Calote das empresas cai 6,3% em março

A inadimplência das pessoas jurídicas recuou 6,3% em março em relação ao mesmo mês de 2009, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas divulgado nesta sexta-feira (30/04). Na comparação com fevereiro, a inadimplência das empresas teve alta de 26,4%, puxada pelos protestos e cheques devolvidos por falta de fundos. Nos três primeiros meses do ano, o indicador caiu 9,7% ante o primeiro trimestre do ano passado.

Para a Serasa Experian, as quedas verificadas na inadimplência das empresas, tanto em março ante o mesmo mês de 2009, quanto no trimestre, são “decorrentes da comparação entre duas conjunturas econômicas distintas”. Em 2010 o forte crescimento econômico, com baixa inadimplência, e em 2009 a economia em recessão, com inadimplência em alta, informa o comunicado. As grandes empresas foram as responsáveis pela redução na comparação anual, com recuo de 26,2% na inadimplência. A queda foi menor entre as médias empresas, com 16,9%, e entre as pequenas, com 4,8%.

A Serasa espera que a inadimplência continue caindo, devido à recuperação gradual da oferta de crédito e ao crescimento econômico. O início do ciclo de aperto monetário para conter a inflação, em abril, não impacta a insolvência das empresas e deve orientar o crescimento do país, de 5%, esperado para o segundo semestre de 2010, informa comunicado.

Alta nos juros derrubará consumo, dizem analistas

É consenso entre os analistas: o aumento da taxa básica de juros, a Selic, vai diminuir o consumo e dar uma esfriada nos gastos das famílias brasileiras. O objetivo do Banco Central é controlar a inflação, que tem subido como reflexo do aumento na demanda , e mostrar que ele está comprometido em atingir a meta de inflação fixada em 4,5% para este ano.

A Selic é a taxa mínima usada pelos bancos e instituições financeiras para definir o preço do crédito que é oferecido no mercado, tanto para o consumidor final quanto para as empresas. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (28/04) o aumento da taxa de 8,75% para 9,5% – primeira alta desde setembro de 2008.

Em 2009, o BC cortou a Selic para o menor nível da história (8,75% ao ano), o que deixou o “custo” do dinheiro mais barato, a fim de incentivar os investimentos das indústrias e o acesso ao crédito para as pessoas físicas. Ao mesmo tempo, o governo diminuiu impostos e fez com que os brasileiros comprassem carros, eletrodomésticos e reformassem a casa gastando menos.

Todas essas medidas levaram a uma corrida ao mercado: as vendas de veículos foram recorde, as lojas ficaram lotadas e o excesso de crédito no mercado levou a um aumento de preços. Alcides Leite, professor da Trevisan Escola de Negócios, diz que a inflação já está mostrando sinais preocupantes de alta. Ele diz que o BC só quer controlar o “superaquecimento” da economia e segurar o poder de compra para escapar da superinflação. “Todos os indicadores mostram que a inflação vem aumentando num ritmo relativamente forte. Não há como esperar do BC outra atitude. Não tem ameaça de desemprego ou de recessão. O governo só quer evitar um superaquecimento, mas o aquecimento da economia continua”.

Estevão Garcia de Oliveira Alexandre, professor da Faculdade Veris IBTA, ligada à faculdade Ibmec, afirma que essa é uma manobra do governo para adaptar a capacidade instalada da indústria. Ele defende que o governo invista mais em vez de incentivar o aumento dos juros. “A melhor opção seria fazer investimento na área industrial para crescer mais. Quando se tem uma demanda maior que sua oferta, vai ter concorrência. Se há uma pessoa para comprar dez carros, vai ter promoção. Quando há dez pessoas querendo comprar um carro, vai ter um ágio em cima do carro, um aumento de preços”.

Para o consumidor, a decisão pode determinar quais dívidas vão ser quitadas em dia e quais credores vão ter que esperar um pouco mais. Para o gerente de indicadores de mercado da empresa de análise de crédito Serasa, Luiz Rabi, dois fenômenos influenciam a percepção de que a inadimplência poderá voltar a crescer: o número de pessoas endividadas aumentou e o novo cenário de aumento dos juros.

O efeito dessa mudança, no entanto, não será uma interrupção acentuada na demanda por crédito nem uma disparada na inadimplência: os dois movimentos no crédito serão moderados. “O BC inclusive vai elevar os juros para conter o aumento do crédito, que vinha avançando a 120 km/h. A demanda vai continuar a crescer, mas em ritmo menor; o mercado de trabalho vai continuar a se expandir. O que vai haver é um reajuste”.

