Colégio Brasilis presta homenagem musical no Mogi Shopping

Em agosto e setembro, o Mogi Shopping, de Mogi das Cruzes (SP), promoverá uma série de atrações para seu público em homenagem aos 450 anos de Mogi das Cruzes, comemorados no dia 1º de Setembro. O Colégio Brasilis, por exemplo, vai brindar o público com apresentações musicais diárias dos alunos, de 26 de agosto a 1º de Setembro, no evento “A Cara de Mogi 2010/ Canta Mogi” E no dia 1º, haverá apresentação especial dos músicos do grupo “Violinos de São Paulo”.

Acompanhe abaixo a programação:

Dia 26/08 (quinta-feira)
20h00 – Abertura
Apresentações:
“Homenagem à colônia portuguesa” – 1º ano A e Pré A
“Canta Mogi” – 3º ano A1 e A2
Destaque:
Quinteto de Cordas da Orquestra Sinfônica de Mogi das Cruzes

Dia 27/08 (sexta-feira)
17h00 – Escola de Música Luciana Massaro
17h30 – “Homenagem ao povo mogiano” – 3ª e 4ª série A
18h00 – Gui Cardoso – voz e violão
18h30 – Dramatização “A história de Mogi” – 3ª e 4ª série A
19h00 – “Alegria de ser mogiano” – Maternal A, Jardim I e II A
Destaque:
19h30 – Barbosa Show – Sax contemporâneo

Dia 28/08 (sábado)
14h00 – Teatro Infantil “O Lixo”
14h45 – “Receita para uma cidade feliz” – 2º ano A
15h00 – Jazz – 2º ano a 4ª série
15h30 – “Um acróstico para Mogi” – 2º ano B
15h45 – “A agricultura mogiana” – 1º ano B e Pré B
16h00 – Escola de música Luciana Massaro
17h00 – “Alegria de ser mogiano” – Maternal A, Jardim I e II A
17h30 – Carlos Melo – voz e violão
18h00 – Escola de música
Destaque:
19h00 – Escola de música Underground, com o tema Beatles

Dia 29/08 (domingo)
14h00 – Apresentação dos alunos Ensino Médio
14h30 – Luiz Ferry – teclado e voz
15h00 – Homenagem ao músico Rui Ponciano
15h15 – Escola de dança La Bayadere
15h30 – Kacá Novaes
16h00 – “Parabéns Mogi” – Ensino Médio
16h30 – “Um acróstico para Mogi” – 2º e 3º ano B
17h00 – Waldir Vera – voz e violão
17h30 – “Receita para uma cidade feliz” – 2º ano A
18h00 – Escola de Música Underground (MPB)
19h00 – Homenagem à Orquestra Sinfônica Santa Cecília – Maternal B / Jardim I e II B
Destaque:
19h15 – Sidney Pontes voz e violão

Dia 30/08 (segunda-feira)
17h30 – Renan (voz e violão)
18h00 – Paulo Henrique voz e violão
18h30 – “Canta Mogi” – 3º ano A1 e A2
19h00 – “450 anos de Mog”i – 3ª e 4ª série B
19h30 – “Homenagem a Orquestra Sinfônica Santa Cecília” – Maternal B / Jardim I e II B

Dia 31/08 (terça-feira)
19h00 – “450 anos de Mogi” – 3ª e 4ª série B
19h30 – “A agricultura mogiana” – Pré B e 1º ano B
Destaque
20h00 – Trio Aperto de Mão – Chorinho

Dia 01/09 (quarta –feira)
15h00 – Apresentação do grupo Violinos de São Paulo

Presidente da CNI diz que é preciso aumentar competitividade das empresas

O presidente em exercício da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, disse que a alternativa para melhorar a concorrência com os produtos importados não é proteger o mercado, mas dar condições de maior competitividade às empresas brasileiras. Tais condições, segundo ele, estão na menor carga tributária, infraestrutura adequada, taxas de juros e custos trabalhistas menores.

A afirmação foi feita nesta terça-feira (24/08), em entrevista ao programa Jornal da Manhã, da Rádio Jovem Pan. “Somos muito produtivos e competitivos dentro das fábricas, mas o ambiente de negócios no Brasil precisa melhorar muito”, enfatizou Andrade. “Temos de dar condições às nossas empresas de competir em igualdade de condições com empresas da China e de outros países que não têm custos com preservação do meio ambiente, compromisso com relações trabalhistas e obtêm financiamentos muitas vezes a juros negativos”, afirmou. Conforme o diagnóstico do presidente em exercício da CNI, a concorrência das importações se acentuou pelo tamanho e pela demanda do mercado brasileiro.

