Vendas no varejo dos EUA crescem, indicando melhora

As vendas no varejo dos Estados Unidos cresceram mais do que o esperado em março, indicando a ampliação da recuperação econômica liderada pelo setor manufatureiro, com as pressões inflacionárias continuando controladas. Os dados sobre as vendas no varejo dos EUA divulgados nesta quarta-feira sugerem um desafio do consumidor às altas taxas de desemprego e ao acesso limitado ao crédito, e também foram o mais recente indício do fortalecimento da demanda doméstica. “O consumo voltou forte, provavelmente por causa da demanda mais alta após uma dura limitação, e agora nós precisamos de geração de empregos e crescimento de renda para sustentar a força, porque o acesso a crédito ainda continuará sendo modesto”, disse Peter Boockvar, estrategista de ações da Miller Tabak & Co. em Nova York.

Segundo o Departamento de Comércio, as vendas subiram 1,6%, maior alta desde novembro, ante um aumento revisado para cima de 0,5% em fevereiro. O dado de fevereiro, antes da revisão, mostrava alta de 0,3%. Analistas esperavam que as vendas no varejo tivessem crescido 1,2% em março. Ante o mesmo mês do ano anterior, o aumento foi de 7,6 por cento.

Separadamente, o Departamento do Trabalho informou que os preços ao consumidor norte-americano subiram 0,1% no mês passado, em linha com a previsão do mercado para uma leitura modesta e dando espaço ao Federal Reserve para manter as taxas de juros baixíssimas. A crescente confiança na recuperação, melhorando particularmente as perspectivas para o mercado de trabalho, está incentivando o consumidor a pôr a mão no bolso e financiar a compra de bens, incluindo de artigos de luxo.

O fortalecimento da demanda doméstica está fazendo com que as empresas comecem a reestocar. Os estoques empresariais nos EUA aumentaram 0,5% em fevereiro, maior taxa desde julho de 2008, e atingiram o maior patamar em sete meses, disse o Departamento do Comércio em um segundo relatório. Apesar dos indícios de fortalecimento da recuperação econômica do país, o chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, continua cauteloso. “Restrições significativas ao ritmo da recuperação permanecem, como a fraqueza na construção residencial e fora do setor residencial e a fraca condição fiscal de muitos estados e governos locais”, disse Bernanke em depoimento ao Congresso norte-americano.

ABC Plaza Shopping vai mudar de nome e planeja expansão

Atento ao mercado da região, os empreendedores do ABC Plaza Shopping, em Santo André (SP), vão adotar nesta semana nova identidade visual, passando a se chamar Grand Plaza Shopping. A mudança terá função de reforçar o posicionamento do complexo. De acordo com a gerente de marketing, Márcia Pacheco, a marca do centro de compras sofrerá poucas alterações. “O momento é de crescimento, tanto que iniciaremos no segundo semestre a expansão de 15 mil m²”, afirma.

Atualmente, o centro de compras tem 63 mil m² de ABL (Área Bruta Locável), com 250 lojas, sendo dez âncoras como C&A, Extra Hipermercado, C&C Casa e Construção e Pernambucanas. A intenção é agregar entre 80 e 90 lojas. “Serão três novas âncoras nas áreas de vestuário e eletroeletrônicos e mais quatro restaurantes”, diz Márcia. A Cyrela Commercial Properties, administradora do complexo, não revela qual será o investimento e a geração de empregos com a obra. Se tudo der certo, em um ano e meio o público conhecerá o novo mix de lojas do Grand Plaza Shopping. O projeto, elaborado pelo escritório de arquitetura Collaço & Monteiro, prevê a integração do Extra ao centro de compras, além da criação de mais mil vagas no estacionamento.

A agência de propaganda Rino Com desenvolveu campanha para comunicar 1,3 milhão de clientes que frequentam o espaço mensalmente. Além dos meios tradicionais, também serão exploradas mídias sociais como Twitter e Orkut e um blog. As peças publicitárias são inspiradas em imagens e textos que valorizam os significados da palavra ‘grande’ em associação à marca Grand Plaza. Segundo a gerente de marketing, levantamento realziado pelo shopping no fim do ano passado apontou que 76% dos consumidores que vão ao shopping são da classe AB e 60% pertencem à classe B.

