Boletim Econômico – 13 a 17 de novembro

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O mercado nacional segue atento aos dois movimentos que trouxeram nervosismo a bolsa na semana anterior: (i) possibilidade / negociações que envolvem a reforma da Previdência no Brasil e (ii) a reforma tributária nos EUA, que deve ser votada esta semana no plenário da Câmara dos Representantes. No lado corporativo destaque para os balanços de hoje da Petrobras, Eletrobras, Marfrig e JBS, após o fechamento dos mercados. Por fim, no lado das commodities, o petróleo opera em leve alta e as ações de mineradoras recuam nesta manhã na Europa.

Expectativas do mercado permaneceram praticamente inalteradas na última semana

O mercado elevou ligeiramente suas estimativas para a inflação deste e do próximo ano, segundo estimativas coletadas até o dia 10 de novembro e divulgadas há pouco pelo Relatório Focus do Banco Central. A mediana das expectativas para o IPCA deste ano subiu de 3,08% para 3,09% e a de 2019 passou de 4,02% para 4,04%. Já a mediana das expectativas para o crescimento do PIB permaneceu em 0,73% para este ano e em 2,50% para 2018. As expectativas para a mediana da taxa Selic mais uma vez não se alteraram, permanecendo em 7,0% para ambos os anos. Por fim, as projeções medianas para a taxa de câmbio para o final deste ano e do próximo permaneceram em R$/US$ 3,20 e R$/US$ 3,30, respectivamente.

Análise de Conjuntura

– A inflação de curto prazo continua apresentando núcleos bem comportados. A aceleração do IPCA, de 0,16% em setembro para 0,42% em outubro, se deveu em parte à menor deflação dos preços de alimentos.

Mas as redes de alimentação, principalmente, devem estar atentas: próxima safra nacional de grãos deve ser menor, gerando pressão sobre os preços de produtos agrícolas, de acorodo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Considerando a média entre o limite inferior e superior, a área plantada está estimada em 61,5 milhões de hectares, o que representa uma ampliação de 1,0% ante a safra anterior. As principais culturas com expansão prevista de área são o algodão (10,9%), e a soja (3,1%).

No sentido contrário, a área plantada de milho deverá sofrer redução de 3,0%. A produção está estimada em 225,4 milhões de toneladas, recuando 5,5% em relação à safra passada, considerando o intervalo entre os limites inferior e superior. Isso porque as estimativa da Conab indicam queda de produtividade, considerando previsão climática, investimento em tecnologia, entre outros.

As estimativas são de redução de produção para o arroz, o feijão, o milho e a soja.

– Após três meses consecutivos de alta, houve acomodação da produção de veículos em outubro, com recuo de 2,2% (descontando os efeitos sazonais), segundo a Anfavea. Entre os segmentos, as principais quedas ocorreram em automóveis e caminhões, com baixas de 2,7% e 1,8%, respectivamente. Em sentido contrário, a produção de comerciais leves e ônibus avançaram 1,6% e 4,1%, no mês.

Consumidores e Crédito

– 59,3 milhões de brasileiros estão com o nome negativado, mostra estimativa do SPC Brasil e CNDL. houve um aumento de 0,20% na quantidade de inadimplentes na comparação entre outubro deste ano com o mesmo mês do ano passado.

Na comparação mensal entre setembro e outubro, o indicador apresentou aumento de 0,5%. O SPC Brasil e a CNDL estimam que o Brasil encerrou outubro com aproximadamente 59,3 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas. O número representa 39% da população com idade entre 18 e 95 anos.

“A estimativa tem se mantido estável desde o início de 2016. Por um lado, as dificuldades do cenário recessivo fazem crescer o número de devedores, e por outro a maior restrição do crédito e queda na propensão do consumo age na direção contrária, limitando a tomada de crédito e o crescimento da inadimplência”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, afirma: “A tendência de estabilidade da estimativa deve se manter nos próximos meses.”

