42% dos empresários vão aumentar preços em 2012

A cada troca de coleção, o empresário Jean Makdissi Júnior, 34, dono da Íntima Store, reajusta em 4% o preço das lingeries que vende. Neste fim de ano, no entanto, ele planeja aumento superior devido à inflação e ao custo da mão de obra. Para não afastar consumidores, o empreendedor negocia valores e formas de pagamento com fornecedores. “É a única maneira de nossa estrutura de custos não ter alta superior à que podemos repassar ao cliente”, explica.

Como Makdissi Júnior, 42% dos empresários brasileiros planejam reajustar preços nos próximos 12 meses. É o que mostra pesquisa da consultoria Grant Thornton realizada no terceiro trimestre de 2011 com 11 mil donos de empresas de pequeno e médio portes em 39 países -104 deles brasileiros- e obtida com exclusividade pela Folha. Em 2010, 29% pretendiam aumentar preços.

No Brasil, o crescimento econômico e a alta da inflação -previsão de 6,5% em 2011- foram responsáveis pelo resultado, diz Javier Martinez, coordenador do estudo. “Apesar do aumento de preços, os empresários não temem perder clientes.” Pela pesquisa, 78% deles apostam em um fim de ano com faturamento maior. “O Natal e as férias influenciam o cenário otimista”, avalia.

Para Márcio Iavelberg, sócio da Blue Numbers, consultoria de negócios especializada em pequenas empresas, a carga tributária também influenciou os reajustes.

O aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para compras no exterior com cartão de crédito em março, que foi de 2,38% a 6,38%, exemplifica, impactou o caixa dos importadores e resultou no repasse de custos aos consumidores.

Donos de pequenas empresas são os mais prejudicados pelas variações econômicas e tributárias, diz Iavelberg. “Eles carecem de planejamento para lidar com gastos inesperados”, considera. O repasse deve ser feito de forma “sutil” para não afastar a clientela, diz. Promoções para itens específicos e “reajustes esporádicos amenizam o impacto do aumento”.

O encalhe de uma coleção de bijuterias foi o primeiro indício de que algo estava errado na estratégia de vendas da Dona da Bijux, diz o proprietário, Eduardo Oliveira, 28. Ao analisar o problema, o empresário descobriu que os artigos estavam 30% mais caros do que os da concorrência. “Os clientes elogiavam os produtos, mas devolviam todas as peças quando olhavam a tarja com o preço”, conta. O erro só não trouxe prejuízo porque, como a loja atende a atacado e a varejo, o giro de mercadorias é alto. “Hoje avalio todos os produtos e converso com os fornecedores antes de definir o quanto cobrar por eles”, afirma.

Falhas na definição de preços são comuns, principalmente devido à inexperiência, de acordo com o professor de marketing e vendas do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) Rafael D Andrea.

O principal erro, no entanto, não é aumentar demais a margem de lucro dos produtos, como fez Oliveira, mas reduzi-la. “Donos de pequenas empresas acham que devem oferecer preço baixo para compensar a falta de estrutura da loja”, analisa D Andrea. Quando se erra para mais, o mercado costuma sinalizar rapidamente a inadequação, indica D Andrea. “Os consumidores alertam o lojista quando deixam de comprar em seu estabelecimento.”

Se o valor é inferior ao ideal, contudo, “demora para o empresário descobrir que poderia ter uma receita maior”. Qualquer uma das falhas, porém, pode prejudicar a imagem da empresa, alerta Braulino dos Santos, consultor tributário e financeiro. “Cobrar menos pode causar apagão no estoque e prejudicar o orçamento da empresa; o contrário pode afastar consumidores.” Em sua primeira experiência como empresária, Helena Toledo, 36, proprietária da Baby Stuff, de artigos para bebês, conheceu os efeitos de um erro de precificação.

O giro rápido dos produtos foi o primeiro indicador do engano. Teve certeza da falha ao ver que, na concorrência, os mesmos artigos custavam até 10% mais, destaca.

Litoral Plaza Shopping projeta crescimento de 12% nas vendas para o Dia das Crianças

Um crescimento entre 10 e 12%. Esta é a projeção de crescimento nas vendas impulsionada pelo Dia das Crianças no Litoral Plaza Shopping, em Praia Grande, no litoral paulista. A expectativa reflete o bom momento do mercado varejista no País. Em recente levantamento divulgado pelo Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), o porcentual de consumidores que pretendem adquirir algum bem durável no quarto trimestre deste ano atingiu o maior patamar em todos os períodos comparativos desde 1999.

