Companhias aéreas falidas têm dívidas de R$ 25 bilhões

As falências de Varig, Vasp e Transbrasil, as principais companhias aéreas da década de 1990, deixaram para trás um rastro de dívidas que supera R$ 25,4 bilhões, segundo levantamento feito pelo advogado do setor aéreo Carlos Duque-Estrada, a pedido da Folha.

O montante inclui dívidas com União, INSS e Receita Federal, além de fornecedores e funcionários. O cálculo foi feito a partir de informações atualizadas da Justiça e da 1ª Vara de Falência de São Paulo. São milhares de credores, que vão desde fornecedores de água dos escritórios dessas empresas até fornecedores de combustível e peças.

Cia do Boi inaugura loja no Shopping Sete Lagoas

O Shopping Sete Lagoas (MG) ganha esta semana uma unidade da Cia do Boi, restaurante especializado em carnes. Com investimentos de R$ 500 mil, a loja será aberta no Pátio das Águas, que possui um mix de alimentação ao ar livre, com o conceito life-style. “Esta é a sétima loja da rede e a que recebeu o maior investimento. É a nossa primeira loja em Sete Lagoas e a segunda em Shopping Center”, afirma um dos sócios da Cia. do Boi, Dalton Pereira, que já tem restaurantes em Belo Horizonte e Tiradentes (MG), Vitória e Vila Velha (ES).

A loja, a maior do Shopping Sete Lagoas com 250 m², tem ambiente climatizado, 250 lugares e vai empregar 40 funcionários, todos da cidade de Sete Lagoas. Especializado em carnes, o restaurante tem como principais atrativos a picanha e o serviço de chope. “Decidimos investir no Shopping Sete Lagoas tendo em vista que a cidade tem um público com alto poder aquisitivo e apresenta demanda por restaurantes de qualidade com produtos diferenciados.”

Para o gerente de marketing do Shopping Sete Lagoas, Fábio Amorim, a chegada da Cia. do Boi vai agregar mais opções de qualidade ao mix de alimentação do centro de compras. “Conseguimos criar um ambiente bastante agradável na Praça de Alimentação externa e a Cia. do Boi vem completar esse mix, que traz opções diversas para os clientes. Acreditamos que essa área será um dos grandes atrativos do shopping inclusive agora nas férias de verão.”

“Rio será inacreditável em 15 anos”, diz Eike Batista a jornal britânico

O homem mais rico do Brasil, o empresário Eike Batista, tem como um de seus dois principais objetivos transformar o Rio de Janeiro em “um dos lugares mais dinâmicos e ricos do mundo”, segundo afirma em uma entrevista publicada nesta segunda-feira (27/12) pelo diário britânico The Guardian. O outro objetivo de Batista é se tornar o homem mais rico do mundo. Atualmente ele ocupa o oitavo lugar na lista da revista Forbes.

O jornal observa que a holding EBX, controlada pelo empresário, pretende investir R$ 34 bilhões no Rio nos próximos dois anos, construindo portos, fábricas e procurando petróleo. “Se eu olhar para o Rio daqui a 10, 15 anos, será inacreditável”, afirmou ele ao jornal. Para ele, a cidade será “uma mistura de Califórnia, Nova York e Houston, combinando praias estonteantes com importância financeira e arquitetura ultramoderna”.

O jornal relata o projeto de Batista para a construção da “Cidade X”, uma “cidade digital supermoderna para cerca de 250 mil pessoas”, erguida a partir do nada a cerca de 240 quilômetros do Rio de Janeiro. Para a capital, os projetos de Batista incluem a limpeza da lagoa Rodrigo de Freitas, o estabelecimento de um cruzeiro de luxo para turistas, a recuperação da marina da cidade e a restauração do Hotel Glória.

O Guardian observa ainda que, como patrocinador da candidatura do Rio pela organização da Olimpíada de 2016, ele doou mais de R$ 15 milhões para a campanha e também mais R$ 100 milhões para ajudar a financiar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) nas favelas cariocas. “A maioria dos ricos brasileiros vive 90% de seu tempo no Brasil, mas guarda dinheiro para comprar algo em Nova York, ou Miami ou Londres ou Paris”, disse ele ao jornal. “Seus filhos às vezes precisam viajar em carros blindados. Vamos mudar isso. Aqui é o paraíso”, afirmou.

