Melhorou a qualidade de crédito das empresas no segundo trimestre deste ano, mas o risco de inadimplência do setor corporativo ainda não retornou ao patamar que era registrado antes da crise financeira internacional, informou hoje a Serasa Experian.
O indicador de qualidade de crédito das empresas cresceu 0,1% no segundo trimestre, atingindo o patamar de 95,62. O resultado pode variar entre zero e cem, quanto maior, melhor a qualidade do crédito e menor a probabilidade de inadimplência. Antes da eclosão da crise mundial, o indicador de qualidade de crédito estava em 95,76 (dado do terceiro trimestre de 2008). “O risco da inadimplência das empresas tem diminuído, mas ainda é superior ao que vigorava antes da crise. Porém, como esse indicador olha para frente, provavelmente a inadimplência vai continuar caindo. A tendência é essa. Porém, o processo de normalização está se dando lentamente”, explicou o gerente de indicadores de mercado da Serasa Experian, Luiz Rabi.
Segundo os economistas da Serasa Experian, a recuperação da qualidade de crédito das empresas, apesar de gradual, é consistente, e isso se deve ao crescimento econômico do país e ao processo de normalização da oferta de crédito às empresas. No segundo trimestre, houve melhora na qualidade de crédito das empresas em todos os setores econômicos. O destaque ficou por conta das empresas comerciais que registraram alta de 0,2% no indicador, superando pela primeira vez, desde o início da série histórica iniciada no primeiro trimestre de 2007, a qualidade de crédito do setor industrial.
“A forte expansão do consumo doméstico tem favorecido a melhora de geração de caixa e, por tabela, a qualidade de crédito das empresas do segmento comercial”, analisaram os economistas da Serasa. Porém, é o setor de serviços que, comparativamente aos demais setores, apresenta o menor risco de inadimplência.

