Cabral assina decreto para remover famílias em áreas de risco; chuva mata 249 no Rio

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), assinou nesta terça-feira (13/04) decreto que estabelece a remoção de famílias de área de risco e determina que o Estado pague um aluguel social enquanto não houver unidades habitacionais disponíveis para reassentamento. As chuvas que atingiram o Estado na semana passada causaram 249 mortes, segundo balanço do Corpo de Bombeiros. Ainda há buscas por soterrados.

De acordo com o governo estadual, o decreto nº 42.406 cria o Programa Morar Seguro. Ele determina que as prefeituras que aderirem ao programa devem identificar as áreas de risco em seus municípios e classificá-las em três categorias: área verde (baixo risco); área amarela (médio risco); e área vermelha (alto risco). As pessoas que residem nas áreas consideradas de alto risco devem sair imediatamente de suas casas. No caso de recusa, a retirada poderá ser feita pela polícia.

O governo do Estado afirma que destinará R$ 1 bilhão do espaço fiscal relativo a 2009 para construir imóveis populares, destinados ao reassentamento da população retirada das áreas de alto risco. Enquanto não houver moradias para reassentar todos, o Estado ou o município deverá acolher as famílias em abrigos ou pagar aluguel social no valor de até R$ 500.

Niterói, na região metropolitana, é o município com maior número de mortos em decorrência das chuvas: 164 óbitos. Outras seis cidades também registram mortes devido aos temporais: Rio de Janeiro (65), São Gonçalo (16), Petrópolis (1), Paracambi (1), Magé (1) e Nilópolis (1). O Estado registra ainda 161 pessoas feridas em decorrência das chuvas.

Maria Gadú é a estrela do Domingo Musical de abril

A jovem revelação da música popular brasileira, Maria Gadú, é a convidada do mês de abril para o Domingo Musical – iniciativa do Shopping Metrô Tatuapé, em São Paulo, em parceria com a rádio Alpha FM. Com sua voz doce e suave, a cantora apresentará sucessos como “Shimbalaiê” – um dos principais hits da novela “Viver a Vida”, da TV Globo – no próximo dia 18, às 13h00. O show gratuito acontece na praça de eventos, no piso Tatuapé.

Em abril, Programa de Fidelidade Interlagos Card vai distribuir R$ 40 mil em presentes

Desde o início do ano, o Programa de Fidelidade Interlagos Card já distribuiu mais de R$ 100 mil reais em presentes aos seus associados. Em abril, devido ao grande sucesso, não poderia ser diferente. Até o dia 30, o Shopping Interlagos e o Shopping Interlar Interlagos, ambos na capital paulista, irão presentear os clientes participantes do Programa de Fidelidade Interlagos Card com vales compra de R$ 100 ou R$ 200, totalizando mais R$ 40 mil em presentes.

Para tanto, o associado deve registrar todas as notas de compras efetuadas nos postos de Atendimento do Programa. Os presentes serão concedidos de acordo com critérios pré-estabelecidos levando-se em conta o grau de relacionamento do cliente com o shopping. Quem ainda não tiver o Interlagos Card poderá obtê-lo inteiramente grátis nos postos localizados no Shopping Interlagos e no Shopping Interlar Interlagos. Participe!

FGTS pode ser penhorado para pagar pensão alimentícia

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode ser penhorado para quitar parcelas de pensão alimentícia em atraso. A decisão unânime é da terceira turma do Superior Tribunal de Justiça, em processo de relatoria do ministro Massami Uyeda. Após a comprovação da paternidade, a mãe de um menor do município de Canguçu (RS) entrou com ação para receber as pensões entre a data da investigação e o início dos pagamentos.

A penhora dos bens do pai constatou que o valor não seria suficiente para quitar o débito. A mãe pediu, então, a penhora do valor remanescente da conta do FGTS. O pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul em primeira instância, e a mãe recorreu ao STJ. No seu voto, o relator, ministro Massami Uyeda, considerou que o objetivo do FGTS é proteger o trabalhador de demissão sem justa causa e na aposentadoria. O Fundo também prevê a proteção dos dependentes do trabalhador.

O ministro também considerou que o pagamento da pensão alimentar estaria de acordo com o princípio da Dignidade da Pessoa Humana. “A prestação dos alimentos, por envolver a própria subsistência dos dependentes do trabalhador, deve ser necessariamente atendida, mesmo que, para tanto, penhore-se o FGTS”, concluiu o ministro.

