Contrato de varejo eletrônico tem 15 dias para ser entregue

Quem comprar produtos ou serviços pela internet, call center, telefone ou por outro meio eletrônico tem direito a receber o contrato em até 15 dias úteis depois do contato com a empresa. As novas regras entraram em vigor em 1º de setembro, por meio de lei que vale no estado de São Paulo. Antes da regulamentação, mesmo que o consumidor fizesse a requisição, a empresa não era obrigada a encaminhar o contrato. A regra vale para todos os contratos que envolvam venda a distância.

O coordenador do Procon em Ribeirão Preto, José Luiz Pontim, explica que o documento pode ser encaminhado pelos correios ou por terceirizados. “O contrato precisa ter todas as cláusulas especificadas”, complementa. Se não receber o contrato dentro do prazo estipulado pela nova lei, o comprador pode reclamar nos órgãos de defesa do consumidor. Nas cidades em que não há Procon, o consumidor que se sentir lesado pode procurar pelo Juizado Especial de Pequenas Causas.

Para o coordenador do Procon em Ribeirão Preto, a lei que entrou em vigor recentemente beneficia o consumidor. “As novas regras que obrigam o documento por escrito asseguram ao consumidor que contrata o serviço fora do estabelecimento o mesmo direito à informação do que compra diretamente no estabelecimento comercial”, acredita. A legislação estipula que o consumidor tem prazo de sete dias úteis para exercer o direito de arrependimento e desistir da contratação.

Segundo o Procon paulista, no caso de compras fora do estabelecimento comercial, o artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor e a lei federal 8.078/90 já preveem a possibilidade de cancelar as contratações neste prazo.

O consumidor, observa o órgão de defesa, deve exercer o direito de arrependimento e pedir o cancelamento em sete dias a contar da contratação eletrônica, ou do recebimento do contrato ou ainda do recebimento do produto ou serviço, valendo o que for mais benéfico ao consumidor.

Iata diz que companhias aéreas devem se preparar para tempos difíceis

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) alertou nesta terça-feira (27/09) para tempos difíceis para a indústria da aviação e o presidente da Thai Airways, Piyasvasti Amranand, disse nesta terça-feira que a turbulência nos mercados financeiros como os da Europa e Estados Unidos é “assustadora”.

O diretor-geral e presidente-executivo da Iata, Tony Tyler, disse também que o sistema de comércio de emissões de carbono da União Europeia aumentará as pressões financeiras sobre as companhias aéreas, apesar de uma oferta de licenças gratuitas, que ele criticou como “ginástica linguística”. A associação já avisou que a fraca economia global levará a uma queda de 29% no lucro das companhias aéreas em 2012, para US$ 4,9 bilhões, e a uma redução de margens de lucro da indústria de 1,2% para 0,8% este ano. “Há muita incerteza sobre a economia mundial, obviamente na Europa e Estados Unidos”, disse Tyler a jornalistas.

A Iata, cujos 230 membros são responsáveis por mais de 93% do tráfego aéreo internacional, previu um crescimento econômico global de 2,4% em 2012, abaixo da projeção de 4% feita pelo Fundo Monetário Internacional. “Não estamos prevendo uma recessão”, disse Tyler. Ainda assim, o crescimento global é altamente vinculado à performance financeira das companhias aéreas. Quando o crescimento cai abaixo de 2%, a indústria de aviação perde dinheiro, diz a Iata.

A volatilidade nos mercados financeiros na semana passada colocou mais pressão sobre a indústria da aviação. “A crise recente do mercado é realmente assustadora”, disse o presidente da Thai Airways. “As economias da Europa e dos Estados Unidos estão realmente desacelerando”, disse ele.

Grandes redes querem garantir fatia do bolo

As grandes redes varejistas do País querem garantir a sua fatia neste fermentado bolo do mercado consumidor nordestino. E quem já está na região, procura ampliar sua presença nestas praças. Grupos como Casas Bahia, Magazine Luíza e a cearense Rabelo se mostram ávidos por novos espaços e promovem uma verdadeira corrida expansionista pela região.

