Profissionais ganham mais no Brasil do que nos EUA e Europa, diz pesquisa

A crise que afeta a Europa e os Estados Unidos provocou um investimento em termos de remunerações e fez com que o profissional técnico que trabalha no Brasil tenha salário superior ao que ganharia em países desenvolvidos, conforme estudo privado publicado ontem (04/12) pelo jornal “O Globo”.

Elaborado pela empresa de consultoria Michael Page sob encomenda do jornal, o estudo cita exemplos de várias profissões e garante que, em alguns casos, a diferença salarial pode chegar até 85%. Entre diversos casos, o relatório diz que um engenheiro elétrico que trabalha em uma empresa assentada no Brasil obtém remuneração mensal mínima de R$ 14,9 mil, o que seria equivalente a R$ 8 mil se trabalhasse na Espanha e a R$ 9 mil se o fizesse na Itália.

Segundo “O Globo”, a empresa de consultoria comparou os “salários em grandes empresas de todos os setores situadas em grandes cidades e considerou o ganho dos profissionais de níveis de gerência”, sem incluir no estudo fatores como o custo de vida. As diferenças salariais são registradas principalmente nas áreas técnicas, “embora o fenômeno possa ser ampliado para outras profissões” em função do desenvolvimento da crise financeira, disse ao jornal o analista Ricardo Guedes, um dos responsáveis pelo relatório. O jornal entrevistou estrangeiros que vivem e trabalham no país, que confirmam receber salário superior no Brasil, mas que isso não chega a ser uma solução.

Um dos exemplos citados foi o do português João Nunes, da própria empresa Michel Page, quem declarou que apesar de no Brasil ter salário superior em 30% ao que tinha em Portugal, sua capacidade de poupança é “muito menor” agora. “Aqui tudo é mais caro. O preço de um aluguel é duas vezes mais caro do que em Portugal, e o mesmo ocorre com a comida”, declarou Nunes.

O presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Antonio Gil, alertou que os elevados salários “começam a afetar a competitividade do Brasil”. Em sua opinião, os altos salários, somados as protecionistas leis trabalhistas e a uma onerosa estrutura tributária, encarecem os custos das empresas e “fazem com que o país perca mercados” no comércio internacional

Jaú Shopping arrecada brinquedos

O Jaú Shopping, no interior paulista, é ponto de arrecadação da campanha “Natal Solidário”, promovida pelo Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural de Jaú (FUSS). A inciativa visa coletar brinquedos para serem entregues às crianças carentes da cidade.

No Jaú Shopping, as doações podem ser feitas até o dia 9 de dezembro, das 10h00 às 22h00. As caixas de coleta encontram-se uma no primeiro e outra no segundo piso do centro de compras.

Griletto abre terceira unidade em Ribeirão Preto (SP)

O Griletto, rede de franquias especializada em grelhados e parmegianas e uma das que mais cresce no País, acaba de inaugurar a terceira loja na cidade de Ribeirão Preto, interior paulista, agora no Novo Shopping. As outras unidades estão no Shopping Santa Úrsula e Shopping Ribeirão.

A abertura da unidade comprova o sucesso da marca no interior. “Acreditamos muito no potencial dessas cidades. Quase 60% das nossas lojas estão no interior de São Paulo. São cidades que ainda tem muita oportunidade”, diz Ricardo José Alves, sócio-fundador da rede.

A nova loja será administrada pelo casal de empresários Meire Inazaki e Ademir Kioshi, que já são franqueados no Shopping Santa Úrsula e no Franca Shopping. “Estamos muitos satisfeitos com os resultados das nossas unidades e por isso o investimento na terceira loja. Assim que surgir novas oportunidades na região abriremos outras, queremos continuar crescendo com o Griletto” diz Meire.

Dando sequência a seu programa de crescimento no País, até o primeiro semestre de 2012, o Griletto pretende inaugurar mais 40 unidades. No total, hoje são mais de 90 lojas nos principais shoppings brasileiros.

Índia paralisa abertura de mercado a gigantes do varejo

A Índia paralisou um projeto para abrir sua indústria varejista a grandes redes de supermercados estrangeiras, informou neste domingo uma importante fonte do governo, em uma embaraçosa reviravolta de um governo pressionado para manter o apoio de aliados.

