Copa do Mundo pode ter impacto negativo para volume da Bolsa

A expectativa é grande pela estreia do Brasil amanhã (15/06) contra a Coreia do Norte, na Copa do Mundo deste ano. Mas, no meio disso tudo, como fica a Bolsa?

Analistas avaliam que o volume de negócios da Bovespa deve sentir um pouco a temporada do torneio mundial de futebol, especialmente durante os jogos da seleção brasileira, mas não deve haver queda muito significativa. “O volume deve diminuir alguma coisa, mas não acho que seja tão expressivo. O mercado, na verdade, está em uma fase de volatilidade. Os investidores ainda tem problemas de liquidez no exterior e isso traz maior prudência nas operações por aqui”, avaliou o analista da Ágora, Álvaro Bandeira, em referência à redução do volume de negócios do Ibovespa na véspera.

O principal índice da bolsa de valores fechou a quinta-feira (10/06) com pouco mais de R$ 5 bilhões negociados, abaixo da média total diária negociada na Bovespa no mês de maio, que ficou em torno de R$ 7 bilhões. Vale lembrar que o Ibovespa corresponde à maior parte do volume de negócios da bolsa.

A equipe de análise da Socopa prevê que a movimentação deva diminuir especialmente entre os investidores pessoas físicas, mas que especialmente os estrangeiros devem continuar operando sem muitas mudanças. “A pessoa não vai deixar de apostar em uma oportunidade, deixar de lado a rentabilidade de seu investimento por causa de um dia.”

Já o analista da SLW, Pedro Galdi, também lembrou que os bancos não vão operar durante os jogos do Brasil, o que também contribui com o menor ritmo dos negócios. “O volume deve cair mais nos dias de jogos da seleção e vai estar muito associado ao cenário. Se houver notícias positivas, o investidor não deve preferir ver a Alemanha ou a Inglaterra jogando.”

Na primeira fase da Copa do Mundo, o Brasil joga nos dias 15, 20, e 25 de junho. Mesmo nessas datas, a BM&FBovespa já divulgou que o pregão funcionará normalmente.

Brasil deve cortar pobreza à metade até 2014

Mantida a tendência de crescimento médio da economia no governo Lula, o Brasil cortará à metade o número de pessoas pobres até 2014. O total cairá de 29,9 milhões para cerca de 14,5 milhões, o equivalente a menos de 8% da população.

Nos anos Lula, até a crise de 2009, o número de pobres (pessoas com renda familiar per capita mensal até R$ 137) caiu 43%, de 50 milhões para 29,9 milhões. Hoje, a velocidade da queda do número de pobres é ainda maior, de cerca de 10% ao ano, segundo cálculos do economista Marcelo Neri, chefe do Centro de Pesquisas Sociais da FGV-Rio. “Estamos entrando em um processo de redução da desigualdade mais forte do que no período entre 2003 e 2008”, afirma Neri.

Outros especialistas ouvidos pela Folha concordam com essas previsões, consideradas realistas ante a tendência dos últimos anos. Consideram também viável o país manter um ritmo de crescimento até maior do que a média dos últimos anos. A previsão de crescimento para 2010, por exemplo, já varia entre 6,5% e 7,5%.

A diminuição do número de pobres e a ascensão de 32 milhões de brasileiros às classes ABC entre 2003 e 2008 esteve relacionada, principalmente, ao aumento do emprego formal e da renda do trabalho, à política de valorização do salário mínimo e aos programas sociais, como o Bolsa Família.

Humor e criatividade animam Copa do Mundo no Shopping Prado

A parceria certeira entre o Shopping Prado, de Campinas, no interior paulista, e a Pandora Escola de Arte, não poderia ter resultado mais positivo e oportuno para o momento: a realização de uma exposição exclusiva de caricaturas e ilustrações sobre a Copa do Mundo. As 20 peças, em 1.20×60, criadas por renomados professores e alunos da escola, já divertem o público que passeia pelo local.

Jogadores convocados pelo técnico Dunga, como Grafite e o goleiro Júlio César, foram retratados com pinceladas de humor. Mesmo fora da Copa, o mestre Pelé e o “excluído” Ganso também são donos de peças engraçadas. Além disso, os torcedores vão ver desenhos de cenas típicas do futebol mundial, como a admiração dos japoneses pela seleção canarinho ilustrada com técnicas de manga.

