias para a concessão do Habite-se, documento que certifica que a obra está dentro da lei.
Entre as medidas exigidas estão o alargamento da avenida Raimundo Pereira de Magalhães, que dá acesso ao shopping, e a implantação de faixas de pedestres, sinalização e novos semáforos. Câmeras de monitoramento de trânsito e nova iluminação de faixas de pedestres também devem ser instaladas. “Não conheço a proposta em detalhes, mas só o alargamento de um trecho da via não resolve. O impacto deveria ter sido mais estudado”, diz o consultor em trânsito Luiz Célio Bottura.
Moradores temem a piora no trânsito, mas acreditam que o empreendimento ajudará a valorizar a região, carente de lazer e comércio.

