Inflação em SP segue em 0,23%, alimentos pesam

A inflação ao consumidor em São Paulo ficou estável em meados do mês, já que maiores altas dos preços de alimentos e vestuário foram contrabalançadas por arrefecimentos em outros grupos, como de despesas pessoais e habitação. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,23% na segunda quadrissemana de abril, a mesma alta da primeira, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta segunda-feira (19/04).

Analistas ouvidos pela Reuters previam uma taxa de 0,22%, segundo a mediana de dez projeções que variaram de 0,17 a 0,24%. Os preços do grupo Alimentação tiveram alta de 1,27% na segunda quadrissemana, contra 1,19% na primeira. Os de Saúde também aceleraram o avanço, para 0,2¨% nesta leitura, ante 0,08% na anterior. Os de Vestuário subiram 0,90% agora, contra elevação de 0,63% antes.

Os custos de Transportes tiveram uma queda ligeiramente inferior, de 0,78% na segunda quadrissemana, ante 0,81% na primeira. Já os preços de Despesas Pessoais caíram, em 0,06% nesta leitura, ante variação positiva de 0,04% na anterior. Os de Habitação registraram oscilação positiva de 0,03%, contra 0,12%.

Cinco shoppings crescem e ganham serviços exclusivos

Os principais shoppings de São Paulo embarcaram em uma onda de reformas e expansões para se adequarem às novas necessidades de consumo. Isso significa oferecer menu mais variado de lojas, maior conforto e serviços personalizados. Essas obras também têm pela frente um grande desafio: eliminar um dos problemas que afasta muitos consumidores nos dias de grande movimento – a falta de vagas de estacionamento.

O Shopping Cidade Jardim antecipou os planos de inauguração do segundo piso de lojas, que estava previsto só para 2012. Foram investidos R$ 25 milhões na nova área que deve abrir no fim deste mês. Entre as novidades, a primeira loja da Lego no Brasil.

Do outro lado do Rio Pinheiros, o Market Place achou um lugar ao sol entre dois grandes concorrentes, o vizinho Morumbi Shopping, com 480 lojas, e o Cidade Jardim.

O Market Place investe em serviços voltados às mulheres, entre eles teatro gratuito para as crianças aos domingos e berçário equipado com banheiro infantil e espaço para esquentar a papinha. Haverá também uma série de palestras gratuitas direcionadas para as mulheres, que estreia na terça-feira (20/04), 15h30, na Livraria Cultura, com Emília Campos falando sobre o poder da imagem pessoal.

Em uma região mais central, o Shopping Pátio Paulista Paulista, depois de ganhar recentemente novas lojas, reforma a praça de alimentação. Já na zona leste, o Anália Franco abriu mais um piso, que pouco a pouco é preenchido com grifes de ponta. O objetivo: abrigar marcas, como Le Lis Blanc e Osklen, que antes eram exclusivas dos Jardins, na zona sul.

Inaugurado na década de 1960, o Shopping Iguatemi, nos Jardins, o primeiro a ser construído na cidade, já passou por várias reformas. Agora investe na construção de um prédio de seis andares só para carros. “O estacionamento vai funcionar apenas com sistema de valet”, diz Fábio Kow, gerente-geral do Iguatemi. Esse será o terceiro prédio de estacionamento do empreendimento. “A inauguração acontece no fim do ano.”

Cinesystem inaugura quinta sala no Maringá Park

A rede de cinemas Cinesystem inaugurou, na noite de quarta-feira, a sua quinta e última sala no Shopping Maringá Park, no Paraná. A sala tem 300 lugares e é a segunda maior do Cinesystem no shopping, ficando atrás apenas da sala 4, onde são exibidos os filmes 3D, que tem capacidade para 348 espectadores.

Com a inauguração da quinta sala, Maringá tem hoje treze salas de cinemas instaladas em três shoppings diferentes: Maringá Park (cinco salas), Avenida Center (cinco salas) e Shopping Cidade (três salas).

Apple quer fabricar iPhone no Brasil para reduzir custos e vender mais

A Apple estuda a fabricação de produtos no Brasil, como o iPhone, o MacBook e, possivelmente, o iPod. A empresa negocia com a chinesa Foxconn, que atualmente é a companhia contratada pela Apple para fabricar seus produtos na China, o uso de fábrica em Jundiaí, no interior de São Paulo. O objetivo é diminuir custos e impulsionar a venda dos aparelhos no Brasil, onde a carga de impostos impede avanço maior no mercado.

