Micro e pequenas empresas geram 80% das vagas com carteira

As micro e pequenas empresas foram responsáveis por 79,8% das vagas de trabalho com carteira assinada criadas no Brasil em janeiro deste ano, segundo levantamento feito pelo Sebrae com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Das 152.091 vagas criadas no início do ano, 121.368 foram geradas por negócios com no máximo 99 funcionários.

A maior parte das vagas criadas em janeiro (69,6%) foi gerada por empreendimentos que empregam até quatro trabalhadores, seguidos por aqueles que empregam entre 20 e 99 funcionários, que participaram com 7,9% do saldo total. As empresas que empregam entre cinco e 19 trabalhadores foram responsáveis por contratações líquidas da ordem de 2,3%. Serviços, comércio e indústria de transformação foram os setores com maior destaque na criação de postos de trabalho.

“As micro e pequenas empresas são as grandes geradoras de emprego e renda no Brasil e cada vez mais se firmam como propulsoras de desenvolvimento. A estabilidade econômica que o país vive hoje, somada às oportunidades dos próximos anos por conta dos grandes eventos, farão com que esses números sejam cada vez melhores”, avalia o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

Os setores que mais contribuíram para a geração de empregos em janeiro foram os serviços, a indústria de transformação e a construção civil, nesta ordem, sendo que os serviços e a indústria extrativa mineral registraram recordes para o período.

O resultado favorável do setor de serviços, com a criação de 73.231 postos, foi recorde devido à elevação em cinco dos seis ramos que o integram, com saldos recordes em quatro deles. O bom desempenho da indústria de transformação no mês, com a criação de 53.207, pode ser atribuído à elevação quase generalizada do emprego nos 12 ramos, com um deles registrando saldo recorde. Em termos absolutos, os destaques foram a indústria mecânica e a de calçados.

A agricultura também obteve um bom desempenho, ao apontar um aumento de 8.324 postos, resultado bem superior ao observado em janeiro de 2010 (4.143 empregos). Os únicos setores que apresentaram queda no emprego foram o comércio e a administração pública, devido a fatores sazonais.

Dos 26 estados e no Distrito Federal, 21 expandiram o nível de emprego, com cinco assinalando recorde na criação de postos. Em termos absolutos, o estado do São Paulo liderou a geração de empregos, seguido por Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O emprego formal do conjunto das nove principais regiões metropolitanas apresentou resultado de 48.510 novos postos de trabalho no mês, resultado inferior ao verificado para o interior desses aglomerados urbanos.

Para 73% dos profissionais de RH, neste ano será difícil reter talentos

Com o mercado de trabalho aquecido, os profissionais de RH (Recursos Humanos) estão preocupados com a permanência dos profissionais nas empresas em que atuam. Um estudo realizado pela Ticket em parceria com a Empreenda, consultoria especializada em Estratégia, Marketing e Recursos Humanos, revela que 73% acreditam que este ano será difícil para reter talentos.

Os profissionais disseram que as empresas não têm líderes suficientes para sustentar a estratégia de crescimento dos próximos cinco anos. Este dado foi apontada por 66% dos entrevistados. Somente para este ano, 43,8% dos profissionais de RH indicaram que as empresas em que trabalham crescerão mais de 10%. Eles disseram também que há necessidade de uma atuação mais estratégica e empreendedora da área de Recursos Humanos.

A pesquisa revela ainda os sonhos pessoais e para a carreira destes profissionais. Para a maioria (53,8%), ser um líder melhor e mais inspirador é o sonho profissional. Já para o pessoal, é cuidar melhor da saúde e da qualidade de vida. A resposta foi apontada por 48,1% dos mais de 600 entrevistados.

Em relação ao desejo para a empresa, 34,8% gostariam de criar um modelo de gestão de sucesso que se torna referência no setor. Para os entrevistados, o principal motivador dos sonhos é a vontade de vencer e mostrar que é capaz de concretizar um ideal. “A pesquisa analisa o que pensam os principais líderes e futuros líderes do nosso país, responsáveis pelo bem mais precioso de uma empresa, as pessoas. É um verdadeiro retrato dos sonhos e pesadelos dos profissionais de Recursos Humanos”, finaliza o presidente da Empreenda, César Souza.

SP: confiança dos empresários do comércio aumenta em fevereiro

Após um janeiro de redução do otimismo dos empresários do comércio de São Paulo, as expectativas voltaram a se elevar em fevereiro. Entre as razões, está a reavaliação do momento econômico do país, que continua com demanda aquecida, mesmo com restrições ao crédito.