A medida permitirá que gigantes como o Wal-Mart entrem no mercado varejista da Índia, na primeira grande reforma econômica desde o início do mandato do primeiro-ministro Manmohan Singh, em 2009. A mudança foi criticada por pessoas que dizem que as grandes empresas destruirão o sustento de milhões de pequenos comerciantes. “Isso é uma pausa,” disse a fonte do governo à Reuters. “Não veja como um recuo, como se o governo estivesse cedendo. É apenas uma pequena pausa.”

A ideia parece dar ao partido governista, que está sendo criticado, tempo para ganhar apoio de seus aliados da coalizão. “O Parlamento precisa funcionar novamente. Há muitas coisas que o governo precisa fazer,” acrescentou a fonte, um dia depois de o maior aliado dos governistas ter dito que a medida tinha sido desprezada devido a discordâncias dentro da coalizão.

Singh perdeu muito de sua credibilidade como reformista que transformou a Índia de um país perto de quebrar há 20 anos para uma maravilha da economia. O governo deve soltar um comunicado oficial sobre o projeto hoje (05/12), afirmou a fonte.

Permitir investimento estrangeiro direto em uma indústria varejista dominada por pequenas lojas era proclamado pelo Congresso como uma política que ajudaria a amenizar a alta da inflação, melhorar a infraestrutura de suprimentos e criar milhões de empregos. O principal partido de oposição, o Bharatiya Janata, liderou protestos contra a reforma no Parlamento, o que paralisou ambas as esferas do Congresso desde a semana passada.

Mamata Banerjee, líder do maior aliado do governo no Congresso e um crítico da medida, afirmou no sábado que o governo disse a ela que os planos seriam colocados em espera até que um consenso pudesse ser alcançado. Sua legenda leva 19 votos para a coalizão de Singh, que precisa dos aliados para ter uma mínima maioria no Parlamento em Nova Délhi.

Os partidos da situação da Índia comumente dependem de inconstantes aliados, que podem usar a relevância de seus votos no Parlamento para negociar concessões ou apoio para as regiões ou Estados que representam. “Isso é apenas a política Indiana. O Parlamento está paralisado por um assunto que, há alguns meses, todos estavam de acordo.”

A polêmica sobre o projeto ocorre em um momento no qual o partido governista luta para acabar com as críticas por não ter conseguido combater a inflação e manter o grande crescimento econômico. Haverá uma importante eleição no próximo ano e eleições gerais em 2014.

Singh rejeitou nesta semana pedidos para que derrube o projeto, em meio a cenas caóticas no Parlamento. Legisladores da oposição fizeram coro e levantaram cartazes denunciando a medida como liquidação do país.

Promoção de Natal do Shopping Jaraguá Araraquara sorteará um Peugeot Allure 408 0 Km

Desde o dia 1º de dezembro, quem faz as compras no Shopping Jaraguá Araraquara, no interior paulista, concorrerá a um Peugeot Allure 408 zero Km. A cada R$ 300 em cupons ou notas fiscais de qualquer uma das lojas do centro de compra o consumidor ganhará um cupom. Já os participantes do Programa Jaraguá Prime receberão o dobro de cupons.

Além de concorrer ao veículo, clientes Jaraguá Prime que acumularem R$ 150 poderão trocar as notas fiscais por um Urso Panda de pelúcia, quantidade limitada a cinco por CPF. São cinco modelos para colecionar. A promoção será realizada até 30 de dezembro ou até enquanto durar o estoque 3 mil unidades. O regulamento está disponível no site www.shoppingjaragua.com.br.

A expectativa para esse ano é de um crescimento de 35% nas vendas em dezembro em relação aos meses anteriores. Para isso foram abertas aproximadamente 300 vagas temporárias no período para atender a demanda de um público que deve chegar a 800 mil pessoas.

Os shoppings da Rede Jaraguá integram as Organizações Sol Panamby, conglomerado empresarial que atua nos setores de agronegócio, comunicação, administração comercial e investimento imobiliário. www.solpanamby.com.br.