A Rabelo, que só não possui lojas no Sergipe, dentro do Nordeste, deverá chegar ao fim do ano contabilizando 40 novas filiais, chegando a cem unidades ao todo. No Ceará, a presença já é marcante, e os planos são de agora chegar à totalidade dos estados nordestinos, e mesmo dobrar o seu número de estabelecimentos em alguns anos, como já chegaram a afirmar diretores da rede.

Se espraiando de maneira ainda mais voraz vem as Casas Bahia, maior rede de eletroeletrônicos do Brasil. Até então, a rede só estava presente, na região, na Bahia – apesar do nome, a varejista é de São Paulo – e em Aracaju. Neste ano, Ceará e Pernambuco passarão a contar com unidades do grupo.

No Ceará, a porta de entrada é a Capital, que abrirá, até o fim do ano, duas lojas, uma no Shopping Center Um (Aldeota) e outra na Praça do Ferreira (Centro). As unidades do Sine/CE (Sistema Nacional de Empregos) já estão recebendo os currículos dos candidatos às 80 vagas de emprego que estão sendo ofertadas pelas Casas Bahia. Já em Pernambuco, a rede entrará por Petrolina, que terá uma unidade inaugurada até o fim de novembro.

O Magazine Luíza começou a entrar no Nordeste através da rede paraibana Lojas Maia, que adquiriu em julho do ano passado e, de lá pra cá, vem continuando sua estratégia de expansão pela região.

A empresa possui 11 lojas na Capital cearense, adaptadas de unidades já existentes das Lojas Maia, além de uma loja na Washington Soares, inaugurada no primeiro semestre, que foi a primeira do Nordeste a incorporar o conceito da rede varejista.

Mas não somente no segmento de venda de eletroeletrônicos o varejo vem se expandindo pelo Nordeste. Um dos principais destaques está na área alimentícia, com a forte ampliação de redes de supermercados, como é o caso do Grupo Pão de Açúcar, que abriu três lojas em Fortaleza em 2009 e uma outra em Caucaia, além de reinaugurar, no ano passado, a unidade do Shopping Center Um, a primeira do grupo a ser inaugurada fora de São Paulo. O grupo agora investe na expansão da rede para cidades vizinhas às capitais.

Também se expande pelo Nordeste a rede de restaurantes Giraffas, a quarta maior do País. Até o fim do ano, a rede abrirá mais quatro franquias nas cidades de Campina Grande, na Paraíba; Fortaleza e Juazeiro do Norte, no Ceará; e em Porto Seguro, na Bahia. Ao todo serão investidos cerca de R$ 3 milhões nas unidades. (SS)

O número de empresas do comércio varejista e, consequentemente, de empregos neste setor, no Nordeste, tem crescido em patamares elevados e constantes. Entretanto, apesar de a região vir ganhando importância no País perante os investidores, os trabalhadores não têm encontrado em seu salário um reflexo desta expansão de investimentos. As remunerações do varejo no mercado nordestino continuam sendo as piores do Brasil. Os dados do Anuário Estatístico da Rais comprovam: o valor médio dos rendimentos dos trabalhadores na região saiu de R$ 501,96, em dezembro de 2005, para R$ 797,29 em dezembro de 2010.

Expo Beleza no Caxias Shopping

Faltando poucos meses para o verão, já é hora de começar a pensar em cabelo, maquiagem e estética para estar na com tudo em dia na estação. Pensando nisso, o Caxias Shopping, de Duque de Caxias (RJ), recebe de 29 de setembro a 9 de outubro a Expo Beleza.

O evento é gratuito e apresentará as novidades das clínicas estéticas, o que será moda no verão nos salões de beleza, os cosméticos que vão fazer a diferença na próxima estação e as novas técnicas de massagens. O publico vai conhecer técnicas para reduzir medidas, de drenagem e até as massagens relaxantes em poltronas com tecnologia robótica. Além de ficar por dentro das novidades, quem visitar a exposição poderá testar alguns tratamentos, adquirir produtos, marcar consultas e agendar tratamentos. Vale conferir.