Vendas do comércio têm segunda alta seguida em fevereiro, diz IBGE

As vendas no varejo brasileiro cresceram 1,6% em fevereiro na comparação com o mês anterior na série com ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (14/04). É a segunda alta seguida do indicador. Já a receita nominal teve expansão de 2,2%. De acordo com o IBGE, o resultado expressa “um crescimento mais consistente no ritmo de vendas”. O resultado é maior do que a projeção de economistas, que estimavam crescimento mês a mês de 0,6% e uma elevação anual de 10%. Na comparação com fevereiro de 2009, o volume de vendas e a receita nominal do varejo cresceram 12,3% e 15,3%, respectivamente. No bimestre, as vendas acumulam crescimento de 11,3% e a receita, 13,9%. Nos últimos doze meses, volume e receita acumularam crescimentos de 6,0% e 10,5%.

O comércio varejista ampliado, que inclui também as vendas de veículos, motos, peças e materiais de construção, houve crescimento de 2,1% no volume de vendas e 2,5% para a receita nominal. Comparado com o mesmo mês do ano anterior (sem ajuste sazonal), houve alta de 13,6% para o volume de vendas e de 15,7% para a receita nominal. No bimestre, os resultados foram 19,7% para o volume e de 13,6% para a receita. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor apresentou taxas de variação de 8,3% e 9,0% para o volume e para a receita nominal de vendas, respectivamente.

Em fevereiro, segundo o IBGE, oito das dez atividades pesquisadas tiveram crescimento no volume de vendas na série que considera os ajustes sazonais. A principal contribuição (47,8%) para o aumento nas vendas veio do segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com alta de 11,5% em fevereiro sobre igual mês do ano anterior. No crescimento acumulado nos últimos 12 meses, a atividade apresenta crescimento de 9,1%. O desempenho, segundo o IBGE. foi motivado pelo aumento do poder de compra da população, “decorrente do aumento da massa real efetivo dos assalariados”.

Apresentaram resultados positivos os seguintes segmentos: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (3,9%); tecidos, vestuário e calçados (3,4%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3%); material de construção (2,8%); Veículos e motos, partes e peças (2,5%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,6%); Móveis e eletrodomésticos (1,2%); combustíveis e lubrificantes (1%). Houve retração nos equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,8%); e livros, jornais, revistas e papelaria (-2,2%).

Kodak oferece ao varejo novo conceito de ilhas de impressão

A Kodak, líder mundial em sistemas de imagem, traz novidades para o mercado varejista na Feira Fotografar 2010, realizada de 13 a 15 de Abril no Centro de Exposições Frei Caneca, em São Paulo. A Kodak usa a força de sua marca para atrair ainda mais a atenção do varejo ao novo conceito no ramo fotográfico que chega ao Brasil: as Ilhas de Impressão.

O projeto, já consolidado em outros países, chega ao Brasil com design moderno, atrativo e baixo custo de investimento. As Ilhas contam com um amplo balcão de atendimento e oferecem um espaço para exposição dos produtos Premium, tais como canecas fotográficas, photobooks, chaveiros, foto montagens, além de vitrine para câmeras digitais, porta retratos, baterias e acessórios. A comunicação da Ilha é permanente e variável, possibilitando aplicação de promoções e informações específicas, de acordo com a necessidade de cada varejista.

“Facilidade e conveniência são cruciais para o varejista que deseja aumentar a receita de seus negócios. Ao adquirir uma Ilha de Impressão, o lojista oferecerá acesso rápido e fácil de consumidores aos produtos Premium da Kodak com versatilidade, infraestrutura de qualidade e variedade, itens que fortalecerão o fluxo de negócios”, afirma Emerson Stein, diretor geral da Kodak no Brasil.

As Ilhas de Impressão contam ainda com os inéditos recursos da nova versão v4.0 do software KODAK Picture Kiosk, que oferece captura de imagens de vídeo (Video Snapshots), impressão de imagens diretamente de ferramentas web como Facebook® e PicasaT Web Albums, retoque de linhas de expressão facial em um toque (Facial Retouch) e correção de olhos vermelhos em animais (Pet Eye Retouch).

Ator global inaugura C&A no Shopping Rio Anil

A capital maranhense irá contar com a primeira unidade da C&A com um novo conceito de arquitetura e design, a partir desta quinta-feira (15/04). A unidade será aberta no Shopping Rio Anil, localizado à Avenida São Luís Rei da França, nº 8, no bairro Turu. E para marcar a abertura, o ator Cauã Reymond estará presente para uma sessão de autógrafos. A C&A ainda preparou outras ações especiais para o cliente maranhense: na inauguração serão entregues sacolas retornáveis personalizadas (até o final do estoque), oferecido 20% de desconto nas compras realizadas com o cartão C&A até o dia 18/04 (exceto celulares e eletrônicos), além de ofertas exclusivas de abertura (até o final do estoque). Em São Luis, a C&A possui outras duas unidades, localizadas no centro da cidade. A loja do Shopping Rio Anil funcionará das 10h00 às 22h00, de segunda a sábado; e das 14h00 às 20h00 aos domingos e feriados.