Ele lembrou que as empresas brasileiras continuam a exportar impostos e, dessa forma, perdem competitividade no mercado externo. Defende, por isso, a desoneração das exportações. “A queda das exportações brasileiras, principalmente de produtos manufaturados, é muito preocupante. O comportamento da balança comercial está sinalizando um déficit importante para este ano”, previu.

Mas, na avaliação de Andrade, o mercado interno terá um desempenho positivo. A possível estabilização da taxa de juros básica, a queda da inflação, a folga ainda existente na capacidade instalada da indústria, ora entre 82 e 83%, são alguns dos fatores que impulsionarão a economia neste segundo semestre.

Além desses fatores, a campanha eleitoral, destacou ele, não está influindo no comportamento da economia. “A economia brasileira está indo no rumo certo”, sentenciou o presidente em exercício da CNI.

Som mistura alegria e sofisticação no Shopping Prado

Em apresentações no Shopping Prado, de Campinas, no interior paulista, grupo toca grandes clássicos que unem samba e jazz. As cordas da guitarra, do violão e do contrabaixo se misturam ao som sofisticado do sax e da flauta e são embaladas pelo ritmo da bateria. A harmonia do som, que une a originalidade do samba com o charme do jazz, embala momentos agradáveis e dançantes. O estilo cool apreciado por grande parte do público é tocado com prazer há mais 8 anos pela banda Sambar & Jazz, na região de Campinas.

“O jazz sempre foi sinônimo de bom gosto e liberdade e o samba é a manifestação mais livre desse espírito, com isso, unimos dois ritmos que nos remetem as mais agradáveis sensações e finalizamos o som com um toque especial de elegância”, comenta o integrante do grupo Daniel Jordão. Segundo Jordão, para tocar esses estilos livres é necessário muito estudo e dedicação. A banda se apresenta em festas, recepções, eventos e casamentos e, atualmente, faz shows mensais na Cafeteria Tijuco Preto, no Shopping Prado.

A próxima apresentação do Sambar & Jazz no shopping é gratuita e acontece nessa quinta-feira (26 de agosto), a partir das 20h00. O quarteto formado por Alê Petrônio, Tércio Pereira, Alessandro Di Girolamo e Daniel Jordão tem no repertório músicas nacionais e internacionais como “Garota de Ipanema”, “Wave”, “Blue Monk” e “All of me”.

Planos econômicos podem ter definição hoje na justiça

Os poupadores que tiveram perdas com os quatro principais planos econômicos baixados desde o final da década de 1980 e os bancos que respondem a milhares de ações na justiça de consumidores que pedem o ressarcimento dos valores que tinham na poupança deverão ter hoje um posicionamento definitivo do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O Tribunal julga dois recursos especiais sobre diferenças de correção da poupança durante a vigência dos planos Bresser, Verão, Collor I e II e deve consolidar entendimento que vai valer para todos os casos que correm no Judiciário.

A 2ª Seção, da qual fazem parte dez ministros, entre eles, Aldir Passarinho Junior, colocará em pauta os dois recursos, espécie de leading cases, de poupadores do ABN-Amro Real e da Caixa Econômica Federal, que serão julgados pelo rito dos recursos repetitivos. Isso significa que o STJ vai uniformizar sua posição e o resultado servirá para todos os processos semelhantes. Além disso, a tendência é que os demais tribunais do País também se ajustem ao que o Tribunal decidir.

As ações, segundo o relator, ministro Sidnei Beneti, abrangem as mais frequentes questões sobre os principais planos do Brasil. O magistrado afirmou em despacho de outubro de 2009 que “os recursos são notoriamente repetitivos e de caráter multitudinário, já havendo chegado a este Tribunal milhares de casos idênticos”, o que, para ele, necessita de “urgente julgamento definitivo”.

Hoje, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), tramitam cerca de 1.030 ações coletivas e 814 mil individuais de poupadores contra bancos e as correções aplicadas pelos planos. A expectativa dos ministros, segundo o STJ, é de que a decisão desafogue o grande número de processos sobre o assunto.

Antonio Carlos Negrão, diretor jurídico da Febraban, quer que o STJ não realize o julgamento hoje. Isso porque existem quatro recursos (com repercussão geral conhecida) pendentes de análise no Supremo Tribunal Federal (STF), além da ação da Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) que pede a suspensão do andamento dos processos e das decisões sobre reposição das perdas nos planos Cruzado, Bresser, Verão, Collor I e Collor II. “Queremos evitar colisão de decisões”, diz Negrão, que ressalta que os bancos cumpriram normas e não lucraram com os planos.

Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o cenário é favorável aos poupadores. “O STJ já tem jurisprudência consolidada e dominante”, afirma Maria Elisa Novais, gerente jurídica do instituto. Segundo ela, apenas a decisão sobre os valores bloqueados no plano Collor I foi desfavorável aos poupadores. “Qualquer entendimento que modifique a jurisprudência será sem ampla discussão na Corte e vai ferir a segurança jurídica e a legalidade das decisões”, diz.

São quatro as teses pendentes de julgamento nos dois processos: a legitimidade dos bancos para responder pelas perdas, a prescrição para pedir o ressarcimento, os índices aplicados para cada plano e a capitalização dos juros repassados ao poupador. Em cada uma, o STJ deve dar uma resposta: se os bancos ou o Banco Central devem responder pela correção, se o pedido prescreve em 20 ou cinco anos, quais os índices e se a capitalização é mensal ou anual.

A Febraban tem como trunfo uma decisão da própria 2ª Seção do STJ de abril desse ano. Na ocasião, os ministros determinaram que o prazo para ajuizar ação civil pública contra os planos Bresser e Verão é de cinco anos, o que deve fazer com que as 1.030 ações atuais caiam para apenas 15. Para o Idec, a decisão, ainda pendente de recurso, não é tranquila e, por cautela, não deve ser adotada.

Segundo Maria Elisa Novais, os bancos querem reformar todo o entendimento firmado em 15 anos no STJ e STF. Antonio Negrão confirma que existem decisões desfavoráveis aos bancos, mas afirma que o argumento de enriquecimento ilícito por parte dos poupadores poderá fazer com que o STJ revise todos os planos.

Shopping Barra patrocina grandes eventos de moda em Salvador

Sempre em sinergia com o desenvolvimento da moda na Bahia, o Shopping Barra, de Salvador, está patrocinando dois grandes eventos do setor, que movimentarão o cenário fashion baiano neste fim de mês. O primeiro deles é o I Encontro Moda e Cultura da Bahia, realizado pelo Sindvest, nos dias 27 e 28, no auditório do Sebrae. Com chancela do Ministério da Cultura, o evento abordará a moda como meio de expressão cultural.

Os lojistas do Barra poderão acompanhar a transmissão simultânea direto da sede da Associação de Lojistas, no 2º piso do shopping. O Barra também confirmou o patrocínio máster do Bahia Moda Design, a ser realizado pelo Sebrae, nos dias 30 e 31 de agosto, no Bahia Othon. Este evento, dirigido a compradores varejistas, mostrará a indústria da moda no estado, com uma programação que inclui desfiles, salão de expositores e rodadas de negócios.

Operadoras antecipam em três anos as metas para 3G

Enquanto as operadoras privadas estão prestes a bater este ano a meta de implantação dos serviços de telefonia de terceira geração (3G), prevista para 2013, o governo corre para capitalizar com R$ 1,4 bilhão a Telebrás, para iniciar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) ainda em 2010. A previsão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ao licitar o serviço de banda larga 3G, era que as teles atingissem 1.055 municípios até 2013, porém, com os planos de chegar com o serviço mais rápido ao interior do País, que já é colocado em prática pelas teles, tudo indica que esse número será batido ainda este ano.

Nos últimos 12 meses, por exemplo, a participação do serviço na receita das teles cresceu 37%, segundo dados apresentados pela consultoria Telecom, em parceria com a Huawei, fornecedora de equipamentos de rede de telecomunicações. Apenas no segundo trimestre deste ano, dois milhões de novos clientes foram agregados à base das operadoras, o que representou um crescimento de 17% na comparação com os três primeiros meses deste ano. Já o serviço de banda larga fixa, via cabo, apresentou crescimento tímido de 3%, se utilizada a mesma base de comparação.

Para Ricardo Tavares, vice-presidente da GSM Association (GSMA), entidade internacional que representa as empresas do setor de telefonia móvel, o fenômeno deve-se “aos esforços das teles em levar os serviços para fora dos grandes centros”, disse.

Considerado fundamental para a universalização do acesso à internet rápida no Brasil, o serviço móvel deve gerar uma disputa ainda maior entre as teles a partir deste ano, com a possível entrada de um quinto competidor no mercado, com o leilão da última faixa de espectro disponível para operar o 3G no País (a banda H). Neste caso, a Nextel será a grande vencedora da licitação, pois a empresa prometeu brigar pelo espaço que será licitado, porém a GVT (da Vivendi) também pode entrar no páreo – ainda que a empresa negue o interesse no leilão.

