Otimismo de pequenos e médios empresários para o segundo trimestre de 2012 é recorde

Os pequenos e médios empresários brasileiros estão mais confiantes em relação ao mercado. De acordo com o Índice de Confiança de Pequenos e Médios Negócios no Brasil (IC-PMN), divulgado hoje pelo Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) e pelo banco Santander, o nível de otimismo do empresariado para o segundo trimestre de 2012 está em 75 pontos, em uma escala de zero a cem. O número é 2,4% maior do que o índice do primeiro trimestre deste ano (73,3).

Este é o maior valor atingido pela pesquisa, que é realizada desde novembro de 2008. A economia aquecida e o aumento da renda e do poder de consumo dos brasileiros são os principais motivos para as boas expectativas dos pequenos e médios empresários. “A percepção da economia como um todo melhorou. Temos menos notícias ruins circulando sobre o setor e isso dá mais confiança ao empresariado”, afirma o professor do Insper José Luiz Rossi.

A confiança na economia teve a maior alta (3,7%), passando de 71,6 pontos no primeiro trimestre do ano para 74,3 pontos no segundo trimestre. Já o otimismo em relação à contratação de profissionais se manteve estável em 68,1 pontos. “Isso demonstra que, apesar da economia aquecida, as empresas ainda vão esperar um pouco para contratarem”, diz Rossi. Entre os ramos de atividade, o setor de prestação de serviços se manteve à frente, atingindo o índice de 75,6 pontos, alta de 2,8%. O otimismo na indústria e no comércio foi de 75,3 e 74,6 pontos, respectivamente.

Segundo o professor do Insper, os números são bons, principalmente se comparado com dados de quando a pesquisa começou a ser realizada. “Após a crise financeira de 2008, este índice esteve em torno dos 50 pontos. Hoje, ele subiu bastante, se aproximando do cem, que é o otimismo absoluto”, declara.

Para o diretor-executivo de pequenas e médias empresas do banco Santander, Marcelo Malanga, estes dados permitem entender o pensamento do empresariado brasileiro e elaborar estratégias para o incentivo do empreendedorismo. “Com base nestas informações, podemos dar um foco mais adequado às pequenas e médias empresas, concedendo empréstimos, crédito e desenvolvendo produtos específicos para atendê-las”, afirma.