O volume de internautas nos países emergentes do bloco BRICI (Brasil, Rússia, Índia, China e Indonésia) deve dobrar de 610 milhões em 2009 para 1,2 bilhão em 2015, aponta a consultoria The Boston Consulting Group.
De acordo com o levantamento divulgado ontem (01/09), a projeção se baseia tanto no aumento no volume de computadores em uso nos países emergentes, que deve crescer dos atuais 440 milhões para 920 milhões em 2015, como no aumento do acesso em cibercafés e, especialmente, por meio de celulares e smartphones. Segundo o BCG, o número de linhas móveis deve crescer de 1,8 bilhão em 2009 para 2,8 bilhões em 2015 nos países do BRICI.
Embora superem países como Estados Unidos e Japão, em volume de internautas, os países emergentes do BRICI, que representam atualmente 45% da população mundial, com 3 bilhões de habitantes, ainda perdem em penetração do acesso à internet. Enquanto a média de acesso da população é de 70% entre os americanos e de 74% para os japoneses, os emergentes têm uma penetração de 20%, em média.
De acordo com dados divulgados ontem pelo IBGE, o volume de domicílios conectados à internet no Brasil cresceu de 8,6% em 2001 para 23,8% em 2008. O relatório mostra, no entanto, que enquanto a região Sudeste registrava 31,5% de domicílios conectados, no Norte do país a variação era de 10,6%.
O levantamento do BCG projeta que o volume de internautas do Brasil cresça de 68 milhões em 2009 para 115 milhões em 2015. No mesmo período, a projeção de aumento no número de linhas móveis é de 175 milhões em 2009 para 235 milhões e o volume de computadores deve saltar de 66 milhões para 121 milhões de máquinas em uso.
Analisando o perfil dos internautas do bloco BRICI, a pesquisa aponta que a faixa etária média de 60% dos internautas no bloco dos emergentes é de 35 anos de idade. As redes sociais são mais populares na Indonésia e no Brasil – quinto maior usuário mundial de redes sociais, segundo a comScore, do que nos demais países do grupo. Já entre os indianos há um alto índice de acesso a sites de empregos e serviços de e-mail, enquanto os chineses usam ativamente praticamente todas as ferramentas na rede, mas se destacam em comunicadores instantâneos e sites de música.