O novo conceito de loja da C&A inova no design e arquitetura para proporcionar ao cliente uma experiência de compra totalmente diferente, em um espaço moderno, funcional e estimulante, que privilegia o conforto dos clientes. Ao todo, já são mais de 30 lojas da C&A que seguem o novo modelo em todo o país.

Inspirada no dia-a-dia das grandes cidades, a loja com novo conceito de arquitetura e design utiliza conceitos-chave como internacionalidade, diversidade, modernidade e inovação. Desenvolvido pela agência de design norte-americana Chute Gerdeman, o design da loja foi premiado, em 2008, pela revista Retail Week, a mais importante publicação da Inglaterra sobre o setor de varejo, como a “Loja da Semana”. Aliando design moderno e conforto, com iluminação e exposição das peças totalmente diferenciadas, já na entrada da loja são percebidas as mudanças. Uma ampla passarela foi criada para recepcionar o cliente e a iluminação valoriza os produtos e suas cores. As coleções também ganharam destaque expostas em vitrines e mesas de vários tamanhos e com diversos manequins.

A loja ainda possui um lounge, localizado na frente dos provadores, para proporcionar maior conforto aos acompanhantes, enquanto os clientes experimentam as roupas. Os provadores contam com uma dupla de espelhos, um para a frente do corpo e outro para as costas; bancos de apoio, vários cabides, portas no lugar de cortinas e maior espaço interno. Este novo conceito utiliza, ainda, cores atrativas e forros em diferentes alturas para demarcar as divisões entre as seções e as marcas. Desta forma, o cliente tem mais facilidade para circular e escolher o produto de sua preferência.

Shopping Mueller apresenta a mostra “ISRaeLIDADE”

Conhecer um País a partir das lentes de uma moradora. A realidade de Israel, um dos mais intrigantes países do Oriente Médio, vista sob as lentes da jovem fotógrafa Gio Soifer serão apresentadas até 6 de maio no Shopping Mueller, em Curitiba. A exposição “ISRaeLIDADE” retrata a experiência de um ano de trabalho em Israel, em que a idéia foi registrar momentos do dia-a-dia do ponto de vista de uma moradora, e não apenas, a passagem de uma turista. Cerca de 16 imagens do amplo book foram selecionadas e estarão no Piso Cinemas.

Empréstimos do BNDES atingem R$ 25,5 bi e batem recorde no primeiro trimestre

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no primeiro trimestre do ano cresceram 37%, ao atingir R$ 25,5 bilhões, informou o banco nesta quarta-feira (14/04). O resultado é recorde para o período e foi liderado pelas liberações para o setor de infraestrutura, com R$ 9,9 bilhões, crescimento de 46,4% sobre o ano passado. O setor ficou com 40% dos empréstimos concedidos pelo banco nos três primeiros meses do ano. A agropecuária recebeu empréstimos de R$ 2,6 bilhões, o comércio, R$ 5,2 bilhões e a indústria, R$ 7,7 bilhões, equivalente a 30% dos empréstimos do banco.

“O desempenho do primeiro trimestre foi bastante interessante e mostra que já estamos numa fase de expansão do Produto Interno Bruto (PIB). Os investimentos crescem numa velocidade três vezes ou mais acima do PIB e essa velocidade tende a aumentar em 2010”, disse o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a jornalistas. O volume de empréstimos à indústria caiu 1,8% no primeiro trimestre deste ano contra igual intervalo em 2009.

Justiça decide manter aeroporto de Congonhas operando até 23h00

A Justiça Federal determinou nesta segunda-feira (12/04) que o aeroporto de Congonhas, na zona sul de São paulo, continue a operar entre as 06h00 e as 23h00. A decisão vale até a prefeitura enviar à juíza Rosane Ferri Vidor as suas considerações sobre o caso, o que deve ocorrer nos próximos dias.