A Expo Beleza é gratuita e acontece de segunda a sábado, das 10h00 às 22h00, e domingo das 13h00 às 21h00, na praça de evento do Caxias Shopping, que fica na Rodovia Washington Luiz, 2895. Telefone: (21) 2430-5110.

Pré-sal faz empresas mudarem de foco

Diante da perda de competitividade das exportações de muitos setores da indústria, as oportunidades de negócio do mercado doméstico geradas pelos investimentos no pré-sal têm sido uma alternativa de expansão de empresas dos mais variados ramos. Muitas companhias ampliaram o foco de atuação e passaram a ser fornecedoras do segmento de óleo e gás.

De olho nos investimentos de R$ 224,7 bilhões da Petrobras até 2015, dos quais R$ 53,4 bilhões só no pré-sal, grupos como Odebrecht, Engevix, Caterpillar e Prysmian (ex-Pirelli Cabos) diversificaram negócios. A empreiteira baiana criou a Odebrecht Óleo e Gás para prestar serviços como aluguel de plataformas e sondas de perfuração e manutenção. Estuda ainda instalar um estaleiro na Bahia em parceria com a OAS.

Originalmente da área de montagem de instalações industriais, a Engevix arrendou um estaleiro no Rio Grande do Sul e constrói para a Petrobras seis cascos para navios-plataformas do pré-sal. Gerson Almada, diretor do grupo, diz que serão investidos US$ 3,6 bilhões na instalação de “um complexo naval”, com mais dois estaleiros em Rio Grande (RS). As unidades farão plataformas e sondas de perfuração.

Animadas com as encomendas de sondas da Petrobras, a Alusa (de linhas de tramissão de energia) e a empreiteira Galvão, em consórcio, também planejam construir um estaleiro.

Shopping Center 3 amplia mix

O Shopping Center 3, de São Paulo, mantém o foco nas mudanças de hábitos dos consumidores e em suas demandas de compras. Entre as estratégias de permanente atualização, o posicionamento do mix de lojas é um de seus principais alvos de atenção. “A frequência de público A/B exige dinâmica e variedade qualitativa em todos os segmentos operacionais de lojas”, afirma Willian Furtado, superintendente do Shopping Center 3, localizado há 42 anos na efervescente Avenida Paulista.

Após trazer L Occitane, Any Any, Cristallo, The Original Cupcake e Operadora Claro, o empreendimento agrega, em breve, novas marcas ao seu mix, entre elas Arezzo; McDonalds; a Kozen Time, especializada em venda das principais marcas de relógios; e a NYX, marca americana tradicional em produtos de maquiagem profissional e cosméticos.

Caracterizado por imbatível oferta de conveniência na região da Avenida Paulista e seu entorno, o Shopping Center 3 recebe cerca de 50 mil consumidores por dia.

Trio Pé de Serra anima o West Shopping

O West Shopping, no Rio de Janeiro, apresenta o projeto “Terça Showest”, com shows de música, na praça de alimentação, toda terça, sempre às 19h30. Hoje (27/09), Perpétuo (triângulo), Jorge Maçarico (acordeão) e Fernando pé-de-cão (zabumba) do trio Pé de Serra, vão animar a noite, tocando o que há de melhor no arrasta pé.

O evento é gratuito e faz parte da programação do empreendimento, que durante o mês de setembro, será dedicado à musica.

Desfiles e oficinas na Semana de Moda do Shopping Center Lapa

Até o dia 1º de outubro, o Shopping Center Lapa, de Salvador, estará realizando a sua Semana da Moda. Durante seis dias, as lojas do shopping irão mostrar as suas coleções Primavera/Verão 2012 através de desfiles itinerantes e vitrines vivas, que percorrerão todo o mall.