O Ifecap (Índice Fecap de Expectativas nos Negócios) registrou, no mês de fevereiro, 145,93 pontos, o que representa aumento de 3,3% em relação ao mês anterior, considerando a série com ajuste sazonal. Já na comparação com o mesmo mês de 2010, o indicador registra aumento de 15,2%. Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada com executivos das empresas de São Paulo e divulgada pela Fecap (Faculdade Escola de Comércio Álvares Penteado) nesta terça-feira (01/03).

Ao analisar o Índice-Momento Atual, que capta o quadro que o comércio enfrenta no período, na comparação com janeiro, houve alta de 4,4%. Esse aumento é provocado, principalmente, pelo Índice-Momento Atual Encomendas, que cresceu 7,4% (134,59 pontos). Já a avaliação das condições atuais do negócio, captadas no Índice-Momento Atual Situação dos Negócios, está 1,5% acima do verificado no mês anterior, chegando a 153,40 pontos. Também houve aumento no Índice-Momento Atual Vendas, que passou de 129,05 pontos em janeiro para 135,26 pontos em fevereiro.

Já as expectativas para o próximo trimestre, que são captadas pelo Índice-Futuro, tiveram alta de 1,9%, de janeiro para fevereiro, para 153,16 pontos. Frente ao mesmo mês do ano passado, o índice subiu 14,3%.

Na análise por porte da empresa, os dados revelam que a expectativa aumentou nas micros e pequenas empresas e caiu nas médias e grandes. Destaque para as microempresas, onde o indicador atingiu 135,40 pontos, contra 126,6 do mês passado. As médias empresas tiveram queda no índice de 156,28 para 152,09 pontos.

Quanto à análise por regiões, as empresas do capital tiveram alta no indicador, passando de 136,14 pontos em janeiro para 141,10 pontos em fevereiro. No interior, por sua vez, o índice passou de 143,49 pontos para 148,77 pontos.

Adiada novamente entrada em vigor da Lei do novo relógio de ponto em empresas

Hoje (01/03) entraria definitivamente em vigor a Portaria nº 1.510, de 21 de agosto de 2009, que obriga as empresas a instalarem um novo modelo de relógio de ponto, com sensor de identificação óptico, para o controle eletrônico da jornada de trabalho. Mas o Ministério do Trabalho e Emprego (TEM) adiou o início da prática da medida para daqui a seis meses, dia 1º de setembro. A informação foi divulgada por meio da portaria nº 373, publicada no “Diário Oficial da União” de ontem (28/02).

A medida teve como primeira data de início o dia 26 de agosto de 2010, sendo que as multas à quem desobedecesse a regra só poderiam ser aplicadas após o dia 26 de novembro. Mas por falta de equipamentos disponíveis no mercado, o governo teve que mudar o cronograma da Portaria. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, informou que, mesmo com esta mudança, todos os envolvidos na nova medida teriam 90 dias, a partir de março, para poderem ser autuados, caso desrespeitassem a norma. E agora, com a nova mudança, os empresários ganham novo fôlego para se adequarem à regra.

Serão necessárias mais de 1 milhão de máquinas de ponto eletrônico. Cálculos feitos pelo Ministério do Trabalho no ano passado, quando a discussão foi iniciada, citou que, nos últimos dois meses, foram produzidos, em média, 184,5 mil equipamentos, um número irrisório, se comparado à quantidade ideal para atender os mais de 700 mil necessários para cada grande montadora, como Volkswagen, Fiat e GM, nos exemplos dados ao ministro. Desde seu anúncio, a Portaria também gera polêmica entre a indústria e o comércio, em razão dos custos que serão gerados às empresas para a instalação destas máquinas.

“Consideramos que esta é uma medida extremamente desnecessária à indústria e comércio, pois estes novos relógios de ponto custarão milhares de reais ao orçamento das empresas, entre a compra e instalação do equipamento, um gasto considerável especialmente para os pequenos lojistas que dispõem de uma estrutura financeira mensal mais modesta. Adiar sua implantação foi uma medida cautelosa, pois alguns ainda assim conseguirão cumprir a medida, já que tiveram condições de programar seus investimentos sem grandes riscos imediatos, mas nem todos possuem esta estrutura”, comenta o presidente da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), Nabil Sahyoun.

Outro ponto a novamente ser ressaltado pelo executivo é a questão da sustentabilidade, tão defendido pelo varejo atual, e que será abalado pela chegada do novo equipamento. “Estes relógios eletrônicos emitirão milhões de comprovantes de papeis para o controle de presença entre trabalhadores e empresários, um enorme empecilho à qualquer projeto de preservação ambiental no setor varejista”, conclui Sahyoun.

Vale lembrar que há uma restrição na medida: as empresas que utilizam o registro de ponto manual ou mecânico, prática comum entre as pequenas empresas, não estão sujeitas as novas regras estabelecidas na Portaria.