A previsão do mercado é de que a Anatel faça a licitação da banda H ainda neste ano. Especula-se também, porém, a possibilidade de haver benefícios para o vencedor da licitação, como um valor mais baixo para a compra da licença de operação atrelada à imposição de um plano de metas de investimentos mais agressivo, o que poderá beneficiar principalmente os fornecedores de equipamentos a redes de telecomunicações e daria ao novo player do setor um fôlego extra para fazer investimentos. Além disso, há a possibilidade de as quatro grandes operadoras (Vivo, Oi, TIM e Claro) ficarem de fora da concorrência pela faixa de frequência.

De acordo com o diretor de tecnologias da gigante Huawei, Marcelo Motta, isso será perfeito “para os fornecedores e para o novo competidor, em função de uma maior disponibilidade de capital que a empresa vencedora terá para investir”. Se o leilão da banda H ocorrer nos moldes vistos pela Agência, tudo indica que sobrará dinheiro às empresas que arrematarem as faixas de espectro disponibilizadas pelo órgão. “A função dessa licitação é tentar trazer um novo competidor para este mercado, mas é preciso dar condições para ele competir com empresas que já estão no mercado”, disse Eduardo Tude, da consultoria Teleco.

Praticamente às vésperas das eleições, o governo corre para colocar em prática o PNBL, tanto que amanhã está prevista a divulgação da lista das cem cidades que, junto com as 16 capitais já anunciadas pelo governo, serão os primeiros municípios onde será implantado o Plano.

Segundo o presidente da Telebrás, Rogério Santana, do R$ 1,4 bilhão previsto para capitalizar a estatal, R$ 600 milhões serão investidos em 2010 e os outros R$ 800 milhões, em 2011. A proposta que será encaminhada ao Congresso Nacional, contudo, prevê a aprovação de R$ 400 milhões para o ano que vem, o que reduz para R$ 1 bilhão o orçamento imediato. A liberação dos outros R$ 400 milhões ainda estará sujeita à execução do orçamento anterior, de R$ 1 bilhã

Lojas Colombo cria canal de m-commerce

A partir desta semana, a rede de Lojas Colombo coloca no mercado mais um inovador canal de vendas: o m-commerce ou mobile commerce, que possibilita a compra pelo site, através do smartphone do próprio cliente. Para tanto, desenvolveu e implantou um aplicativo específico que permite acessar www.colombo.com.br através de iPhone, ou qualquer outro smartphone com acesso a internet e com browser Opera. “Esta iniciativa reforça a estratégia da Colombo de constituir-se como um multicanal de vendas, sempre buscando novas tecnologias para levar aos clientes diferentes oportunidades de compra, mais mobilidade, conveniência e atendimento aos diferentes perfis de consumidores”, destaca Thiago Baisch, diretor de marketing e vendas da rede de Lojas Colombo.

É muito fácil comprar via smartphone. Basta digitar www.colombo.com.br que o site surge customizado para cada tamanho de tela. A busca pelo produto desejado é realizada no campo “pesquisar no site” ou no link “categorias”. O processo de compra é o mesmo oferecido pelo site, sendo necessário apenas escolher o produto, digitar o CEP e clicar em “comprar”. Os pagamentos podem ser realizados com cartões de crédito ou através de boleto bancário para compras à vista.

Crédito direcionado pelo governo cresce 29%

O volume de recursos para créditos direcionados avançou 28,77% nos últimos doze meses, de R$ 407, 06 bilhões em julho de 2009 para R$ 524,21 bilhões registrados ao fim de julho de 2010. Os dados são do relatório de Operações de Crédito do Sistema Financeiro Nacional divulgado ontem (24/08) pelo Banco Central (BC). “Esse crescimento expressivo dos recursos direcionados mostra que o governo está adequando a demanda e a necessidade de crédito com o tamanho da oferta”, constata o professor de Economia da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP) da Fundação Getulio Vargas (FGV), Evaldo Alves.

De acordo com o documento do BC, nos últimos doze meses o crédito direcionado a habitação cresceu 51,1%, de R$ 73,01 bilhões para R$ 110,31 bilhões, que, somados aos R$ 5,75 bilhões oriundos de recursos livres, atingiram o total de R$ 116,06 bilhões ao fim do mês de julho. “Isso movimenta o setor da construção civil, que absorve o excedente de mão de obra. O operário das classes C e D se credencia com renda para obter crédito para o consumo”, detalha o professor de Ambiente Econômico do Instituto de Pesquisas Econômicas (Insper), Otto Nagami, ao explicar o atual ciclo econômico. Outro destaque do relatório divulgado pelo Banco Central foi o crescimento anual de 29,9% de recursos direcionados para pessoas jurídicas, de R$ 257 bilhões para R$ 334 bilhões.