De acordo com Ricardo Quintana, um dos proprietários da Pandora Escola de Arte, ao construir a exposição, os profissionais buscaram homenagear a nova seleção que luta pelo hexa. “Mas, se a sexta estrelinha não vier, pelo menos fizemos os brasileiros se divertirem com o clima da Copa”, brinca. “Com esta exposição vamos trazer muito humor e diversão para o ambiente. O público poderá apreciar ilustrações, caricaturas e charges produzidas por artistas conceituados no ramo, como Paulo Branco, Mario Cau e Caio Yo”, comenta Margarete Wolf, gerente do Shopping.

Paulo Branco, que foi professor de Dálcio Machado o caricaturista brasileiro mais premiado do mundo; Mário Cau um dos brasileiros convidados para compor a obra MSP+50 em homenagem a Maurício de Sousa, e Caio Yo ganhador da categoria Carlos Gomes no 1º Salão de Humor de Campinas são alguns dos famosos profissionais que participam da exposição.

Google News lança serviço editado por parceiros

O Google News iniciou um novo serviço, ainda em fase de experimentação, que pode ser acessado apenas por alguns usuários. A sessão tem conteúdo escolhido por editores de verdade, que trabalham em publicações parceiras do Google, e não apenas por algoritmos, segundo informou o Nieman Journalism Lab.

O Google News, quando foi lançado, em 2002, informava que seu conteúdo era todo editado por máquinas, sem a presença de pessoas. O aviso era incluído em todas as páginas do serviço. Entre os parceiros no novo serviço, chamado Editors Picks, estão “The Washington Post”, “Newsday”, Reuters, and Slate.

O Editors Picks permite que os editores parceiros escolham as histórias que terão destaque na página, incluindo imagens.

Nordeste e Sudeste são destaques do comércio no ano

As vendas no varejo crescem a taxas expressivas no país inteiro neste ano, mas o desempenho no Nordeste e no Sudeste chama ainda mais atenção, por ocorrer em cima de uma base de comparação robusta – em 2007, 2008 e 2009, o comércio subiu com mais força exatamente nessas regiões. Nos 12 meses até março, houve expansão de 9,3% no Nordeste e de 8% no Sudeste, segundo estimativas da Tendências Consultoria Integrada a partir dos dados estaduais do IBGE. Na média de todo o Brasil, as vendas cresceram 8% no período.

No Nordeste, a importância dos programas sociais como o Bolsa Família e das aposentadorias na massa de rendimentos da região é fundamental para explicar o bom resultado, diz o economista Adriano Pitoli, da Tendências. No primeiro trimestre, o comércio na região teve alta de 14,9% sobre o mesmo período de 2009.

No Sudeste, a recuperação do mercado de trabalho parece ser o principal impulso às vendas no varejo. Nessa região, elas subiram 12,4% de janeiro a março, abaixo dos 12,8% da média nacional. A alta mais forte nesse período foi na região Norte, de 17,7%, mas aí a base é mais fraca.

Pitoli observa que, no Nordeste, as aposentadorias do INSS respondem por quase 19% da renda familiar, percentual superior aos 15,2% do Brasil todo. Uma parte expressiva dos aposentados nordestinos tem o benefício atrelado ao salário mínimo, que sofreu reajustes elevados nos últimos anos, lembra ele. Em 2010, além de o piso salarial subir 9,7%, o aumento vigorou a partir de janeiro, entrando no bolso do beneficiário em fevereiro, um mês antes do que em 2009.

Pitoli também acredita que o fato de o Bolsa Família representar 2,6% da renda dos nordestinos, acima da média nacional de 0,8%, contribui para o bom desempenho do comércio na região. “Esses dois fatores não esgotam toda a questão, mas são muito importantes para explicar a força do comércio no Nordeste.” Em 2009, quando o Brasil sofreu o impacto da crise global, as vendas no varejo no Nordeste aumentaram 6,7%, mais que os 5,9% registrados no país.