A prefeitura quer que a Infraero (estatal que administra aeroportos) reduza em duas horas, uma pela manhã e outra à noite, as operações de pouso e decolagem em Congonhas. Essa foi uma das exigências para a prefeitura conceder o licenciamento ambiental do aeroporto. O primeiro prazo para a medida ser cumprida venceu em 3 de março. A prefeitura estabeleceu então novo prazo, expirado em 2 de abril. A Infraero, então, obteve liminar que a impede de ser multada –a prefeitura pretendia autuá-la em R$ 1 milhão. A redução nas operações representaria queda de 12% no movimento diário do aeroporto, o segundo mais movimentado do país.

Shoppings desbravam novos espaços

Com planos de ir até para outros estados e assim ter menos concorrência, empresas de shopping centers (malls) com atuação regional ampliam seus investimentos para se destacar dentro do setor e, assim, ocupar espaços em que líderes como BRMalls e Multiplan ainda não estão. É o caso da rede Almeida Júnior, que, apesar de estar sediada na cidade de São Paulo, opera no mercado de Santa Catarina com quatro shoppings – incluindo os que serão inaugurados na semana que vem e no início de 2011 – e tem a meta ambiciosa de dobrar seu número de malls e seu patrimônio, até 2014. Atualmente, seus ativos são avaliados em R$ 1,7 bilhão. Segundo Jaimes de Almeida Júnior, presidente e fundador da empresa, que este ano fez 30 anos, serão investidos cerca de R$ 400 milhões em quatro shoppings que devem ser abertos nas cidades de Chapecó, Criciúma, Florianópolis e Lajes, além do investimento de R$ 140 milhões nas obras do Blumenau Norte Shopping, para o ano que vem.

O executivo explica que desde 2007, quando vendeu o Shopping Santa Úrsula, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, à Multiplan, a companhia, capitalizada, voltou a atenção a Santa Catarina, onde já possuía um empreendimento. “Decidimos primeiro regionalizar a companhia e enfocar Santa Catarina, onde queremos liderar mercado, para depois analisar oportunidades no Paraná e no Rio Grande do Sul”, diz. De acordo com Almeida Júnior, a empresa tem se profissionalizado desde 2006, quando optou por mudar sua estratégia, e desde estão acelera investimentos. Primeiro, quer dominar o estado, onde já tem 40% do mercado, para depois ampliar. “Se a BRMalls é a líder em área bruta locável (ABL), e a Multiplan, em faturamento, nós somos a maior empresa de shopping centers regional.”

O empresário, que criou a empresa em Santa Catarina para depois mudar sua sede para a capital paulista, em 1994, destaca que depois de São Paulo, do Rio de Janeiro e da cidade de Brasília, o estado é o local que possui o maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita do País e sem a presença de grandes concorrentes. “Santa Catarina tem o quarto PIB per capita do Brasil e é um estado industrial, líder no setor têxtil e sede de grandes indústrias, o que gera distribuição de renda e potencial de consumo, o que nos interessa”, explica.

Com grandes shoppings voltados às classes A, B e C e líderes em suas regiões, a empresa é sondada por outros grupos de investidores, incluindo estrangeiros e fundos de private equity. Também afirma que estaria preparada para abrir capital um dia, mas não deve seguir estes caminhos no momento: continuará a fazer investimentos com capital próprio e financiamentos com bancos como o Bradesco e Itaú, além de manter gestão familiar.

O Grupo Zaffari, do Rio Grande do Sul, que também é supermercadista, é outro que promete investir mais em shopping centers, área de negócios que vem crescendo dentro da empresa. Hoje, tem cinco shoppings no seu estado de origem e um em São Paulo, o Bourbon Shopping São Paulo, além de se preparar para abrir em 2011 mais um mall em Porto Alegre, o Bourbon Shopping Wallig.

No nordeste, o grupo JCPM, do empresário João Carlos Paes Mendonça e com sede em Recife (PE), se destaca e também está ampliando suas regiões de atuação. A empresa afirma que mantém sua política de investimentos no setor, presente nos Estados de Pernambuco, Sergipe, Bahia e São Paulo, com participação já em oito shoppings e projetos de outros três. O grupo, do empresário que vendeu a rede Bompreço em 2000, deve investir R$ 200 milhões na construção de mais um shopping em Salvador (BA), o Salvador Norte Shopping, com inauguração prevista para o ano que vem, e R$ 500 milhões no Shopping Riomar, em Recife. A companhia terá participação de 20% no Shopping Granja Vianna, em Cotia, grande São Paulo, segundo mall em que investe fora da Região Nordeste, e cuja abertura também está prevista para 2011.