Rede Feminina vende produtos no Shopping Mueller Joinville

No ano em que a Rede Feminina de Joinville (SC) comemora 30 anos de existência, as voluntárias estão comercializam produtos comemorativos a essa data. A venda começou no último dia 2, e segue todas as semanas nas quintas e sextas-feiras até o Natal. No próximo ano, a comercialização continua com data a definir.

O atendimento será no Concierge, no piso térreo, das 10h00 às 22h00. Serão vendidas canecas com balas sortidas (R$ 10) e camisetas (R$ 20) da campanha de 30 anos da Rede Feminina de Joinville.

“Atacarejo” dominará fusões no próximo ano

Depois de dois anos intensos de fusões e aquisições no varejo brasileiro, como a Casas Bahia e o Ponto Frio que se uniram ao Grupo Pão de Açúcar, além das recentes Prezunic e GBarbosa adquiridas pelos chilenos da Cencosud, fora a compra das Lojas do Baú pelo Magazine Luiza, a perspectiva para 2012 é manter o pé no acelerador com outra onda de aquisições, principalmente no setor supermercadista. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda, o “atacarejo” deve ser a aposta para 2012 nesse sentido, onde haverá ainda mais consolidação do segmento.

De olho nas tendências para o ano que vem, o setor supermercadista, que registrou aumento de 3,92% no acumulado dos dez meses de 2011 em comparação ao mesmo período do ano passado, mira no crescimento das redes que apostam na classe C e se atenta para a movimentação no mercado de redes mais novas que ainda não lideram o ranking, como a Cencosud. Segundo o executivo, por mais que o ranking do setor já tenha suas líderes, o Brasil tem empresas que deverão despontar das demais por basear seu crescimento em aquisições. “Existe a possibilidade de grandes empresas de “atacarejo” também terem suas fusões e aquisições, mas essa não tem sido a estratégia adotada pelas líderes, ultimamente. Uma empresa que podemos destacar, pelo apetite e crescimento em base nas novas aquisições é a Cencosud”, diz o presidente. A varejista chilena, que chegou em 2007 no Brasil com a compra da sergipana GBarbosa, comprou recentemente a rede fluminense de supermercados Prezunic com aportes de R$ 875 milhões.

Segundo a rede, do montante, 189,3 milhões são referentes à dividas e R$ 390,7 milhões serão pagos na assinatura do acordo. A aquisição garante a entrada da varejista no Rio de Janeiro. A Prezunic tem 31 supermercados e um centro de distribuição, faturou 2,45 bilhões no ano passado e espera fechar 2011 com 2,6 bilhões. Além disso, as perspectivas apontam que em 2012 o ritmo de crescimento do volume de vendas nos supermercados deverá ser mais positivo em termos de quantidade de produtos comercializados nos autosserviços.

A expectativa de Honda é que o volume das vendas cresça, ao menos, 3% no ano que vem. Medidas como a redução dos juros desde o mês de agosto, promovida pelo Banco Central, e o aumento do salário mínimo, movimentando R$ 60 bilhões no País, devem refletir no aumento das vendas em 2012, principalmente na região nordeste. O presidente também destaca as redes do setor que são voltadas para a classe C. “A maior oportunidade de crescimento serão destas redes, lojas pequenas voltadas ao público A e B tem dificuldades de registrar crescimento e buscam sofisticação, com mais renda, as classes C e D ampliam a cesta de consumo”, diz.

Honda relaciona algumas redes com este perfil, como os supermercados Guanabara (RJ), Mundial (RJ), Condor (PR), Koch (SC) e Unidão (RS). Para ele, 2012 também deverá ser bom para o varejo supermercadista que apostar no nordeste. A região é vista como grande incentivador de investimento e vendas no País, pela densidade demográfica e a injeção do salário mínimo, com aumento de aproximadamente 14%, além de concentrar boa parte da classe emergente que vem adquirindo poder de consumo. “A grande concentração de pessoas que recebem o salário mínimo, além de seguir o fluxo do País no aumento do poder aquisitivo, que consequentemente muda o comportamento dessa população, são pontos que fazem diferença para que a região seja o destaque para o ano que vem”, afirma o presidente .

Outro termômetro apontado pelo presidente da Abras que reforça a tendência de crescimento no nordeste é o vinho, categoria que registrou 35,7% de crescimento em 2011 em todo o varejo de supermercados. “Esse crescimento explosivo reflete no aumento de renda da população. Hoje você tem ofertas de vinho de todas as qualidades, em quaisquer faixas de preços, e no Nordeste não é diferente, por mais que o clima seja quente”.