CAIXA E ALSHOP FIRMAM ACORDO DE COOPERAÇÃO PARA IMPULSIONAR SEGMENTO LOJISTA

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Parceria prevê R$ 500 milhões em recursos para o setor e condições diferenciadas para os associados

A Caixa Econômica Federal e a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) assinaram, nesta quinta-feira (9), acordo de cooperação para fornecer condições diferenciadas em produtos e serviços bancários para os mais de 54 mil lojistas credenciados à entidade. O setor, que movimentou mais de R$ 140 bilhões no ano passado e gera mais de um milhão de empregos diretos vai contar com o aporte inicial de R$ 500 milhões em recursos para serem investidos em operações de crédito, capital de giro, antecipação de recebíveis e linhas de investimento para aquisição de máquinas e equipamentos, em condições e prazos especiais.

O convênio foi firmado durante o coquetel do Programa de Excelência em Varejo, realizado no TH Hall, e contou com a presença de 250 empresários do setor de varejo e shoppings, além de fornecedores.

Com a assinatura do acordo, os associados poderão contar com a rede de atendimento da CAIXA em todo o país para ter acesso às condições diferenciadas já a partir de hoje, 10.

Para o Gerente Nacional de Estratégia de Clientes da CAIXA, Daniel José Ferraz dos Santos, o acordo assinado entre o banco e a Alshop representa um esforço conjunto entre as duas instituições com o objetivo de incentivar o mercado varejista do país. Essa parceria representa a junção de esforços, da CAIXA e da Alshop, para propiciar melhores condições ao setor de lojistas de shopping, com oferta de condições especiais em produtos e serviços bancários, além de um atendimento diferenciado aos associados da entidade.”

"Esse é um importante benefício para os associados Alshop, pois ele terá taxas diferenciais que possibilitam conforto financeiro", afirma o Diretor de Internacionalização e Franquias da Alshop, Ricardo Camargo. O convênio também permitirá aos associados Alshop o ajuste de fluxo de caixa, com prazos e taxas diferenciados aliados à possibilidade de obtenção de recursos de longo prazo com carência.

Benefício exclusivo para Associado Alshop

Camargo ressalta outros ganhos aos associados, como a agilização dos processos, que terá acompanhamento direto do consultor financeiro Walter Batista. Ele teve participação importante durante a negociação entre a Associação e o Banco. Parceiro da Alshop desde agosto, Batista já palestrou para um grupo de associados, esclarecendo dúvidas sobre fontes de financiamentos. Agora, acompanhará cada uma das solicitações feitas à CAIXA, garantindo o sucesso das negociações.

14 marcas recebem certificado de Excelência em Varejo

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Programa de Excelência do Varejo, realizado pela Alshop, reconheceu as empresas em destaque no setor

O Programa de Excelência em Varejo realizado pela Alshop em parceria com GH&Associados, Serasa Experian, TOTVS Consulting e Vecchi Ancona, reconheceu ontem, 9, as 14 redes varejistas aprovadas no processo. Todas elas foram avaliadas pelas empresas chanceladoras nos quesitos Design, Financeiro, Tecnologia e Operação e obtiveram a média estabelecida pelo Programa. Antix, Arezzo, Billy The Grill, Boali, Chilli Beans, Código Girls, Grilleto, Jin Jin Wok, Le Postiche, Marisol, Montana Grill, Petland, Puket e Yoi Temaki foram as empresas chanceladas.

31 marcas se inscreveram no projeto, sendo que 10 destas não passaram na primeira fase do processo por não enviarem os documentos requeridos. Outras 7 não atingiram a média mínima.

Entenda como foi a média do mercado nas quatro áreas avaliadas, em uma escala de zero a dez:

Na próxima sexta-feira, as 21 empresas receberão os relatórios com as análises e dicas dos consultores, que avaliaram, além dos documentos entregues, uma loja de cada marca.

01º Coquetel do Programa de Excelência em Varejo

A cerimônia de entrega do certificado foi realizada no TH Hall, com o patrocínio do Grupo Multiplan. O evento teve início às 20h e contou com a presença de 250 empresários do varejo, shopping centers, fornecedores e outros profissionais do meio.

Além das 14 marcas certificadas, houve a entrega de troféus para as empresas que se destacaram em cada quesito.

