Paulistano gasta diariamente 2 horas e 43 minutos no trânsito

O tempo médio que um paulistano gasta no trânsito para realizar todos os deslocamentos diários chegou a 2 horas e 43 minutos este ano, segundo pesquisa Movimento Nossa São Paulo/Ibope – Dia Mundial Sem Carro 2010, lançada nesta quinta-feira (16/09). Por outro lado, o tempo médio de deslocamento para realizar atividades principais caiu seis minutos, passando de 1 hora e 57 minutos, em 2009 para 1 hora e 49 minutos este ano.

Para melhorar o trânsito na cidade, construir e ampliar linhas de metro e trem deve ser prioridade, sendo que esta opção recebeu 68% das respostas dos paulistanos. Em segundo lugar, 42% da respostas apontam a opção de construir ou ampliar os corredores de ônibus, seguido pela construção de viadutos, pontes, túneis ou ampliação de vias, com 27% das respostas.

A pesquisa ainda aponta que aumentou, entre os paulistanos, a sensação de desrespeito no trânsito. Para 79% dos entrevistados, os motociclistas são um pouco ou muito desrespeitados. Além disso, para 75% dos paulistanos, os ciclista não são respeitados no trânsito. Já 72% dos entrevistados acreditam que o mesmo acontece com os pedestres.

Ainda de acordo com o estudo, 76% dos paulistanos deixariam de usar o carro, caso houvesse alternativa de transporte. Além disso, 67% acham que o governo deveria dar mais atenção ao transporte coletivo para melhorar a circulação na cidade. Quando se trata do serviço de ônibus na cidade de São Paulo, todas as notas dadas pelos participantes ficaram abaixo da média (5,5). As notas vão de 1um a dez.

A lotação dos ônibus e a acessibilidade para pessoas com deficiência receberam as menores notas: 3,4 e 3,8, respectivamente. Os participantes deram ao preço da passagens nota 4. Já o tempo de duração da viagem recebeu nota 4,1 e o tempo de espera nos pontos de ônibus ou terminais, nota 4,3.

Subiu de 11% para 16% o número de paulistanos que acham que o tempo de espera nos pontos e terminais diminuiu. Também subiu de 16% para 32% o número de pessoas que acham que aumentou a limpeza e conservação dos ônibus. Em relação ao transporte particular, caiu de 10% para 5% o número de paulistanos que acham que deve ser prioridade.