Aprovada lei de acesso a informações públicas

A Câmara dos Deputados aprovou, às 21h47 deste 13 de abril (terça-feira), o projeto de lei de acesso a informações públicas. O Senado agora precisa analisar o texto, que traz imensos avanços para esse direito no Brasil. O principal avanço é o fim do instrumento do chamado sigilo eterno. Hoje, sem a lei, qualquer documento pode ficar indefinidamente guardado. Com a nova regra, papéis públicos ultrassecretos podem ser classificados por até 25 anos, com uma única renovação desse prazo possível. Ou seja, o prazo máximo é de 50 anos de sigilo.

A lei de acesso brasileira também tem uma abrangência inaudita em comparação com outros países –mesmo com a regra dos Estados Unidos, vigente desde 1966. Aqui, a norma será obrigatória para todos os níveis de governo (prefeituras, Estados e União) e todas as instâncias de poder (Legislativo, Executivo e Judiciário). Um único retrocesso quase se deu durante a votação de hoje (13/04).

O PSDB queria a retirada da liberação automática de documentos quando vencessem os prazos de sigilo. Seria um atraso, pois depois de 25 anos ou de 50 anos, os papéis só seriam liberados ao público se alguém fizesse um requerimento oficial. Caso contrário, a informação ficaria ainda em sigilo. A posição do PSDB acabou derrotada. Ou seja, depois de vencidos os prazos de sigilo, todos os documentos automaticamente serão obrigatoriamente colocados à disposição do público.

Outro avanço está nas listas de documentos classificados que terão de ser divulgadas, anualmente. Cada órgão público terá dizer quantos documentos colocou em sigilo. Assim, será possível saber, a cada ano, quantos papéis estão sendo mantidos em reserva e qual é a origem de cada um. Esse procedimento permitirá à sociedade acompanhar o processo e cobrar –se for necessário– a autoridade pública quando os prazos de sigilo prescreverem.

O debate sobre esse projeto de lei começou em 2003, quando foi realizado um amplo seminário internacional em Brasília, com participação de várias entidades da sociedade civil. Daí nasceu o Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, uma coalizão de mais de 20 entidades que fez o lobby a favor da lei.

Mais de 70 países no mundo já têm legislação semelhante. O Brasil está chegando lá. Atrasado, mas chegando. Isto é, se o Senado trabalhar agora e votar rapidamente o projeto.

Yudi estará presente no desfile do Jaraguá Fashion 2010

Acontecerá na próxima quinta-feira (15/04), às 20h00, o desfile de lançamento da coleção outono/inverno das lojas do Shopping Jaraguá Araraquara, no interior paulista. Estará presente na ocasião, o apresentador do programa diário “Bom Dia & Cia”, do SBT, Yudi Tamashiro que desfilará os looks das lojas Di Gaspi, All Sports Di Gaspi e Bonettos.

O desfile faz parte da programação do Jaraguá Fashion 2010, que se encerra dia 16 de abril, com várias atividades sobre o mundo da moda, incluindo novidades da nova estação e uma exposição de moda da Universidade de Araraquara (UNIARA). A ação está sendo realizada em parceria com a Compose Produções, SESC, UNIARA e Fúlvia Magrini.

Meirelles defende juro para controlar inflação

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, defendeu nesta terça-feira (13/04) a taxa de juros como o instrumento mais eficaz e imediato para controle da inflação e criticou a defesa de medidas que, segundo ele, não teriam efeito rápido. Ainda, destacou que qualquer decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) será para manter a inflação estabilizada. Meirelles disse que há uma série de fatores que podem ajudar no controle da inflação a médio e longo prazo. “O problema é quando nos fixamos nestas questões ideais ou no que deveria ser e deixamos de controlar a inflação pelo instrumento que tem resposta rápida em curto prazo e funciona muito bem que é a taxa de juros”, argumentou.

Para Meirelles, o Brasil foi “campeão” de tentativas de controle de inflação que teriam fracassado por estarem voltadas às conseqüências e não às causas da inflação. Ele ressaltou, contudo, que “o importante é que a inflação está na meta para os próximos 12 meses e na meta para 2011, que é o nosso intervalo relevante de planejamento”. O presidente do BC disse acreditar que há apenas duas saídas para corrigir o desequilíbrio provocado por uma diferença persistente da demanda em relação à oferta: inflação ou a intervenção do BC para manter a situação sob controle e cortar “apenas o excesso”.