“O Dia das Crianças é uma data estratégica para o mercado varejista e tem apresentado um crescimento nos últimos anos. Tanto quanto brinquedos hoje, a garotada cada vez mais pede equipamentos eletrônicos como videogames e notebooks. Ou seja, o otimismo da perspectiva se dá não só pelo aumento progressivo no movimento do shopping, mas também pela mudança do perfil desses pequenos consumidores, mais próximos atualmente dos bens duráveis”, afirmou o gerente do Litoral Plaza Shopping, Fernando Rodriguez

Lojistas como o gerente da Ri Happy Brinquedos do Litoral Plaza Shopping, Benedito Bandeira, o Bene, também estão otimistas: “As vendas no período de Dia das Crianças no ano passado foram excelentes, em função também do ótimo momento econômico no Brasil. O movimento no final de semana passado já cresceu, porém acreditamos que o pico de movimento aconteça no final de semana que antecede a data”.

Na semana em que se comemora o Dia das Crianças, o Litoral Plaza shopping traz uma atração toda especial para a garotada. De quarta-feira (12/10) a domingo (16/10), sempre das 14h00 às 22h00, personagens estarão nos corredores do shopping distribuindo esculturas de balões, como por exemplo, cachorros e flores. Durante a distribuição eles vão explicar noções de posse responsável e cuidado com o meio ambiente, utilizando os balões como se fossem cães e flores de verdade.

Dia das Crianças com brincadeiras no Bangu Shopping

O Bangu Shopping, no Rio de Janeiro, preparou para o Dia das Crianças, na próxima quarta-feira (12/10), uma programação para ninguém ficar parado. De 15h00 às 19h00, será realizada uma incrível “viagem virtual”, com show de bolas, presença de personagens infantis e várias oficinas diferentes para aguçar a criatividade da galerinha.

Na Oficina de Cupcakes, as crianças vão virar verdadeiros mestre cucas e aprenderão a decorar bolinhos com pasta americana, jujubas e granulados coloridos. No final da aula, elas poderão experimentar a deliciosa guloseima.

Mergulhando no mundo das artes plásticas, na Oficina de Artesanato e Madeira, os pequeninos vão customizar caixinhas, porta-retratos, baús e carrinhos de madeira. E o melhor: tudo o que eles criarem vira brinde para ser levado para casa! Nas Oficinas de Telinha, de Criatividade e de Lego as crianças entrarão no universo lúdico pintando lindas telas, desenhando e montando cidades inteiras.

O evento é gratuito, e será realizado pela empresa de animação, Animasom. As brincadeiras acontecem no Espaço Bobinadeiras, do Bangu Shopping, e são indicadas para crianças de três a dez anos.

Com chegada de seu primeiro shopping, Luziânia (GO) dá mais um passo para a independência

Depois de muito tempo servindo como “cidade-dormitório” (locais prioritariamente residenciais, onde os moradores precisam sair para trabalhar e só voltam basicamente para dormir), Luziânia (GO) está prestes a consolidar seu processo de desenvolvimento com a chegada, em abril de 2012, do seu primeiro shopping center: o Luziânia Shopping.

Assim como vem acontecendo com Taguatinga, cidade-satélite do Distrito Federal, a ideia é que os quase 230 mil habitantes de Luziânia tenham empregos, lazer e um centro de compras na própria cidade, sem que precisem se deslocar para Brasília, por exemplo, a 58 quilômetros de distância. “O Luziânia Shopping é o maior empreendimento já construído na região e, além de muitos empregos, vai trazer à população motivos para valorizar e investir na sua própria cidade. Vai ser uma forma de fazer com que os moradores trabalhem, consumam e se divirtam no mesmo lugar onde moram”, explica Vantuil Guimarães Junior, diretor da Suporte Engenharia, responsável pela construção do Luziânia Shopping.

O Luziânia Shopping terá mais de cem0 lojas, incluindo as âncoras Marisa e Lojas Americanas, e um espaço de lazer com mais de 1 mil m², incluindo cinema e área de games, além de praça de alimentação com mais de 400 m². Entre um dos pioneiros no Centro-Oeste, o shopping ainda contará com duas torres residenciais incorporadas, aumentando ainda mais o público cativo das lojas.