A economista Luiza Rodrigues, do Santander, destaca também o avanço mais forte do crédito nos Estados do Nordeste do que no resto do país. De janeiro a março, o saldo de empréstimos e financiamentos na região cresceu 20,5% sobre o mesmo período de 2009, já descontada a inflação, segundo a Tendências. No Brasil, a alta foi de 17%. A oferta de crédito ajuda a impulsionar o comércio, sendo um dos fatores que sustentam a força do varejo nos últimos anos.

O analista Felipe Insunza, da Rosenberg & Associados, diz que o peso maior dos programas sociais e das aposentadorias no Nordeste impulsiona não apenas o comércio, mas também os preços de serviços como educação e habitação. “Na média das regiões metropolitanas de Recife, Salvador e Fortaleza, os itens de educação no IPCA avançaram 7,02% de janeiro a abril, enquanto nos demais Estados eles subiram em média 5,12%.”

No Sudeste, a recuperação do mercado de trabalho dá força para o bom desempenho do comércio, acredita Insunza. Das 346,5 mil vagas com carteira assinada criadas no Brasil no setor de serviços de janeiro a abril, 60% apareceram na região. O Sudeste respondeu também por 70% dos 287,5 mil empregos formais surgidos na indústria de transformação no período. Em 2009, porém, a região viu o fechamento de 44,6 mil postos formais na indústria de transformação, e mesmo assim as vendas no varejo no Sudeste aumentaram 6,2%, acima da média nacional de 5,9%.

Uma possível explicação é que o setor de serviços seguiu forte, com a geração de mil postos formais na indústria de transformação, e mesmo assim as vendas no varejo no Sudeste aumentaram 6,2%, acima da média nacional de 5,9%. Uma possível explicação é que o setor de serviços seguiu forte, com a geração de 56% das 500 mil vagas surgidas no segmento no país inteiro.

Walmart unifica marca própria e lança Bom Preço

O Walmart Brasil lançou no dia 2 de junho sua linha de marca própria, que será vendida em todos os supermercados e hipermercados da rede sob um mesmo nome: Bom Preço. A marca substituirá as que levam o nome das bandeiras BIG, Mercadorama e Nacional, além da Great Value. “Trata-se de uma estratégia que beneficia toda a cadeia, além de oferecer ao consumidor uma única marca com a qualidade aprovada pelo Walmart em todas as bandeiras da rede”, diz Julia Pettini, diretora de Marca Própria do Walmart Brasil. A linha chega às prateleiras das redes Walmart, BIG, Mercadorama, Nacional e Bom Preço, com 150 itens, entre alimentos e itens de limpeza.

Segundo a rede, até o final do ano, as marcas antigas serão gradativamente substituídas e o seu mix deve ser ampliado em mais de 100%. O Walmart tem cerca de 12 mil itens de marca própria em 180 categorias (entre alimentos e não alimentos). A empresa vem registrando um crescimento médio de 20% ao ano.

Segundo o Walmart, todas as embalagens desenvolvidas para os itens de marca própria possuem algum diferencial em sustentabilidade, como embalagens certificadas com o selo FSC (Conselho de Manejo Florestal), instruções de descarte e reciclagem, além de informações escritas em braile.

Rede de iogurtes Yoforia inaugura no Center Shopping Rio

Os refrescantes frozen yogurts, que viraram febre no verão, prometem permanecer na vida dos cariocas neste inverno. Ainda neste mês de junho, a iogurteria Yoforia abrirá mais uma franquia, desta vez no Center Shopping Rio, na capital fluminense.

A rede promete investir em novidades, como o frozen no sabor amarena, um tipo de cereja de origem italiana. Para a abertura da loja, a iogurteria investiu cerca de R$ 130 mil e a expectativa de venda mensal é de R$ 50 mil. Atualmente, a Yoforia possui oito lojas espalhadas pelo Brasil.

Central Plaza Shopping tem posto “Super Troca de Figurinhas” da Copa do Mundo 2010

Tem figurinhas da Copa e não sabe onde trocar? Corra para o Central Plaza Shopping, em São Paulo, afinal, é lá que está acontecendo a “Super Troca de Figurinhas” que vai deixar o seu álbum da Copa do Mundo 2010 completinho. E não é só isso. Apresentando pelo menos uma nota fiscal de qualquer valor, em compras realizadas nas lojas do shopping, o cliente, independente da idade, será presenteado com um pacote de figurinhas.