Shopping Spazio Ouro Verde inicia promoção Surpresa do Natal

Até 31 de Dezembro, quem fizer compras acima de R$ 150 no Shopping Spazio Ouro Verde, de Campinas, interior paulista, ganhará um ursinho personalizado. Para participar basta apresentar as notas ou cupons fiscais no balcão de troca instalado no primeiro piso e escolher entre dois modelos nas cores branca e rosa ou azul e rosa. A promoção ‘Compre e Ganhe’, é válida para todas as lojas, lanchonetes e Supermercado Covabra.

Todo decorado com o tema Surpresa do Natal, o Shopping Spazio Ouro Verde contará até o dia 24 de dezembro com a presença do Papai Noel, que permanecerá no piso 2 recebendo as crianças nos seguintes horários: de segunda a sábado, das 14h00 às 20h00 (com intervalo das 17h00 às 17h30). Aos domingos e feriados o bom velhinho atenderá o público infantil das 12h00 às 20h00 (com intervalo das 16h00 às 17h00). No dia 24, o horário será das 10h00 às 18h00 (com intervalo das 14h00 às 15h00).

Construído em uma área de 10 mil m² em uma das regiões com maior crescimento e expansão de Campinas, o Shopping Spazio Ouro Verde reúne 46 lojas e um fraldário, entre outros tipos de serviços, além de um estacionamento com capacidade para 440 vagas. O Shopping Spazio Ouro Verde fica na Avenida Ruy Rodrigues, 3.900.

Redução de IPI e IOF ainda não atraem consumidor

Um dia após o governo anunciar medidas de incentivo à economia, lojistas e concessionários de veículos estavam animados com a novidade. Mas compras e negócios mesmo eram poucos.

Para produtos da linha branca, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) foi de dez pontos para lava-roupas e cinco pontos para geladeiras. Fogões e tanquinhos ficam isentos até março de 2012, quando vence a medida do governo.

Para estimular a venda de veículos, o governo reduziu meio ponto percentual sobre o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), de 3% para 2,5%. O imposto incide sobre os financiamentos dos carros, que no Brasil correspondem a 60% das vendas. “(O IPI) É um argumento a mais para o vendedor abordar o cliente. A verdade é que as vendas do varejo vinham desacelerando e essas medidas podem dar um fôlego pontual para o Natal”, disse Cesar Felizoni, coordenador do Provar.

O presidente do Sincodiv (sindicato dos concessionários e distribuidores de São Paulo), Octavio Leite Vallejo, afirmou que o governo “se adiantou às possibilidades de queda ou estagnação do segmento que mais emprega”.

No Estado de São Paulo são 2.112 revendas de veículos autorizadas pelas montadoras. Só na cidade de São Paulo são 559 lojas. “Ainda não sentimos aumento nas procuras e nas vendas com a redução do IOF. Mas isso vai acontecer aos poucos”, disse Vallejo. “A redução do IOF é, por si só, mais eficaz que a redução de juros e suficiente para manter a procura por veículos a níveis adequados”, disse o presidente da Fenabrave (federação da distribuição de veículos), Sérgio Reze.

Dados divulgados ontem pela federação apontam que, até novembro, a venda de automóveis e comerciais leves cresceu 4,34% no ano. “Esperamos crescer 0,5% acima do PIB”, disse. Ao todo, foram 3,096 milhões de unidades emplacadas no período.

A Folha percorreu na última sexta-feira (02/12) os shoppings paulistanos Bourbon (zona oeste), Center Norte (zona norte), Aricanduva (zona leste) e Anália Franco (zona leste) para conferir a receptividade às medidas.

Nas redes de varejo como Casas Bahia, Magazine Luiza, Carrefour, Extra, Ponto Frio e Fast Shop, os preços de produtos da linha branca ficaram até 10% mais baratos. O movimento era maior nas lojas da periferia do que nas da região nobre da cidade. “(O incentivo fiscal) É uma preocupação saudável do governo de se antecipar e não esperar como fez em 2008”, disse Altamiro Carvalho, da Fecomercio-SP.