Brasil continua entre mais caros, apesar de queda do real

A desvalorização do real nas últimas semanas não foi suficiente para tirar o Brasil da posição de um dos países mais caros do mundo. O preço de uma cesta de 30 produtos, que vão de batata a automóvel, é em média 30% maior no país do que em outros mercados emergentes e desenvolvidos.

O levantamento feito pelo MBE (Movimento Brasil Eficiente) considerou o dólar cotado a R$ 1,85. A moeda americana oscilou perto desse patamar recentemente, embora tenha recuado frente ao real nos últimos dias, atingindo R$ 1,77 na última sexta-feira (07/10).

Segundo o MBE, o efeito do sistema tributário sobre os custos das empresas e os preços finais dos produtos explica porque o Brasil é mais caro que outros países, mesmo com a taxa de câmbio mais competitiva. “O nosso sistema tributário oneroso representa uma enorme perda de competitividade para o produtor e uma injustiça do ponto de vista do consumidor”, diz Paulo Rabello de Castro, um dos fundadores do MBE.

Cascavel JL Shopping receberá um quiosque de cerveja

Os proprietários Otávio Carvalho, Luciando Godoy e Thiago Lemes do Hooligans Pub Rock Restaurant, de Cascavel (PR), querem agregar mais diversidade, qualidade, informação e mais proximidade com seus clientes e amigos através do Hooligans Beer Store, que foi inaugurado na última sexta-feira (07/10). O quiosque está instalado em frente à Le Postiche, no piso L2 do Cascavel JL Shopping. “Resolvemos abrir o quiosque no Shopping JL, pois consideramos hoje o centro comercial de Cascavel e região pela circulação, público alvo e pelos formadores de opinião que circulam. E também porque todas as empresas de sucesso deste segmento estão localizadas nos shoppings. Acredito que esta parceria com o Cascavel JL Shopping será muito interessante, pois o Hooligans Beer Store terá um destaque devido a sua estética, localização e variedade de produtos”, enfatiza um dos proprietários Otávio Carvalho.

Além da cerveja, os clientes poderão adquirir camisetas, livros, DVDs, kits, quadros, copos, brindes e outros itens relacionados a este tema. “Poderá apreciar e levar para casa as melhores marcas de cervejas especiais do Brasil e do mundo, em um espaço destinado a troca de ideias, informações, novidades e ainda desfrutar de tudo isso em uma de nossas mesas ou no próprio balcão do quiosque”, comenta Otávio.

Mogi Shopping expõe obra de incentivo ao desarmamento

Até o dia 19 de outubro ficará exposta no Mogi Shopping, de Mogi das Cruzes (SP), a obra do artista plástico Belini Romano, que incentiva o desarmamento infantil.

A escultura foi produzida a partir de armas de brinquedo entregues pelas escolas municipais, estaduais e particulares de Mogi das Cruzes, através da Campanha “Desarmamento Infantil – Brinquedo tem que ter cara de brinquedo”, realizada pelo Núcleo Setorial de Escolas Particulares da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), com o intuito de promover a educação das crianças por um mundo sem violência.

Dia das Crianças será comemorado com muita diversão e prêmios no Plaza Avenida Shopping

Brincadeiras, ecologia, música, patinação no gelo, exposição de fotos e o sorteio de uma viagem com tudo pago para o Iberostar Resort Praia do Forte, Bahia. Assim serão as comemorações do Mês das Crianças para os pequenos e toda família no Plaza Avenida Shopping, em São José do Rio Preto, interior paulista.

Até 29 de outubro, a cada R$ 100 em compras no shopping, os clientes poderão trocar por um cupom para concorrer a um pacote de viagem all inclusive para dois adultos acompanhados de duas crianças com até 12 anos para um dos mais sofisticados resorts da América Latina, o Iberostar Praia do Forte, na Bahia.

