Ferramentas cada vez mais utilizadas na hora de classificar ou desclassificar um candidato em um processo seletivo, as redes sociais como Facebook, Orkut e Twitter já não são tratadas somente como páginas pessoais.
Cada vez mais usuários se conscientizam de que seus posts e comentários podem determinar sua vida profissional se não forem bem administrados. Com o aumento de usuários no Brasil, a Adecco, que atua em soluções de Gestão de Recursos Humanos, realizou uma pesquisa com cerca de 500 profissionais para traçar o perfil comportamental do brasileiro nas redes sociais. Seguindo a normativa da maioria das grandes empresas, 73% dos profissionais não postam comentários sobre questões relacionadas ao seu trabalho.
42% dos profissionais não utilizam as redes sociais para se comunicar profissionalmente.
33% dos entrevistados não têm acesso às redes sócias em seus postos de trabalho.
27% das empresas não faz nenhum tipo de restrição ao uso das redes sociais.
Apenas 14% dos profissionais utiliza as redes sociais como ferramenta de trabalho.
“O candidato deve ficar atento, pois seu perfil nas redes sociais é o espelho da sua personalidade”, afirma Fabiane Cardoso, coordenadora de Recursos Humanos da Adecco Brasil. Ela aponta que o setor de Segurança é o que mais acompanha a vida de funcionários e candidatos na internet. Em seguida, estão os setores Financeiro e alguns setores da Indústria. “Em um processo seletivo, certos posts podem ser determinantes para conquistar um novo emprego. Claro que este tipo de “consulta na internet” varia de empresa para empresa. Por isso, o mais recomendável é o bom senso sempre. Afinal, a rede social é a imagem que você vende sobre a sua vida particular”, explica Fabiane.
Independente da área de atuação, o mais recomendado é nunca falar sobre seu trabalho nas redes particulares. Apesar da maioria dos entrevistados já seguirem essa regra, 10% revela que menciona diariamente fatos que ocorrem no ambiente profissional, sendo que 2% já recebeu algum tipo de advertência da empresa por comentários inadequados em seu perfil particular.
Para os especialistas, são inúmeras as maneiras de avaliar um candidato por meio do seu perfil na internet. Nas fotos, por exemplo, o que está sendo avaliado é o ambiente que o profissional frequenta. “Uma imagem pode revelar muito. Aqui na Adecco, por exemplo, utilizamos esta ferramenta em alguns processos de seleção. Muitas fotos em festas, onde se nota a presença de bebida alcoólica ou outros vícios, costuma levar à desclassificação do candidato”, revela a coordenadora.
Quanto ao conteúdos dos posts, o que as empresas observam são os valores éticos das mensagens. “Se existe algum teor racista ou de discriminação, com certeza isso será levado em conta”, afirma Fabiana.