Esse acréscimo de R$ 77 bilhões no período é relacionado principalmente à expansão de R$ 74,77 bilhões do crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cujo volume total cresceu 30,2%, de R$ 247,4 bilhões para R$ 322,17 bilhões em 12 meses, encerrados em julho último.

Desse volume, os repasses do BNDES por meio de outras instituições financeiras cresceram 45,4%, de R$ 105,41 bilhões para R$ 153,23 bilhões, enquanto o crédito direto do BNDES avançou 19%, de R$ 142 bilhões para R$ 169 bilhões em igual período. Segundo o documento, o setor industrial (sem a construção civil) absorveu boa parte desses recursos. A indústria adquiriu R$ 28 bilhões em crédito, elevando seu patamar de R$ 299,41 bilhões para R$ 329,21 bilhões.

O professor da FGV avaliou as distorções que esse acelerado crescimento do crédito direcionado pode influenciar na economia. “Essa é mais uma jabuticaba só nossa. Essa estrutura do crédito direcionado foi montada há mais de 50 anos. O governo está agindo como indutor do crescimento”, avalia Evaldo Alves. “Mas ainda é um crescimento inferior ao obtido por outros países emergentes como China, Índia e Malásia”, pondera Alves. De acordo com o professor da FGV, ao setor privado resta o papel de direcionar os recursos livres ao mercado interno, sobretudo ao consumo de bens duráveis como automóveis e eletrodomésticos.

De fato, de acordo com os dados do BC, os segmentos ligados ao consumo apresentaram forte crescimento. O setor de serviços tomou 21,5% mais crédito e atingiu R$ 266,43 bilhões com ênfase nas contratações vinculadas às administradoras de cartão de crédito e às empresas de administração de imóveis, além de serviços relacionados a transportes.

O crédito ao comércio evoluiu 26,1% para R$ 153,74 bilhões nos últimos doze meses, refletindo a maior demanda dos ramos de alimentação e de automóveis, com expansão mensal de 1,2%, ante junho. “Será um Natal maravilhoso. O consumidor vai à loucura para consumir”, prevê Otto Nogami, do Insper.

No que diz respeito às operações destinadas a pessoas jurídicas, a carteira de empréstimos para capital de giro totalizou R$ 238,3 bilhões, ao apresentar elevações de 1,1% no mês e de 27,4% em doze meses. O saldo da modalidade conta garantida registrou declínio mensal de 0,4% e expansão anual de 12,2%. Por sua vez, os empréstimos lastreados em recursos externos recuaram 1,4%, queda causada pelos efeitos contábeis da apreciação cambial no período e a liquidações de operações de repasses externos.

Polo Industrial de Manaus prepara-se para aumento de demanda

As indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM) se preparam para atender as encomendas do varejo visando as vendas de fim de ano. No período do Natal, o volume de negócios tende a ser maior e os pedidos do varejo para a indústria devem ocorrer com antecedência, com maior concentração de demanda a partir de setembro.

O presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Amazonas (Sinaees/AM), Wilson Périco, disse que, diante das contratações de mão de obra temporária que estão ocorrendo no setor, as indústrias já estão produzindo para atender os pedidos do varejo. “As indústrias do Amazonas esperam contratar de oito a nove mil funcionários até o fim do ano”, afirmou. Ele acredita que o televisor deva continuar a ser o produto mais procurado pelos consumidores.

O diretor executivo da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Flávio Dutra, afirmou que a maior parte das indústria já está operando com capacidade total. “As indústrias esperam que as vendas do Natal superem o ano passado e o período da Copa do Mundo”, declarou.

Para o presidente da Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Polo Industrial do Estado do Amazonas (Aficam), Cristóvão Marques Pinto, a expectativa gerada é muito otimista. “Uma grande empresa de eletroeletrônicos do PIM cortou 30% dos pedidos, em virtude das vendas no Sudeste não terem sido tão boas quanto o esperado. Como eles ainda estão com estoque, cortaram parte dos pedidos”, disse Cristóvão. Ele considera que o mercado está aquecido mas é preciso cautela com os pedidos.

A indústria eletroeletrônica registrou alta de 18% no faturamento das principais fabricantes no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2009, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). A alta foi puxada pelos setores de utilidades domésticas (mais 42%), equipamentos industriais (29%), componentes (27%) e material de instalação (24%).

Para todo o ano de 2010, a entidade revisou de 12% para 14% a estimativa de aumento do faturamento, que poderá somar R$ 128 bilhões. A revisão se deve ao desempenho dos segmentos de componentes eletrônicos, GTD (geração, transmissão e distribuição) de energia e utilidades domésticas.