Empresários: atenção às obrigações que vencem nesta segunda-feira

Nesta segunda-feira (28/02), vence o prazo de entrega de algumas obrigações, como a Rais (Relação Anual de Informações Sociais), Dirf (Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte) e a Dimob (Declaração de Informação sobre Atividades Imobiliárias).

As empresas devem ficar atentas para não serem multadas. No caso da Rais, o empregador que não entregar o documento na data prevista está sujeito à multa de R$ 425,64, acrescidos de R$ 106,40 por bimestre de atraso, contados até a data de envio. No caso de prestar informações inexatas ou omiti-las, o empregador fica sujeito à multa de R$ 425,64, acrescidos de R$ 26,60 por empregado omitido ou declarado falsa ou inexatamente. Já a multa pelo atraso ou não entrega da Dimob é de R$ 5 mil por mês-calendário. A legislação também prevê pagamento de 5% do valor das transações, no caso de informação omitida, inexata ou incompleta.

Em relação à Dirf, a multa é de 2% ao mês calendário ou fração incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na Declaração, ainda que integralmente pago, limitado a 20%. O valor mínimo da multa varia entre R$ 200 e R$ 500. No caso de informações incorretas ou omitidas, a multa é de R$ 20, para cada grupo de dez informações.

O programa gerador da declaração da Rais, o GDRAIS, que traz o manual explicativo e o layout da declaração, está disponível na página do Ministério do Trabalho e Emprego (www.mte.gov.br/rais) ou no site www.rais.gov.br. Não sendo possível a entrega da Rais pela internet, o arquivo poderá ser entregue nos órgãos regionais do MTE. Entretanto, é necessário que o motivo seja devidamente justificável.

Ainda segundo a legislação, estão obrigados a entregar a Rais:

– Inscritos no CNPJ, com ou sem empregados;
– Todos os empregadores, conforme definidos na CLT;
– Pessoas jurídicas de direito privado;
– Empresas individuais, inclusive as que não possuem empregados;
– Cartórios extrajudiciais e consórcios de empresas;
– Empregadores urbanos pessoas físicas (autônomos ou profissionais liberais);
– Órgãos da administração direta e indireta dos governos federal, estadual ou municipal;
– Condomínios e sociedades civis;
– Empregadores rurais pessoas físicas;
– Filiais, agências, sucursais, representações ou quaisquer outras formas de entidades vinculadas a pessoas jurídicas domiciliadas no exterior;
– Conselhos profissionais, criados por lei, com atribuições de fiscalização do exercício profissional, e as entidades paraestatais.

Caso o estabelecimento com CNPJ não tenha mantido empregados ou tenha ficado inativo no ano-base, ele será obrigado a entregar a Rais negativa, com exceção dos empreendedores individuais, que estão dispensados.

Segundo a orientação da Receita Federal, devem apresentar a Dirf as seguintes pessoas jurídicas e físicas, que tenham pago ou creditado rendimentos que tenham sofrido retenção do imposto de renda na fonte, ainda que em um único mês do ano-calendário a que se referir a declaração, por si ou como representantes de terceiros:

– estabelecimentos matrizes de pessoas jurídicas de direito privado domiciliadas no Brasil, inclusive as imunes ou isentas;
– pessoas jurídicas de direito público;
– filiais, sucursais ou representações de pessoas jurídicas com sede no exterior;
– empresas individuais;
– caixas, associações e organizações sindicais de empregados e empregadores;
titulares de serviços notariais e de registro;
– condomínios edilícios;
– pessoas físicas;
– instituições administradoras ou intermediadoras de fundos ou clubes de investimentos;
– órgãos gestores de mão-de-obra do trabalho portuário.

O Programa Gerador da Dirf 2011 está disponível na página da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br).

Sobre a Dimob, a obrigatoriedade é para as pessoas jurídicas ou equiparadas que comercializaram imóveis construídos, loteados ou incorporados em 2010.

Novo ciclo de palestras da Alscisc do Shopping Itaguaçu

A Associação dos Lojistas do Shopping Itaguaçu (Alscisc), em São José, região metropolitana de Florianópolis, dá início neste dia 1º de março, às 08h15, no cinema Arcoplex, ao seu ciclo de palestras 2011.

A primeira palestra do ano terá o Professor Heinz falando sobre “Motivação para Atitudes de Resultado”. O evento é direcionado a lojistas e aos profissionais que atuam nas lojas.

Salário mínimo de 2011 é publicado no DOU e valerá a partir do dia 1º de março

Começa a valer a partir do dia 1º de março o novo valor do salário mínimo para 2011 e a nova política de valorização do benefício, aprovados pelo Congresso neste mês. O valor, de R$ 545, está publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (28/02).