Ele também reforçou que as decisões do Copom miram a manutenção do controle da inflação. “Qualquer decisão será para manter a inflação estabilizada. Inflação estabilizada é inflação na meta.” Meirelles ainda reiterou não temer que medidas como a elevação da taxa Selic possam ter efeitos negativos em ano eleitoral. “Hoje a maioria do eleitorado e da população brasileira já sabe que o problema é a inflação.”

Ele também sugeriu que um aumento na Selic não representaria prejuízo ao desenvolvimento do país. “Nos últimos anos, a previsibilidade sobre a inflação está aumentando e o risco está diminuindo.”O titular da autoridade monetária ainda defendeu a autonomia do BC como fator fundamental para a estabilidade econômica do país. Para ele, expectativa de inflação e incerteza quanto ao comando do BC impactariam negativamente a manutenção da tendência de queda nos juros, pois prejudicariam a credibilidade do sistema.

Banco do Brasil vai operar nos Estados Unidos

O Banco do Brasil obteve autorização do Fed (banco central dos EUA) para operar com residentes nos Estados Unidos. Na prática, o banco poderá abrir agências, atuar no mercado de capitais e até comprar instituições financeiras norte-americanas. Há mais de um ano que o BB esperava esse tipo de autorização, chamada de “financial holding companies”. A instituição espera entrar em um mercado potencial de 1,5 milhão de brasileiros residentes nos Estados Unidos.

O diretor da área externa do BB, Admilson Monteiro, disse que o próximo passo deve ser a compra de alguma instituição norte-americana. O banco tem interesse em atuar nos Estados de Nova York, de Nova Jersey, da Flórida e de Massachusetts. O BB já tem duas agências nos Estados Unidos, uma em Nova York e outra em Miami, mas para realizar apenas operações com não residentes (brasileiros em viagem ou empresas com negócios nos Estados Unidos). Há ainda um escritório em Washington.

“É bem possível que o BB seja o primeiro banco estatal do mundo a ter esse tipo de autorização nos Estados Unidos”, afirmou Monteiro. Segundo ele, a autorização foi concedida com base em três critérios: 1) instituição bem capitalizada, 2) instituição bem gerenciada e 3) regulador local (BC brasileiro) exerce uma supervisão eficiente. Contando os EUA, o Banco do Brasil atua hoje em 23 países. A experiência considerada mais bem sucedida é a do mercado japonês, onde a instituição tem autorização desde os anos 90 para operar com residentes. Segundo Monteiro, o BB tem 150 mil clientes no Japão. No ano passado, o BB teve um lucro líquido recorde de R$ 10,15 bilhões, o maior já apurado por um banco no país. Estimulado pelo governo, a instituição ampliou em 33,8% sua carteira de empréstimos, que atingiu R$ 320 bilhões, incluindo avais e fianças.

Fraga vê mercado de IPOs no Brasil mais seletivo

O mercado para ofertas públicas iniciais de ações no Brasil está se tornando mais seletivo, num sinal de que os anos de acordos fáceis estão no fim e os investidores estão “se ajustando a uma nova realidade” de retornos menos explosivos, disse o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, nesta terça-feira (13/04). Há alguns sinais de excesso no mercado de IPOs no Brasil. Sete empresas realizaram IPOs ou ofertas secundárias no país em 2010, levantando juntas R$ 6 bilhões. Mas somente uma dessas ofertas teve precificação dentro da faixa estimada.

Fraga, que comanda a empresa de investimentos Gávea, sediada no Rio de Janeiro, disse que “os mercados estão voltando a um nível de normalidade em termos de IPOs”. O ex-presidente do BC disse que as atividades de ofertas iniciais não devem subir para níveis vistos há alguns anos, quando cerca de 64 empresas eram listadas. “O mercado não está nesse ritmo”, acrescentou. Fraga disse que o nervosismo em torno da capitalização da Petrobras pode deixar os investidores em compasso de espera, o que pode afetar o interesse em novos acordos. Fraga supervisiona cerca de US$ 5,6 bilhões em ativos na Gávea.