A Arezzo recebeu o prêmio de Destaque em Design das mãos de George Homer; a Griletto conquistou o prêmio em Finanças, entregue pelo Vice-presidente da Serasa, Vander Nagta. Reconhecida na área de tecnologia, a Marisol recebeu o troféu de Alexandre Furigo, Diretor da TOTVS Consulting e Ana Vecchi se encarregou de reconher o destaque da Antix na área operacional.

Mas a grande "ganhadora" da noite foi mesmo a Arezzo, que recebeu mais um prêmio por obter excelência em todos o itens avaliados.

O evento seguiu com festa! Uma verdadeira celebração ao ano de 2017, pontuado por conquistas e novas oportunidades.

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Reserva homenageia Gretchen

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Cantora ganha coleção ilustrada com seus memes

"Rainha dos memes", Gretchen resolveu tirar graça das montagens postadas sobre ela na internet e curtidas por Katy Perry e Nicki Minaj. A dona do "Freak Le Boom Boom" acaba de fechar uma parceria inédita com a Reserva. A cantora lança hoje, 25 de outubro, uma loja de camisetas masculinas e femininas dentro do e-commerce da marca.

"Eu adoro moda! Nunca deixo de usar alguma coisa por causa do corpo, desde que seja adequada à minha idade. Apesar de ter 58 anos, procuro ser jovem, moderna, sem ser vulgar", conta a cantora que ajudou na escolha das estampas.

Na tshirteria da Gretchen, além dos memes, há modelos com os refrões das músicas que levaram a cantora a vender milhões de discos em quatro décadas de carreira, e ainda imagens antigas da artista.

"Estamos muito empolgados com essa união. A Gretchen é um fenômeno nas redes sociais e se junta a personalidades que admiramos, como Regina Casé, Thiaguinho e Marcus Majella, que já possuem suas lojas virtuais dentro da nossa plataforma", afirma Pedro Cardoso, gestor de Novos Negócios do Grupo Reserva.

A camiseta que traz a imagem pensativa da rainha do rebolado sob a palavra "atenta" tem tudo para virar best-seller na vida real. "É hoje o meme mais divulgado da internet. Meus fãs amam!"

"A presente parceria chega num momento importante de retomada de crescimento da economia", avalia Batista. “Não podemos deixar de considerar que as soluções apresentadas aos associados possibilitarão a modernização de seu negócio, a expansão da sua atuação e a implantação de novas unidades / operações”, declara.

Feirão Limpa Nome da Serasa bate recorde histórico de acessos pela internet

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Cerca de 4 milhões já buscaram a renegociação. Maioria das visitas (30,81%) foi de São Paulo; mulheres representaram 55%

Nos dois primeiros dias, 3,9 milhões de pessoas buscaram renegociar suas dívidas no Feirão Limpa Nome da Serasa, um recorde histórico. O site para renegociação de dívidas atrasadas online entrou no ar na última segunda-feira (6) e conta com a participação de mais de 1,7 mil empresas de diversos segmentos (bancos e financeiras, cartões de crédito, telefonia, lojas e recuperadoras de crédito, entre outras) dispostas a dar condições especiais, com prazos de pagamentos diferenciados e (ou) descontos de até 90% na quitação das contas em atraso para que os clientes voltem a ter o nome limpo.

Dados levantados pela Serasa Experian mostram que a maioria dos acessos dos dois primeiros dias partiu de São Paulo (30,81%). O Rio foi o segundo estado com maior número de participantes: 12,55% e Minas Gerais ficou em terceiro lugar, com 8,77% do total de visitas. Bahia ficou em quarto, com 6,43%, seguido do Paraná, 5,55%.

O levantamento também mostrou que o sexo feminino predominou, com 55% do total de ingressos no feirão. A faixa etária dominante (43% do total) foi formada por pessoas entre 25 e 34 anos; outros 24% tinham entre 35 e 44 anos e 13% daqueles que acessaram, entre 18 e 24 anos. 12% foram entre 45 e 54 anos, 7% de 55 a 64 e 2% acima de 65 anos.