Além de precisar conseguir um Plano Produtivo Básico (PPB) para ter direito a descontos de impostos, principalmente na importação de insumos, a Apple teria também de fazer algum investimento em parceria com a Foxconn para que a fábrica da chinesa em Jundiaí pudesse receber uma linha de montagem exclusiva.

Pequenas indústrias se recuperam em São Paulo

Bastante afetadas pelos efeitos da crise, as pequenas indústrias de São Paulo mostraram recuperação forte em fevereiro, puxando o nível de atividade do setor para cima no mês. Os dados são de levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) obtido pela Folha, feito com base nos dados da Sondagem Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os números mostram que o indicador de produção da indústria paulista atingiu 49,8 pontos em fevereiro –o nível 50 aponta equilíbrio da atividade. O número foi influenciado positivamente pelo crescimento de 14,5% no índice das pequenas empresas, de 42,9 para 49,1 pontos. As médias tiveram leve queda no mês, de 50 para 47,7, e as grandes companhias tiveram aumento no indicador, de 49 para 51,7.

As empresas de menor porte foram as mais afetadas pela crise, prejudicadas pela restrição no crédito bancário e pelas dificuldades geradas no mercado de trabalho. Com a melhoria das condições econômicas no país, elas voltam a mostrar crescimento na produção. “A recuperação da renda e do crédito beneficia a produção dos chamados bens-salário, como vestuário e alimentos, setores que têm maior participação de pequenas empresas”, afirma Fernando Sarti, professor do Núcleo de Economia Industrial e Tecnologia da Unicamp.

De acordo com Paulo Francini, diretor de pesquisas econômicas da Fiesp, a expansão do mercado interno beneficia mais as pequenas empresas. De acordo com ele, o processo de melhoria da indústria leva mais tempo para chegar às companhias de menor porte, o que explicaria parte do crescimento expressivo no mês. Os dados da Fiesp apontam ainda que as expectativas da indústria para os próximos seis meses são de continuidade do cenário positivo. O indicador de perspectiva de demanda subiu para 67,5 pontos, de 66 em janeiro. O mercado interno foi o principal responsável pela sustentação da economia brasileira no ano passado, amenizando os efeitos da crise.

O economista da Unicamp ressalta que a construção civil deve ser um dos grandes destaques do ano. “O setor tende a crescer muito, e todo mundo que fornece para ele vai sair ganhando”, diz. Ele também destaca as empresas agrícolas, produtoras de bens de capital e de bens de consumo.

As exportações, por sua vez, que tiveram forte queda em 2009, devem se recuperar, segundo as empresas ouvidas. O indicador de expectativa para as vendas externas registrou pequena queda no mês, de 55,2 para 53,5, mas está acima do nível 50, que aponta otimismo. O nível das vendas, porém, não voltou aos patamares registrados antes da crise, o que só deve acontecer em 2011, já que a recuperação nos países desenvolvidos, compradores do Brasil, ainda é lenta. “O nível das exportações caiu de 100 para 73 em 2009. Neste ano, deve crescer em torno de 20%, o que traria o indicador para 87”, diz.

Shopping Pátio Higienópolis proporciona às mamães sensações únicas

O Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo, proporcionará uma experiência única em homenagem ao Dia das Mães. Até 8 de maio, o estabelecimento realizará promoção que premiará uma mamãe “sortuda” com um vestido exclusivo e sob-medida, assinado pelo estilista italiano Giambattista Valli e uma inesquecível viagem a Paris para visitar a Maison do designer. O modelo de alta costura será desenhado pelo designer especialmente para a mamãe a partir de seu perfil e medidas. Por isso, a vencedora ganhará a viagem de sete dias à capital francesa, com acompanhante, para se encontrar com o estilista Giambattista Valli e receber dele atendimento VIP para a prova do vestido.

Para participar, os clientes do empreendimento deverão ir ao balcão de trocas localizado no Piso Veiga Filho, apresentar as notas fiscais de compras equivalentes a R$ 250 e preencher os cupons da promoção. As compras realizadas com cartões Visa (crédito/débito) darão direito a cupons em dobro. Além do prêmio exclusivo, os clientes Visa também concorrerão a sete kits das marcas Swarovski, Opaque e Cau Chocolates. O anúncio dos ganhadores será realizado em evento no dia 10 de maio, às 18h00.