Em parceria com o curso de moda da Unijorge, será montado na Praça de Eventos, um centro de moda. No espaço, estudantes e professores estarão oferecendo consultorias e oficinas de customização. Os clientes também podem participar gratuitamente de palestras ministradas por profissionais da área de moda.

Cerca de 30 fotos que foram feitas pelo fotógrafo Michel Rey, no Santo Antônio, Centro Histórico de Salvador, estão reunidas no catálogo fashion. As imagens mostram os looks produzidos com peças das lojas do Center Lapa, e apontam tudo o que irá predominar na próxima estação.

Internet da Coreia do Sul está sob o olhar atento da censura

A Coreia do Sul, o país com a internet mais avançada do mundo, é contraditoriamente uma das democracias que mais censura a rede, com um aumento do controle nos conteúdos que falam sobre a comunista Coreia do Norte. Com um alcance de mais de 80% e um dos serviços de banda larga mais rápidos do mundo, a Coreia do Sul é vista como um exemplo de desenvolvimento da internet, embora órgãos internacionais e grupos de internautas locais critiquem a severa supervisão do Estado nos conteúdos.

Segundo um relatório da polícia sul-coreana, em 2010 foi solicitada a eliminação de 80.449 comentários na internet por supostamente fazerem apologia ao regime norte-coreano, uma quantidade 45 vezes superior às atuações realizadas em 2009 e 2008.

As autoridades sul-coreanas se valem da lei de Segurança Nacional, que proíbe a divulgação de informações da imprensa norte-coreana ou que elogiem o regime comunista. A Coreia do Norte, onde a liberdade de informação é proibida, e a Coreia do Sul vivem separadas por uma fronteira criada em 1953, quando uma trégua, e não um tratado de paz, pôs fim a uma brutal guerra de três anos.

Com a chegada do governo conservador do presidente Lee Myung-bak em fevereiro de 2008, que prometeu linha-dura contra o regime de Kim Jong-il, denúncias e investigações sobre supostos simpatizantes da Coreia do Norte se multiplicaram. Em 2007, só cinco casos de apologia ao comunismo norte-coreano na internet foram levados aos tribunais; em 2009, esse número aumentou para 32; no ano passado, foram 82 os processos deste tipo.

A fundação americana Freedom House define a Coreia do Sul em seu relatório deste ano sobre a internet como um país com “liberdade parcial” na rede e lembra que blogueiros foram detidos por comentários que vão contra uma lei de aplicação muito subjetiva. O relatório destaca que a Coreia do Sul exige nos portais da internet com mais de 100 mil visitas por dia usar o nome real, medida que controla as opiniões dos internautas.

É bastante conhecido o caso do YouTube, que se negou a pedir o número de identificação e o nome real para acessar o serviço, mas que pela mesma lei se viu obrigado a desabilitar a opção de colocar vídeos em seu domínio sul-coreano.

Muitos internautas do país asiático decidiram mudar para serviços estrangeiros de redes sociais e e-mails, para impedir a intromissão do governo em seus conteúdos. Mas até nas contas do Twitter e do Gmail, que não são controladas por empresas locais, as autoridades sul-coreanas conseguiram se intrometer.

A polícia bloqueia o acesso na Coreia do Sul a páginas norte-coreanas ou que promovam a unificação, ainda que não tenha vínculo direto com o governo comunista de Pyongyang ou que estejam localizadas em servidores de outros países, como o Japão. Esse controle restringe o princípio básico da liberdade de opinião e de pensamento necessárias em uma sociedade democrática como a sul-coreana.

O enviado da ONU para a liberdade de expressão, Frank LaRue, publicou em 2010 um crítico relatório sobre as restrições na internet na Coreia do Sul e denunciou que desde 2008 a lei de Segurança Nacional é interpretada de maneira mais severa. LaRue afirma que a liberdade no ciberespaço sul-coreano diminuiu, uma situação preocupante para uma sociedade em que o uso da internet como meio de opinião pública é um dos mais difundidos do mundo.