A maioria das pessoas (69%) visitou o portal a partir de smartphones; 29% utilizaram o computador como meio de acesso e 2% se conectaram pelo tablet. Os picos das visitas aconteceram por volta das 13h e 15h, em ambos os dias.

Feirão Limpa Nome no ar até dia 30 de novembro

A negociação dos débitos em aberto pode ser feita até o dia 30 de novembro pelo computador, tablet ou celular, com toda a segurança, em um site interativo, especialmente desenvolvido para a nova edição do Feirão Limpa Nome da Serasa Experian.

Para participar, basta acessar o site www.feiraolimpanome.com.br. Ali os consumidores encontrarão todos os detalhes do evento, empresas parceiras e como participar. Ao se cadastrar o consumidor será direcionado a uma página na qual estarão listadas as dívidas que constam na base de dados da Serasa e que podem ser negociadas com as empresas participantes. Também serão apresentados os canais de atendimento (telefones, e-mail, chat) disponibilizados por cada credor e, em alguns casos, ofertas pré-estabelecidas por meio de boleto bancário ou até mesmo simular, escolher a melhor condição de pagamento e gerar o boleto de forma online.

RESTITUIÇÃO DE TRIBUTOS INDIRETOS: QUEM PODE PLEITEAR?

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Você sabia que existem algumas exceções à regra da legitimidade do Contribuinte de Direito para pleitear a restituição de tributos indiretos? Não entendeu nada e se interessou pelo assunto? Leia nosso artigo!

Inicialmente, vale destacar que hoje é pacífico o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) no sentido de que ocorrendo a Repercussão Tributária, apenas os sujeitos passivos da relação obrigacional tributária – os chamados Contribuintes de Direito – possuem legitimidade para requerer em juízo a restituição de tributos indiretos pagos indevidamente, desde que autorizados pelo consumidor final que arcou com o respectivo ônus.

No entanto, este posicionamento ficou consagrado após diversas discussões entre a Fazenda Pública e contribuintes e hoje existem duas importantes exceções em que o consumidor final pode ser reembolsado.

Já fizemos um artigo no nosso blog sobre a Repercussão Tributária, demonstrando o conceito, sujeitos envolvidos e o seu impacto em relação à restituição de tributos indiretos.

  • UMA BREVE RETROSPECTIVA: CONTRIBUINTE x FAZENDA PÚBLICA

Num primeiro momento, diante dos argumentos da Fazenda que se mostrou contrária à restituição dos fornecedores, bem como dos contribuintes que alegaram enriquecimento sem causa da União, a Suprema Corte se mostrou bastante radical ao editar a Súmula 71, entendendo que a restituição ao Contribuinte de Direito não seria devida.

Inconformados, os contribuintes novamente levaram a matéria ao STF, argumentando que a referida Súmula poderia ser aplicada apenas quando não comprovada a ausência da Repercussão Tributária.

A partir de então, nesta hipótese, o STF passou a permitir a repetição de indébito de tributos indiretos através da Súmula 546.

Ocorre que, na grande maioria das operações, o Contribuinte de Direito transfere o encargo ao consumidor final, ensejando a Repercussão Tributária. Isso significa que se levarmos em consideração a Súmula 546 do STF, pouquíssimos contribuintes seriam restituídos.

Diante disso, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), através do julgamento do Recurso Especial nº 903.394, na sistemática dos recursos repetitivos, passou a permitir a restituição de tributos indiretos pelo Contribuinte de Direito, mediante a comprovação de que não ocorreu a Repercussão Tributária ou, na hipótese de ocorrência, somente por meio de autorização do consumidor. Nessa mesma linha prevê o artigo o artigo 166 do CTN.

5 índices que as lojas físicas já podem medir sobre o comportamento do consumidor

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O varejo físico há muito tempo tem informações que dão ao administrador condições suficientes para uma boa gestão de sua loja, com total controle de caixa, mercadorias que entram e saem, estoque e margem de lucro. No entanto, no mercado virtual, o conhecimento vai além, porque o lojista tem acesso ao comportamento de seus consumidores, permitindo ajustar estratégias de marketing, vitrine e precificação, entre outras ações que podem ser tomadas embasadas em dados.