Segundo o jornal, a “extravagância” de Batista é uma exceção num país como o Brasil, com grandes diferenças entre os ricos e os pobres e onde os mais abastados preferem se manter discretos.

O empresário diz que “a única maneira de mudar as coisas no Brasil” é as pessoas mostrarem o que têm. “Acho que, de certa forma, os brasileiros não querem dizer que são ricos porque não querem ajudar. Eu não gosto disso”, disse ele.

O Guardian comenta que a ascensão de Batista coincidiu com “grandes mudanças no Rio, com novas políticas de segurança, um incipiente boom de petróleo e a expectativa da Copa do Mundo e da Olimpíada jogando os aluguéis e os preços dos imóveis para os céus e atraindo uma onda de investimentos estrangeiros”. “Nossa autoestima está no teto, com a Copa do Mundo, a Olimpíada, uma série extraordinária de investimentos chegando”, diz Batista.

Para ele, parte do sucesso do Rio se deve às políticas do governo para retomar o controle das favelas da cidade. “Como cidadão do Rio de Janeiro, isso é maravilhoso, porque podemos ver a solução. Ela funciona. Está funcionando. Com a pesada criação de riqueza… Eu posso ver tudo isso sendo resolvido. É possível”, conclui o empresário.

Modelo “try and buy” garante vantagens ao consumidor

Depois de se expandir lá fora, o modelo “try and buy” (“testar e comprar”, para a tradução ao português) tem garantido vantagens aos consumidores brasileiros. Nele, cadastram-se pessoas para que testem produtos de diversas empresas, as quais querem fazer pesquisa de mercado. A novidade é que essas pessoas não precisam pagar para ter acesso aos produtos. O único requisito é que se dê um retorno em relação ao produto.

De acordo com a líder de Marketing da Acesso Digital, Gabrielle Teco, a tendência chegou ao Brasil no primeiro semestre deste ano, com o lançamento de uma loja de amostra grátis, que oferece o test drive de vários produtos. Mas Gabrielle faz uma ressalva: o funcionamento do modelo “try and buy” é diferente do de uma amostra grátis. “Não é uma amostra grátis, que a pessoa leva para a casa, testa e não dá retorno. A empresa espera algo em troca, que o consumidor tenha a experiência e dê um feedback”, ressaltou. “Até mesmo o produto disponível não é feito como o da amostra grátis. Ele é exposto da maneira como vai ser comercializado”.

Esta é uma forma mais barata de a empresa fazer pesquisas de mercado, seja com produtos novos, que devem ser lançados, seja com aqueles que já estão disponíveis para consumo. “No caso de produtos que já estão no mercado, se faz porque eles precisam ser divulgados ou precisam de ajustes, na fórmula ou na embalagem”, exemplificou Gabrielle. A vantagem para a empresa é ter um feedback sincero, direto e espontâneo, já que ela não desloca o cliente de seu ambiente, porque o produto pode ser levado para a casa, com exceção dos mais caros e aqueles maiores, que são testados na loja de amostra grátis.

De acordo com Gabrielle, normalmente os produtos mais testados são alimentícios e de higiene pessoal, apesar de existir todo o tipo de produto para experimentação. Isso porque, segundo ela disse, é mais fácil dar opinião sobre esses itens. “Os consumidores que procuram são os mais antenados, que gostam de novidades e de serem os primeiros a experimentarem os produtos. Para o consumidor cadastrado, vai ter sempre novidade para experimentar”.

As vantagens para eles, além de saírem à frente sobre as novidades do mercado, é poder no futuro levar para a casa algo que já conhecem.

Férias no Via Parque Shopping tem Ben 10 como atração principal

As férias da garotada, no Rio de Janeiro, já tem point certo. O Clubinho do Via Parque Shopping, no Rio de Janeiro, terá, com exclusividade, o espaço Ben 10. Em parceria com a Turner International do Brasil, o evento, que acontecerá de 13 a 23 de janeiro, das 14h00 às 19h30, promete muita diversão para os fãs dos personagens americanos.

Com recreadores que conduzirão as atividades, a arena contará com computadores abastecidos com games do Ben 10. No lounge de entretenimento, uma grande mesa servirá de apoio para jogos da memória, quebra-cabeças e desenhos para colorir. E a sensação promete ser a instalação com videogames Wii.

