O otimismo dos empresários brasileiros privados no terceiro trimestre com relação ao desempenho da economia do País para os próximos 12 meses aumentou dez pontos percentuais em relação ao último trimestre, alcançado o nível de 2009 no período pós-crise.
De acordo com o International Business Report 2011 (IBR) da Grant Thornton, 50% dos empresários brasileiros estão otimistas com relação ao país. O resultado destoa da média global de 3%, que registrou uma queda de 28 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre.
O clima de incerteza mundial, originado principalmente pela volatilidade econômica na Europa e nos Estados Unidos, parece não estar afetando o sentimento sobre a evolução da economia brasileira. O Brasil passou da 27ª colocação mundial no segundo trimestre para a 11ª. “As perspectivas de controle de inflação, corte da taxa de juros, investimentos no pré-sal, e os mega-eventos esportivos reforçam o compromisso do governo com o crescimento econômico, mesmo com um cenário internacional de crise”, diz em nota Javier Martinez, responsável pelo IBR na América Latina.
Na América Latina o otimismo permaneceu quase estável em relação ao último trimestre (-2 p.p) para 54%. Economias chave na região como Argentina, Mexico e Chile continuaram a ver o otimismo cair no terceiro trimestre. Argentina e México tiveram 16 p.p de queda passando a 38% e 64%, respectivamente, quanto Chile caiu 23p.p ficando com 61% de otimismo. .
Além do Brasil, os únicos países onde o otimismo cresceu foram Malásia (40 p.p), Armênia (16 p.p), Espanha (9 p.p), Filipinas (8 p.p), Polônia (6 p.p), Geórgia (5 p.p) e Austrália (2 p.p). O país mais otimista é Filipinas (84%) e o mais pessimista continua sendo o Japão (-69%), seguido pela Grécia (-52%), ambos apresentando novamente queda no otimismo em relação ao último trimestre (-8 p.p e -7 p.p, respectivamente).
Nos Estados Unidos, o otimismo dos empresários privados caiu 43 p.p no 3º trimestre, comparado com o último, levando já a pessimismo de -2%. Entre os países que apresentaram maiores quedas no otimismo estão Finlândia (-98 p.p), Suíça (-74 p.p), Suécia e Itália (ambas com -66 p.p).
Por região, os países Nórdicos apresentaram a maior queda de otimismo (-71 p.p), seguidos pela América do Norte (-40 p.p), países da Zona do Euro e G7 (-35 p.p) e União européia (-34 p.p).