A tecnologia de mensuração de fluxo de visitantes chegou também às lojas físicas, disponibilizando inteligência comparável às soluções de Web Analytics para analisar a performance de seu estabelecimento com base no consumidor. Veja abaixo cinco índices que já são possíveis de identificar sobre o cliente para ajudar a aumentar as vendas:

Fluxo de Vitrine/Atratividade – A vitrine tem como principal objetivo atrair a maior parte de pessoas para dentro do estabelecimento. A tecnologia instalada na porta da loja identifica o número de pessoas que passam em frente e que entram, possibilitando ao lojista reavaliar os produtos e preços a serem expostos.

Permanência – Este é o tempo médio da visita dentro da loja, dado que também ajuda a mensurar a melhor forma de abordar o cliente, cumprimentar e deixar a vontade ou ser ativo e oferecer produtos. Uma taxa de permanência alta com baixo número de vendas pode significar que o cliente não encontra o que procura, por exemplo. Também é possível mensurar os horários de pico e trabalhar para que o atendimento seja mais eficiente.

Frequência/Lealdade – A média de visitas de um consumidor ao estabelecimento é essencial para avaliar a fidelidade dos clientes. Um consumidor bem atendido e satisfeito torna-se leal à marca e costuma se tornar um comprador recorrente, fator fundamental para a boa saúde de um negócio.

Visitantes únicos – No total de todas as pessoas que circulam em uma loja ou shopping center, há funcionários, prestadores de serviços, seguranças e até quem volte apenas para retirar algo. A tecnologia consegue separar, por meio da identidade de cada dispositivo móvel, exatamente quantas pessoas passaram pelo estabelecimento uma única vez.

Conversão – Esta é sem dúvida uma das taxas mais importantes, tanto para o mercado online quanto para o varejo físico. Ela mensura dentre todos os visitantes da loja quantos de fato realizaram as compras. Até o momento, ainda não é possível identificar quem não efetuou uma compra, mas isso é só questão de tempo, num futuro bastante próximo já saberemos!

*Walter Sabini Junior é Sócio-fundador da FX Retail Analytics, empresa que oferece inteligência para o varejo por meio do monitoramento de fluxo.

Boletim Econômico – 6 a 10 de novembro

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A semana começa com a agenda esvaziada: ao longo dos dias, deveremos prosseguir nas novidades que envolvem a continuidade do ajuste fiscal do país mas, possivelmente, sem discussões que envolvem a Reforma da Previdência, visto que o Congresso Nacional deverá ter outra pauta nestes dias.

A Confiança da micro e pequena empresa atingiu a melhor marca desde 2015: 52,7. O Indicador da SPC Brasil e CNDL avalia que as condições atuais apresentam melhoras – como o sinais graduais de retomada econômica. Isso faz com que os empresários de menor porte enxerguem condições mais favoráveis para o seus negócios.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o crescimento do indicador reflete a melhora no consumo das famílias e dos indicadores de vendas do comércio e serviços. “As expectativas geradas pelo fim do ano e, sobretudo, a melhora já observada no desempenho dos negócios contribuem para essa sensível mudança de perspectivas. As reformas estruturais que estão na pauta podem consolidar a melhorado ânimo dos empresários, ao criarem melhores perspectivas para a economia” explica Pinheiro.

De acordo com o levantamento, o componente do indicador que mais se elevou foi o das condições gerais, que avalia a percepção dos empresários sondados sobre a performance da economia e das suas empresas nos últimos seis meses. Em janeiro de 2017, metade dos empresários (51%) diziam que a situação de seu negócio havia piorado. Em outubro, esse percentual caiu para 38%. De forma complementar, a proporção dos que observavam melhora no início do ano era de 16% e, agora, passou para 24%.

