O comando da rede Magazine Luiza informou que concluiu o plano de avaliação das lojas do Baú da Felicidade, adquiridas em junho. A empresa irá converter 35 lojas para o formato virtual (unidades que vendem produtos pela internet) e 70 lojas serão transformadas em pontos da bandeira do magazine em janeiro. Outras 12 unidades serão fechadas e quatro pontos, que eram vizinhos das lojas do Baú, terão o espaço físico integrado aos pontos vizinhos do magazine.
Essa movimentação de mudança de bandeiras e investimento nos pontos está sendo feita ao mesmo tempo em que a varejista dá outros passos de integração da Lojas Maia, adquirida em 2010. Dados do balanço financeiro publicados ontem mostram melhorias nos indicadores de rentabilidade da Lojas Maia, algo que tem sido uma meta do comando desde o ano passado. No entanto, em termos de prejuízo, a Maia ainda acumula leve perda de R$ 400 mil de abril a junho de 2011 e a receita líquida da rede no intervalo atingiu R$ 186,4 milhões.
No segundo trimestre, o lucro líquido da Magazine Luiza atingiu R$ 4,6 milhões versus R$ 15,9 milhões, uma queda de 71,9%. Outros indicadores como margem Ebitda e margem líquida também caíram. “Nós tivemos um arrefecimento natural dos números, pois a comparação é feita com o segundo trimestre de 2010, quando aconteceu a Copa do Mundo. Já esperávamos uma redução da margem e isso está dentro do esperado”, disse Marcelo Silva, diretor superintendente da rede. Além da base de comparação, a companhia sentiu algumas pressões de certas despesas em seus números, que se refletiram no resultado final do período, na avaliação de analistas.
Segundo o comunicado de resultados do grupo, “as despesas gerais e administrativas, por conta da mudança do escritório de negócios para São Paulo, ocorrida entre setembro e outubro do ano passado, bem como pela manutenção do escritório central da Lojas Maia e todos os gastos não recorrentes oriundos do processo de integração das redes, passaram de R$46,7 milhões de abril a junho de 2010, para R$74,9 milhões em igual intervalo deste ano”.
A empresa, que já adota uma postura conservadora em relação à concessão de crédito, seguiu a mesma linha de sua financeira parceira, o Itaú Unibanco, e passou a avaliar com maior critério a concessão de empréstimos nos últimos meses. A rede informa que optou por fazer uma “provisão adicional” em suas contas, informa o balanço. “Por conservadorismo, a Luizacred reduziu a taxa de aprovação das propostas de financiamentos em 13%, no primeiro semestre em relação ao primeiro semestre de 2010”, relatou o balanço. “Nós não percebemos aumento da inadimplência, mas decidimos adotar essa política ainda mais conservadora em linha com as provisões adicionais feitas pelo Itaú Unibanco em suas operações”, afirmou Silva. A empresa diz que essa postura deve se manter ao longo do ano.
Além disso, o Magazine Luiza informa que não percebeu desaceleração das vendas neste ano e não deve mudar a forma como tem operado, “a não ser que a situação mude, já que ainda ninguém sabe ao certo o que vai acontecer lá fora”, afirmou o executivo. A receita líquida consolidada do magazine aumentou 37,3% de abril a junho, de R$ 1.073 milhões para R$ 1.472,8 milhões.