Além da promoção, os clientes que visitarem o Shopping Pátio Higienópolis poderão conferir a primeira exposição no País com as criações do badalado estilista italiano. O espaço montado no Vão Central – Piso Veiga Filho trará imagens da carreira do designer, com a marca que leva seu nome apresentada na Semana de Moda de Paris. A mostra também terá paineis, capas de edições das principais revistas de moda de diversos paises – Vogue, Marie Claire, Elle e L Officiel -, que trouxeram looks produzidos por Valli. O estilista é conhecido por vestir celebridades como Angelina Jolie, Sara Jessica Parker, Rihanna, Victória Beckham, Penelope Cruz, Charlize Theron, Drew Barrymore e Natalie Portman.

O ponto alto do evento ficará por conta de sete vestidos luxuosos criados por Giambattista, trazidos ao Brasil especialmente para a exposição. Serão vestidos usados pela atriz Mischa Barton, pela top Naomi Campbell e pela DJ e it girl americana Leigh Lezark, além de quatro exemplares de coleções anteriores da marca. A mostra tem como objetivo levar todas as mães a uma inesquecível viagem ao glamuroso mundo da moda. Nascido em Roma, o estilista iniciou sua carreira como assistente de Roberto Capucci. Foi Designer sênior da Fendi, Krisia e Emanuel Ungaro. Nesta última, fez seu nome como Diretor Criativo da linha Ungaro Fever. Em 2005 lançou marca própria e conta hoje com 220 lojas em 45 países. O designer desfila suas coleções anualmente no Paris Fashion Week .

Qualidade do crédito volta a nível pré-crise, diz Serasa

A qualidade do crédito ao consumidor brasileiro teve alta de 0,7% no primeiro trimestre de 2010, atingindo o valor de 79,2, segundo análise da Serasa Experian divulgada nesta segunda-feira (19/04). O resultado coloca o indicador de volta ao patamar do segundo semestre de 2008, antes do agravamento da crise financeira global.

O indicador avalia, em uma escala de zero a cem, a qualidade do crédito disponível – quanto maior, menor é a probabilidade de inadimplência. De acordo com os técnicos da Serasa, a melhora no indicador se dá pela recuperação do mercado de trabalho e pelo declínio das taxas de juro.

A região Sul tem nível acima da média nacional, com a marca de 84,2. O Sudeste ficou praticamente na média (79 pontos) e as demais regiões ficaram abaixo, com o Norte registrando a pior qualidade de crédito (75,7).

Carioca Shopping apresenta “Teatro da Branca de Neve”

O Carioca Shopping, no Rio de Janeiro, apresenta domingo (25/04), a peça “Branca de Neve”.
O texto conta a história de uma princesa que vive em um reino dominado por uma rainha muito vaidosa e má. Depois de descobrir alguns planos da malvada, Branca de Neve foge para a floresta onde encontra a casa dos sete anões. Assim ela estará protegida de todos os perigos até encontrar o príncipe encantado.

O texto revive um clássico da literatura infantil adaptado para a atualidade. No final do evento, que é gratuito, as crianças recebem brindes. O Teatro da Branca de Neve é gratuito e acontece a partir das 16h00. O Carioca Shopping fica na Avenida Vicente de Carvalho, 909 – Vila da Penha. Tel.: (21) 3688-2001.

Fluxo de capital para o Brasil crescerá 24,5%

Os fluxos de capital privado para o Brasil terão um aumento de 24,5% em 2010, passando de US$ 77,1 bilhões líquidos em 2009 para US$ 96 bilhões, segundo estimativa do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) divulgada na semana passada. Em 2011, no entanto, o volume de capital entrando no Brasil sofrerá uma queda de 8,75%, atingindo US$ 87,6 bilhões.

O IIF, espécie de Febraban mundial, advertiu que está na hora de o Brasil apertar a política fiscal para evitar superaquecimento. “O Brasil precisa começar a apertar a política fiscal e rever as políticas do BNDES, que injetaram muito dinheiro no sistema”, disse Yusuke Horiguchi, vice-diretor- gerente do instituto. “A política foi acertada, mas está na hora de retirar esse tipo de estímulo, e o Brasil não pode depender apenas de política monetária: é preciso ter um mix de política fiscal e monetária”, afirmou Horiguchi.

Bill Rhodes, vice-diretor do conselho do IIF e do Citigroup, disse que a hora é agora. “Independentemente de ser ano de eleições, o governo precisa tomar uma atitude”, disse Rhodes. “É parte do processo de retirada dos estímulos.” O governo promete retirar todos os estímulos até o final do ano.