De acordo com a Lei nº 12.382, o valor do salário corresponderá a R$ 18,17 por dia e a R$ 2,48 por hora. Já os reajustes para 2012 a 2015 levarão em conta a inflação acumulada do ano anterior, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), e o PIB (Produto de Interno Bruto) de dois anos antes. Na Lei ainda consta que o Poder Executivo divulgará, todos os anos, por meio de decreto, o novo valor do salário mínimo, conforme as regras já determinadas. Até o acordo que determina o valor do mínimo para este ano e a política de valorização até 2015, foi travado um embate no Congresso Nacional entre Governo, centrais sindicais e oposição.

Enquanto o Governo insistia no mínimo a R$ 545, as centrais queriam, ao menos, R$ 560, e a oposição argumentava ser possível um salário de R$ 600. Como argumento, centrais e oposição afirmaram que ao levar em conta o PIB de 2009 não haveria qualquer reajuste real para os trabalhadores. Já o Governo dizia que não se podia romper com o acordo, firmado em 2006, que definia a política de reajuste. Apesar das pressões, o projeto de lei do Executivo passou sem grandes problemas pela Câmara dos Deputados, o que permitiu uma aprovação ainda mais tranquila no Senado.

Além dos valores, outros pontos do projeto não agradaram a oposição. O que trata da divulgação do salário por meio de decreto é um deles. O Governo defende que o decreto é apenas um instrumento de divulgação do novo valor, segundo os critérios já discutidos pelo Legislativo. Contudo, muitos parlamentares argumentam que a publicação por meio de decreto do mínimo retira do Legislativo o direito de discutir valores reais. Como esse ponto permaneceu no projeto aprovado pelo Congresso, a oposição ameaça entrar com recurso no STF (Superior Tribunal Federal) para rever esse ponto.

Evento “Só para as mulheres” no Cascavel JL Shopping

Oito de março é o Dia Internacional da Mulher, e a Academia Contours realizará uma série de atividades que iniciarão no dia 3 de março até dia 8, no piso L1 do Cascavel JL Shopping (PR).

Durante esses dias, a Academia Contours estará com uma promoção de três meses de studio de pilates com 60% de desconto, sendo o preço normal R$ 630 por R$ 252 + 15 dias de academia. A promoção é válida somente para fechamento no período de 3 a 8 de março no stand da Contours, no Cascavel JL Shopping. Além disso, as clientes do empreendimento poderão preencher o cupom e concorrer a um ano de studio de pilates da Academia Contours.

Lotérica é o correspondente bancário mais procurado para pagamento de contas

Os correspondentes bancários mais procurados para pagar contas em geral são as casas lotéricas, conforme aponta a pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Fractal. De acordo com o levantamento, quando se trata de pagar contas em correspondentes bancários, 91,7% das contas de telefone, por exemplo, são pagas em lotéricas, enquanto 5,2% são pagas em correios, 5,1%, em farmácias e 5%, em supermercados. Já 91,4% das contas de água e 91,1% de luz são pagas em lotéricas.

No entanto, a conta mais paga em lotéricas é a de condomínio (93,7%), seguida por IPTU (92,4%), recarga de bilhete único (91,7%), conta de água (91,4%) e conta de luz (91,1%). Para a realização da pesquisa, foram entrevistadas 8.722 pessoas, com renda individual mensal de R$ 250 a R$ 4 mil, em 35 cidades brasileiras.

O levantamento ainda aponta que 97% dos brasileiros utilizam os correspondentes bancários até quatro vezes por semana. Além disso, o índice de satisfação dos usuários com os serviços dos agentes chega a 87,3%. Entre os motivos que fazem com que os correspondentes sejam usados, 90,9% citaram à agilidade e velocidade na prestação de serviços. Logo em seguida vem a boa qualidade do atendimento ao usuário, com 83,5% das respostas. Além disso, 72,3% dos respondentes disseram que usam os agentes devido ao horário de atendimento, que é superior ao dos bancos. Já 52,3% disseram que utilizam os correspondentes por serem mais próximos onde moram.

Segundo o estudo, os correspondentes bancários são uma alternativa de distribuição dos serviços capilarizados que representam uma política de bancarização inclusiva, com custos compatíveis ao risco e ao potencial de rentabilidade desse mercado. “Os grandes bancos viram nos correspondentes a oportunidade de oferecer serviços de melhor qualidade às populações carentes, com a redução do tempo de espera em filas, facilitando, inicialmente, seus pagamentos e recebimentos”, explicou o diretor presidente da Fractal, Calso Grisi.