Juntamente com o espaço da troca de cupons será instalada uma estação de brincadeiras para as crianças com foco no Projeto Tamar, um dos mais importantes balneários marinhos de preservação ambiental. Local que os ganhadores da campanha também poderão conhecer durante a viagem. Nesse espaço, chamado de “Brinquedoteca da Tartaruga Marinha”, as crianças poderão assistir a vídeos sobre as espécies preservadas nos viveiros naturais do projeto, conhecer o trabalho com as tartarugas marinhas e ainda praticar atividades de pintura e jogos. Tudo gratuito.

Outra atração que também promete ser sensação entre a criançada é o Espaço Mixer Guri. Uma importante iniciativa sócio/cultural da Secretária de Cultura do Estado de São Paulo. Nessa estação as crianças poderão criar suas próprias músicas em computadores ligados à internet a partir de bases desenvolvidas por artistas renomados como Arnaldo Antunes, e ainda colaborar com o Projeto Guri. Essa estação conta com modernos equipamentos de mixagem além de monitores especializados. Ela já esteve presente no Citibank Hall, em São Paulo, e, depois do Plaza Avenida Shopping ela segue, em novembro, para o Evento Musical SWU, em Paulínia, interior paulista.

Para completar o rol de diversões, a Plaza Avenida Shopping oferece ainda, até o dia 30 de outubro, a Pista de Patinação no Gelo, Plaza On Ice, e a exposição fotográfica “Especial Sim”, da fotógrafa Ana Martins, que fica aberta ao público até o dia 14 de outubro. Por meio de 80 fotos coloridas e preto e brancas, a equipe de fotógrafas mostra imagens de crianças, inclusive especiais, em diferentes locais e situações como em parques, clubes, estúdio, entre outros. Para a realização do trabalho, Ana Martins contou com o apoio da Oficina Fofito do Projeto Ding Down, da Faculdade de Medicina de Rio Preto, Famerp.

Planos de expansão de 2012 mantidos mesmo com crise

Com cautela, mas ainda otimistas. Assim estão as empresas brasileiras ouvidas pelo DCI em relação à economia internacional em 2012, que confiam na economia doméstica para manter investimentos, produção e vendas no próximo ano. Este é o caso da maior petroquímica das Américas, a Braskem, que permanece com a perspectiva traçada entre os meses de julho e agosto, mas ressalta que pode haver alterações diante de turbulências.

Para o presidente da Delphi para América do Sul, Gábor Deák, a variação cambial preocupa pela oscilação de preços em certos produtos importados. Entretanto, a empresa não prevê interrupção de investimentos, em torno de R$ 40 milhões ao ano. A Truckvan, de implementos rodoviários, também mantém o aporte de R$ 10 milhões para a abertura de nova fábrica em São Paulo. No setor de construção, o presidente da Eternit, Élio A. Martins, diz que não puxará o freio de mão, já que o mercado de material de construção espera expandir entre 5% e 6% em 2011, mesmo com a crise global. “A indústria da construção civil não tem perdas consideráveis mesmo em períodos de crise”, completa.

Outro ponto que dará fôlego às empresas em 2012 é a redução do Imposto Sobre Produto Industrializado, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). Para os empresários, as modificações do programa Minha Casa, Minha Vida surgem como a grande aposta do setor para o segmento residencial.

No comércio varejista e área de prestação de serviços, a instabilidade externa não é vista com potencial de reflexos negativos no Brasil. O Grupo Ornatos, das franquias Morana, Balonè e Jin Jin Wok, sustenta a expansão de até 15%, assim como a Umbro Brasil, que projeta crescer 10% em 2012.

No meio publicitário, o crescimento da Internet será o grande agente impulsionador entre as gigantes do ramo. De acordo com ABI Research, os gastos globais com publicidade móvel continuarão a registrar crescimento exponencial até 2016, alcançando um volume de US$ 24 bilhões. “O mercado brasileiro ganha com essa projeção, uma vez que o governo federal começa a encarar a Internet como um grande motivador econômico”, explica Juliana Marisa Vivendi, professora convidada da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com a acadêmica, ações de incentivo à fabricação de tablets no País, somadas à grande expectativa de ampliar o acesso à Internet através do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), são os responsáveis pelo boom da publicidade móvel. “Há dados da associação brasileira de publicidade que afirmam que o número de agências especializadas em conteúdo móvel já cresceu 400%. E a tendência é de que esse número triplique em 2012”, diz.

Já os desembolsos feitos pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na área de comércio e serviços ganharam fôlego e devem garantir novo recorde neste ano.