O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai anunciar hoje (08/09) um novo pacote de estímulo à economia que somará cerca de US$ 200 bilhões, informaram ontem (07/09) agências de notícias. O pacote vai cortar impostos de empresas que comprarem novos equipamentos no curto prazo, informaram funcionários da Casa Branca que preferiram não se identificar, de acordo com as agências noticiosas.
O corte de impostos vai permitir às empresas deduzir 100% dos novos investimentos em fábricas e equipamentos, de hoje até o fim de 2011, segundo altos funcionários próximos a Obama. Esse pacote juntar-se-á a outros dois: um de US$ 100 bilhões, de apoio a pesquisa e desenvolvimento em empresas, e outro de US$ 50 bilhões, anunciado segunda-feira (06/09), para infraestrutura. A nova medida deve ser anunciada hoje por Obama, durante discurso em Cleveland.
Os três conjuntos de medidas econômicas vão somar US$ 350 bilhões, pouco menos da metade do plano de estímulo de US$ 787 bilhões que Obama enviou ao Congresso nos primeiros cem dias de sua administração. Os pacotes aparecem em um momento em que as medidas econômicas adotadas pela administração de Obama são contestadas pela oposição republicana e por vários setores da sociedade norte-americana.
Além disso, as três propostas terão de ser aprovadas por um Congresso que ainda não voltou do recesso de agosto e que quando retornar, em uma semana, terá poucas semanas antes das eleições legislativas de outubro, em que os republicanos aparecem como favoritos.
O presidente Obama apresentou na segunda-feira um plano de US$ 50 bilhões para promover a criação de empregos por meio de obras de infraestrutura nos próximos seis anos. “Vamos reconstruir 150 mil milhas [240,4 mil quilômetros] de estradas, isso é suficiente para dar a volta ao mundo seis vezes… Vamos instalar e manter 4 mil milhas [6.437 quilômetros] de ferrovia, o suficiente para ir de costa a costa”, disse Obama.
O projeto foi apresentado em comício pelo Dia do Trabalho, e Obama foi aplaudido por milhares de trabalhadores a cada frase, especialmente ao dizer que os EUA não poderão ter uma economia forte sem uma classe média forte. “Vou continuar lutando, a cada dia, a cada hora, a cada minuto, por uma virada econômica”, disse ele.
O programa de infraestrutura é uma das várias iniciativas que Obama deve apresentar esta semana, em um momento de pressão da opinião pública para que ele derrube a taxa de desemprego, que tem resistido em torno de 10%, situação que pode ser fatal para as aspirações do seu Partido Democrata na eleição parlamentar de 2 de novembro deste ano.
Um item central do novo plano do governo prevê que o Congresso eleve e torne definitivo um crédito fiscal para pesquisa e desenvolvimento empresarial, o que representaria um custo de US$ 100 bilhões em dez anos. Essa proposta deve ser apresentada nesta quarta-feira, em Cleveland. Mas economistas duvidam que alguma medida tomada agora possa trazer diferenças significativas para a economia dos EUA, e lembram que investimentos em infraestrutura em geral não estimulam a economia rapidamente.
Embora Obama tenha declarado que alguns empregos serão criados “imediatamente”, uma fonte do alto escalão do governo disse que o pacote não teria impacto imediato na economia, e que os primeiros empregos só serão criados em 2011. “Este não é um plano de estímulo, de empregos imediatos”, disse essa fonte à jornalistas, por teleconferência.
Mas a Casa Branca salientou que o pacote não irá agravar o déficit público. A fonte governamental disse que Obama pretende custear o programa ao rever, para empresas de petróleo e gás, os benefícios tributários “de que elas certamente não precisam.” “Este é um plano que se pagará totalmente. Não irá agregar déficit com o tempo: vamos trabalhar com o Congresso para vermos isso”, disse Obama.
O líder republicano no Senado Mitch McConnell disse que se trata de “um projeto de estímulo montado de

