Foi-se o tempo em que bastava exibir o “canudo” do nível universitário para se colocar profissionalmente no mercado. Hoje, a concorrência é tão grande que alguns esticam a permanência nos bancos escolares para exibir currículos com duas ou até mesmo três graduações. Outros fazem tantos cursos extras que parecem querer se transformar em especialistas em generalidades. Mas, então, o que fazer para turbinar a carreira?
“O Master in Business Administration (MBA) é um diferencial cada vez mais requisitado nas empresas e, nas de grande porte, chega a ser um critério de seleção de candidatos ou de promoção dos profissionais que já atuam na companhia”, diz Neli Barboza, psicóloga e gerente de Consultoria da Manager Assessoria em Recursos Humanos.
Segundo ela, o curso é uma forma de atualização voltada a profissionais graduados de diversas áreas que necessitam reciclar seus conhecimentos, ter mais oportunidades na organização que trabalham ou, ainda, incorporar valor ao currículo, na busca de um novo emprego. “Esse tipo de especialização propicia ao profissional profundidade acadêmica com um foco mais prático e atual, voltado para as novas exigências do mercado no mundo globalizado, e pode ser feito por várias vezes em áreas distintas”, diz.
Ainda conforme a psicóloga, a procura por programas de especialização como o MBA no Brasil começou por volta da década de 1990, depois da abertura de mercado iniciada no governo Collor. Na época, houve uma grande demanda das empresas por cursos de especialização que capacitassem seus profissionais para enfrentar a competitividade de mercado. Esses cursos, no entanto, não existiam no país naquela época, e muitos profissionais tinham de negociar com suas empresas para fazê-los no exterior. Para isso, elas precisavam dispor de grandes investimentos em tempo e dinheiro.
Hoje em dia, a especialização é comum em muitas instituições brasileiras e várias empresas continuam fazendo parcerias com seus colaboradores, a fim de patrocinar os cursos de MBA e promover um investimento a curto prazo, já que, em cerca de dois anos (tempo aproximado de duração do curso), ela tem um profissional mais atualizado, mais competitivo e, portanto, mais atuante na estratégia de crescimento da empresa.
Ela alerta, no entanto, que é preciso ter cautela na escolha dos cursos: o profissional deve buscar informações e referências, de preferência com outros alunos, sobre o programa e a instituição que os oferecem, para não perder tempo e dinheiro em cursos que não correspondem à qualidade dos internacionais, padrão buscado geralmente pelas empresas. Da mesma forma, não é porque o curso é feito no exterior, que vale a pena investir e viajar para dar um “brilho” no currículo. “No Brasil, já existem diversas escolas que oferecem cursos de MBAs em parceria com instituições de renome no exterior, o que proporciona aos alunos a oportunidade de vivenciar experiências necessárias para entender e participar do mundo internacional dos negócios sem deixar o país”, diz Neli.
Vale lembrar, ainda conforme a especialista, que o investimento é válido para profissionais de todas as áreas e em diversas fases da carreira. “Quem está disponível no mercado e quer turbinar o currículo, além de adquirir novos conhecimentos ao fazer o curso de MBA, também tem a oportunidade de conhecer novas pessoas e fortalecer sua rede de relacionamentos, o chamado network, cuja manutenção é fundamental nos dias de hoje. Dessa forma, o programa de especialização aumenta a empregabilidade do profissional”, diz.