Para a criançada que sonha com uma foto ao lado dos seus ídolos animados, o Via Parque planejou dois recortes gigantes, do Ben e da Gwen, onde todos podem ser fotografados e receberem as imagens por e-mail. A entrada para o Espaço Ben 10 é gratuita.

A procura agora é por roupas para o Réveillon

Quem viu o movimento dos shoppings de Belém (PA) durante os dias que antecederam o Natal, provavelmente estranharia o cenário encontrado em dois empreendimentos localizados no centro da cidade na manhã de domingo (26/12).

Lojas vazias, vendedores sentados, sem ter muito o que fazer, vagas de sobra no estacionamento e nenhuma fila para comprar. “Assim é sem graça. Natal que é Natal tem que ter movimento, fila, estresse e agonia para comprar”, brincou a empresária Eliana Souza, que estava em um shopping apenas para passear.

Diferente dela, a dona de casa Maria Adelaide Souza, disse que ia aproveitar a tranquilidade para comprar os presentes que ficaram faltando. “Como os shoppings estavam muito lotados, eu acabei deixando de comprar alguns presentes. Deixei o Natal passar e, pelo visto, acho que fiz uma ótima escolha”, ressaltou.

Algumas pessoas aproveitaram o movimento tranquilo para pesquisar preços de roupas para a passagem do ano. Aos poucos as vitrines das lojas já começam a mudar a decoração e as roupas brancas ganham destaque. “Estamos colocando as coisas brancas aos poucos para atrair os clientes, mas a partir desta segunda-feira vai ficar tudo branco”, disse Larissa Santos, que é gerente de uma loja.

Para o início desta semana, os vendedores esperam também o retorno do movimento intenso. “Agora as pessoas vão vir começar a procurar as roupas para o Ano Novo. Também tem muita gente que vai vir para trocar os presentes de Natal”, afirmou Ronaldo Aguiar, vendedor de uma loja. Outros consumidores mais atentos já estão pensando nas promoções que aparecem depois do Natal e do Ano Novo. “Acho que depois que passar o período das festas, os preços vão despencar e aí vai ser a melhor hora para comprar. Já estou na expectativa dos descontos e das promoções”, contou a administradora Joana Carneiro.

Um terço dos empresários da indústria prevê aumento no emprego, diz FGV

Os empresários da indústria estão mais otimistas em relação ao nível de emprego nos próximos meses, com o indicador avançando 4,3% em dezembro, para 126 pontos, bem acima da média do ano (123,4). Das 1.196 empresas consultadas pela FGV (Fundação Getulio Vargas), 31,0% prevêem ampliar o contingente de mão de obra no trimestre que engloba o período de dezembro a fevereiro, ante 28,6% no levantamento anterior, em novembro. Outros 5,7% pretendem reduzir o quadro de pessoal, número abaixo da previsão anterior (7,8%).

Os números apontam para a continuação da queda no desemprego no país. Nas seis principais regiões metropolitanas pesquisadas, a taxa ficou em 5,7% em novembro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), atingindo o menor patamar contabilizado desde março de 2002, quando teve início a nova série histórica do órgão.

Os dados da FGV fazem parte do Índice de Confiança da Indústria, divulgado nesta terça-feira (28/12), que registrou elevação de 1,6% em dezembro ante novembro, com ajuste sazonal, atingindo 114,5 pontos. A média do indicador no último trimestre (113,7 pontos) supera a do terceiro (113,3 pontos), mas fica abaixo do primeiro e segundo trimestres.

Em dezembro, o indicador que mensura a avaliação sobre a situação atual avançou 1,3%, enquanto o de expectativas cresceu 1,9%. Com o mercado aquecido, o nível de utilização da capacidade instalada da indústria passou de 84,5% para 84,9%, patamar semelhante à média do ano.

Marisa contrata Itaú para atuar como formador de mercado

A Lojas Marisa contratou a corretora Itaú para atuar como formador de mercado de suas ações. O objetivo é elevar a liquidez do papel na BM&FBovespa. A atuação ocorrerá a partir de hoje (28/12) e será válida por 12 meses, prorrogável por igual período. A Marisa possui 52.168.700 ações ordinárias em circulação.