Destaques da Semana

  • Divulgações contarão com dados de inflação no Brasil e de atividade da China e da Área do Euro

No Brasil, o destaque da semana será a divulgação do IPCA de outubro, na sexta-feira. Espera-se aceleração da variação dos preços, passando de 0,16% de setembro para 0,47% em outubro, em função da mudança de bandeira tarifária, com alimentação voltando ao campo positivo, mas com núcleos ainda bem comportados. Já o IGP-DI, que será conhecido na quarta-feira, deve ter permanecido próximo à estabilidade em outubro, com o declínio dos preços industriais no atacado compensando a alta do preços ao consumidor. Por fim, a Anfavea divulgará os dados da produção de veículos em outubro.

Na agenda internacional, os indicadores a serem conhecidos continuarão a mostrar bom desempenho da atividade global. Destaque para vendas no varejo da Área do Euro. Na China, serão divulgados dados da balança comercial, novos empréstimos e inflação, todos referentes a outubro.

Inflação

EXPANSÃO DE NEGÓCIOS: FRANQUIA PODE SER A MELHOR FORMA

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Ao falar em expandir um negócio, diversos fatores precisam ser avaliados para que essa decisão seja tomada de forma assertiva levando a empresa em direção ao crescimento. As franquias têm recebido grande destaque no cenário mundial, entretanto é preciso cautela ao avaliar se essa é a melhor forma para o crescimento da empresa a partir da análise dos requisitos necessários para assegurar sua expansão.

Inicialmente, devemos deixar claro que as franquias representam o processo em que o franqueador cede ao franqueado alguns direitos para que ele possa usufruir dos benefícios e da experiência de um modelo de negócio de sucesso. O empresário não deve imaginar que tornando de sua empresa uma franquia não terá mais trabalho com a operação, muito pelo contrário. Ao formatar o negócio, está sendo criada mais uma frente de trabalho, agora mais próxima a uma escola, onde é necessário acompanhamento constante, junto aos franqueados, para garantir que os padrões estejam sendo seguidos e para que a rede possa crescer de forma harmônica e alinhada aos objetivos.

Certas características do negócio devem ser avaliadas e adaptadas antes das franquias começarem a ser comercializadas para viabilizar a replicabilidade do sistema e a manutenção de padrões. Manter uma rede com poucas unidades dentro desse conceito é consideravelmente mais fácil do que acompanhar esses processos após a expansão estar presente em grande território. Desta forma, a padronização e criação de manuais da operação da franquia são parte importante dessa fase de preparação da empresa franqueadora.

Outro ponto de atenção são os documentos que pautam a relação entre franqueador e franqueado, que trazem a proteção necessária para a franqueadora e toda a sua rede. Dois dos mais importantes são a Circular de Oferta de Franquia (COF) e o Contrato de Franquia Empresarial (CFE). O primeiro se refere ao documento entregue pelo menos dez dias antes da assinatura do CFE, que deve conter todas as informações necessárias para que o futuro franqueado esteja seguro ao entrar para a rede, como, histórico da franqueadora, balanços e demonstrações financeiras, pendências judiciais, descrição completa do negócio, contatos de franqueados e ex-franqueados e todas as outras informações importantes para esse momento de investigação e decisão pela franquia. Já o Contrato de Franquia Empresarial firma entre as partes as condições para a operação do negócio e o uso da marca pelo franqueado, obedecendo as formas pelas quais o franqueador deseja que o negócio seja gerido.

Para quaisquer das etapas do processo de formatação ou expansão do seu negócio é importante procurar por profissionais especializados em franquias para auxiliar nos pontos necessários. A expansão nunca será um trabalho fácil, requer muito trabalho e atenção aos detalhes em cada um dos passos e atitudes tomadas. Procure por especialistas com experiência comprovada, que entendam profundamente as especificidades das franquias, pois só quem já vivenciou a realidade do sistema estará apto a lidar com as especificidades da sua empresa.

Além dos pontos já levantados, outros aspectos como a força da marca, o mix de produtos e serviços, o potencial de mercado, a concorrência, o retorno financeiro, as regiões alvo para a expansão, dentre outros fatores, também precisam ser considerados. Desta forma, a somatória de todos esses fatores faz com que o negócio seja bem sucedido, rentável e vantajoso para o franqueador e também para seus franqueados, ampliando a presença territorial, a eficiência operacional, o poder de barganha junto aos fornecedores e agregando valor a marca.