Qualquer pessoa pode efetuar a troca no posto localizado no corredor principal, de segunda a sábado, das 12h00 às 22h00, e aos domingos e feriados, das 12h00 às 20h00. A ação é uma parceria entre o Central Plaza Shopping e a Rádio Metropolitana FM, e conta com promotores para ajudar na brincadeira.

Não fique de fora desta mania que está fazendo a cabeça de crianças e adultos e venha para o Central Plaza Shopping buscar aquela figurinha com a foto do jogador que falta para completar a sua coleção e aproveite também para fazer novos amigos para torcer juntos pelo Brasil nesta caminhada rumo ao Hexa. Informações no site: www.centralplazashopping.com.br.

Varejo já reforça estoques para a “maratona” do Natal

Grandes redes do varejo brasileiro já planejam os estoques para garantir preços baixos e a entrega dos produtos para o Natal, época de ouro do comércio. Até o final da Copa do Mundo da África do Sul, as negociações entre comércio e indústria devem se intensificar por conta da corrida dos varejistas pelos produtos que serão as vedetes do Natal de 2010.

A Lojas Berlanda, por exemplo, segundo Nilson Berlanda, proprietário e presidente da rede, já fez solicitação, este mês, à Caixa Econômica Federal para autorização da campanha de Natal. Isso porque todo o processo demora em torno de 60 a 90 dias. “Pensamos em uma campanha forte para o Natal. Nossa intenção é que, além de dobrar as vendas no período, como de costume, tenhamos um aumento 20% superior aos números do ano passado”, afirma. A varejista de móveis e eletrodomésticos pretende premiar clientes com três casas mobiliadas e com automóvel na garagem. Nessa campanha, que começa a ser veiculada a partir de outubro, a empresa já investiu cerca de R$ 200 mil.

Para reforçar os estoques de produtos nas lojas, a negociação de compra de importados começa a partir do início de julho, a fim de garantir prazo de entrega. A empresa calcula que até o fim do ano serão gastos cerca de R$ 40 milhões para abastecer o estoque das lojas. A rede catarinense conta hoje com 124 lojas e projeta fechar o ano com 140 unidades.

A Cybelar também já se prepara para negociar com os fornecedores no próximo mês para abastecer as lojas antes da data e evitar falta de produtos ou preços altos, por exemplo. De acordo com o diretor da empresa, Ubirajara Pasquoto, as conversas devem acontecer logo depois do mundial de futebol. “Neste ano a procura está maior por itens da linha marrom [televisores e aparelhos de som, entre outros] e deve continuar assim, diferentemente do ano passado, quando havia a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados [IPI, para linha branca]”, disse o executivo, sobre as apostas da rede para a data.

Para antecipar as compras de artigos de decoração para o Natal, acontece, entre 19 e 22 deste mês, a Feira Internacional de Artigos e Decoração de Natal -Natal Show. No evento, 95 empresas do segmento estimam vender 80% de toda sua produção anual de artigos para o Natal.

Também são esperados 15 mil compradores: varejistas, importadores, decoradores, e prefeituras, como as de Salvador, São Paulo e Gramado. Segundo a gerente da feira, Lúcia Cristina de Buone, o evento é o principal momento das compras do setor. “A negociação começa aqui e, até o fim de setembro, as lojas já estão abastecidas e preparadas para o Natal”, conta.

A Cromus, uma das expositoras da Natal Show, pretende negociar 70% do estoque de produtos para decoração natalina já neste mês. Para isso, a companhia conta com mais de 75 escritórios de representação pelo País e clientes como grandes atacadistas de produtos de decoração, empresas especializadas em decoração de shopping centers e lojistas da região da 25 de Março, centro de São Paulo.

Fernando Hachul, diretor comercial da Cromus, disse que pretende negociar com as grandes redes de supermercados para fornecer os produtos. “Grandes redes varejistas de supermercados importam produtos de decoração. Nós estamos em negociação com algumas delas.”

Apesar do otimismo das redes, especialistas acreditam que as vendas do comércio neste ano devem ser menos aceleradas, por causa do juro mais alto – o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) elevou na última semana a taxa de juro para 10,25% – e do dólar mais alto, na comparação com o ano passado.