Já a Diagnósticos da América (Dasa) decidiu não renovar o contrato de formador de mercado com UBS Pactual, que atuava na função desde julho de 2007. A corretora deixará de atuar no papel a partir de 26 de janeiro. A Dasa informou ainda que não pretende contratar outro formador no momento.

Inflação é maior teste para Dilma em 2011

Na última análise dos analistas do mercado financeiro para 2010 registrou algumas pequenas mudanças, de acordo com o Boletim Focus do Banco Central. Dentre as principais mudanças está a Dívida Líquida do Setor Público que encerra o ano com projeção de 40,95% do Produto Interno Bruto (PIB), valor superior aos 40,88% do PIB divulgados na última leitura semanal.

Para 2011, também houve acréscimo nas expectativas ao passar de 39,55% do PIB para 39,80% do PIB. Apesar do incremento para o próximo ano, a taxa básica de juros para 2011 (meio pelo qual é reajustada a dívida pública), por sua vez, manteve-se estável em 12,25%. Em 2010 a taxa de juros está em 10,25% ao ano.

O PIB permaneceu inalterado pela segunda semana seguida do Boletim Focus, com projeção de crescimento em 7,61%. Para o próximo ano, a estabilidade da quinquagésima quinta semana foi mantida em 4,5%.

A estimativa de analistas do mercado financeiro para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a subir, segundo o boletim Focus. O índice previsto para o fim de 2010 passou de 5,88%, na semana passada, para 5,90%. Esta é a 15ª semana consecutiva de alta. A expectativa para 2011 também aumentou, de 5,29% para 5,31%. O centro da meta de inflação do Brasil este ano e em 2011 é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo; as projeções para o IPCA encontram-se dentro da margem.

Para os Top 5 (instituições financeiras que se aproximaram mais dos resultados divulgados em 2010), o IPCA deve fechar o ano em 5,89%, um pequeno acréscimo frente à última leitura (5,88%), e para 2011 a projeção é de 5,42%, uma queda frente aos 5,58% registrados anteriormente.

A estimativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi mantida pela segunda semana em 11,60% para este ano e teve uma leve alta: ficou em 5,51% no ano seguinte, acima dos 5,50% aguardados na última leitura. De acordo com o Top 5, o IGP- DI deverá encerrar 2010 com 11,46% e em 2011 deve atingir 5,35%, valores divulgados na última semana e mantidos nesta.

O Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), conhecido como inflação do aluguel e dos demais contratos habitualmente utilizados pela população, deve encerrar o ano com alta de 11,44%, mesma previsão do boletim anterior, e ficar em 5,54% em 2011, valor superior aos 5,52% registrados na leitura passada.

Para os analistas do Top 5, o IGP-M deve terminar o ano em 11,33%, e em 5,54% em 2011. Os valores anunciados esta semana são iguais ao da última semana, porém a projeção para 2011 do Banco Central se igualou a dos analistas do Top 5 nesta semana.

Para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a expectativa deste ano foi elevada pela décima quarta semana seguida e passou de 6,37% para 6,38%. A projeção para 2011 também teve ampliação ao passar de 4,78% para 4,88%. Quanto ao câmbio, os analistas consultados pela autoridade monetária estimam dólar a R$ 1,70 no fechamento de 2010 e a R$ 1,75 no encerramento de 2011. Ambas projeções coincidem com o relatório anterior.

A aposta para o saldo da balança comercial em 2010 cresceu de US$ 16,40 bilhões para US$ 16,63 bilhões. Para 2011, manteve-se em US$ 8 bilhões (terceira semana de manutenção). Segundo divulgação do Ministério do Desenvolvimento de ontem, em 2010 o saldo comercial foi de US$ 18,860 bilhões. Para as transações correntes, (todas as operações do Brasil com o exterior), a projeção de déficit se manteve em US$ 50 bilhões, pela 16ª semana. Para 2011, a previsão do déficit também ficou estável, aos US$ 69,05 bilhões.

A expectativa para o crescimento da produção industrial deste ano foi mantida em 10,66%. Há quatro semanas, a projeção era de 10,98%. Já para 2011, a estimativa teve queda ao passar de 5,40% para 5,31%. A projeção para o Investimento Estrangeiro Direto (IED) de 2010 (caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia) avançou para US$ 32,20 bilhões.