Para Alcides Leite, o Brasil está num ano bom, de crescimento e de geração de emprego. “Não vai ser a alta da Selic que vai impedir isso. O Banco Central mira mais pra frente. A medida seria para evitar um desequilíbrio entre oferta e demanda”

Para a Fiesp, um aumento é injustificado. Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da federação, acredita que a indústria tem capacidade de adaptar os próprios investimentos a fim de evitar a inflação no mercado. “Não há necessidade de subir a taxa de juros, pois existe capacidade instalada para atender a demanda sem pressão de preços. Uma alta de 0,75 ponto vai mudar fortemente o mercado? Se a indústria olhar para isso e entender que pode frear a economia, ela revê seus investimentos”.

Galleria Shopping também cobrará por estacionamento

O Galleria Shopping, em Campinas, vai começar a cobrar o estacionamento dos frequentadores a partir do dia 17 de maio. O preço mínimo será de R$ 3 por três horas. O cliente que ultrapassar o período e permanecer até seis horas no local terá que pagar R$ 1 adicional por hora. Quem ficar mais de seis horas pagará o valor fixo de R$ 10. E quem ficar até 15 minutos não será cobrado.

Lojistas e funcionários que diariamente frequentam o centro comercial pagarão uma tarifa mensal com desconto. A taxa ainda não foi fixada pela administração. Até começar a cobrança, os motoristas terão que validar o cartão de estacionamento junto aos guichês instalados nas entradas do shopping. A fase de testes, segundo a gerência, serve para habituar os clientes. Funcionários estarão nas guaritas instruindo os motoristas. A decisão do Galleria Shopping segue a tendência de outros centros comerciais da cidade, que passaram a cobrar pelo uso de seus estacionamentos desde o segundo semestre do ano passado.

O shopping ainda passa por reformulações para implantar o sistema. A guarita que fica na Rua Engenheiro José F. B. Francisco Homem de Mello está fechada para a instalação das cancelas automáticas. Os clientes devem entrar pela guarita da Avenida Selma Parada, paralela a Rodovia Dom Pedro I, que já passou pelas reformulações necessárias. Quem não gostou do início da cobrança do estacionamento foram os clientes. Alguns acharam que a atitude demorou para acontecer. “É péssima a ideia. Já frequento pouco os shoppings. Agora vou menos ainda”, afirmou a comerciante Maria Regina Coppo Dias.

A estudante Márcia Rodrigues Fernandes disse que deveriam cobrar de quem não faz compras. “Depois que os outros shoppings começaram a cobrar, passei a frequentar mais aqui (Galleria). Mas eles deveriam ter relacionado o estacionamento ao quanto você gasta no shopping. Se fiz compras e gastei, não tem porque me cobrar, deveria ser uma cortesia, um agrado para o cliente”, disse. “Não sei como vou fazer, pois venho todo dia ao local. Imagina quanto vou gastar. Mas de verdade, achei que até demorou para colocarem a taxa aqui”, disse o médico Clóvis Machado.

A vendedora Andreia Pereir afirma que o estacionamento deve ser cobrado para dar mais segurança. “Acho necessário selecionar o público. Não é qualquer um que vai gastar para ir até um local e fazer baderna”, disse. Segundo a administração do shopping, as mudanças são para proporcionar maior comodidade e conforto aos usuários. Além de reorientar o fluxo de veículos, o shopping receberá novas câmeras para o circuito interno de TV para aumentar a segurança.

Montana Grill cresce fora de shoppings

O Grupo Montana Grill também está expandindo em pontos-de-venda fora de ruas e shoppings. A rede abrirá uma nova loja no Hipermercado Andorinha, além de reforçar a sua presença em aeroportos e empresas por meio de uma parceria com a Gran Sapore, que atua no setor de refeições corporativas. Com a parceria, a loja Montana Grill Express passará a aceitar o cartão de benefícios da Gran Sapore, oferecendo mais opções de pagamento aos seus consumidores. O formato express, com a concepção de fast-food, ainda está com novo layout, novo cardápio e teve seu mix de produtos ampliado com novos pratos.

De acordo com o grupo, a intenção com o modelo é levar a marca a outras camadas e faixas etárias da população. “Foram feitas inúmeras pesquisas nas melhores casas dos EUA e do Brasil que atuam na área de grelhados, buscando o perfil adequado do negócio: pratos rápidos, baratos e saudáveis [light]”.

Hoje o Montana Grill Express conta com uma unidade própria no Shopping Iguatemi de em Campinas, no interior de São Paulo, sendo que o grupo conta com 80 franquias, com previsão de novas inaugurações.

Senado entra na disputa por internet rápida sem fio

Operadoras de celular e empresas de TV por assinatura disputam a tecnologia Wimax, que permite a oferta de banda larga sem fio, até agora não liberada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O Senado criou grupo de trabalho para acompanhar o assunto. O presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, Flexa Ribeiro (PSDB-PA), criou um grupo de trabalho para acompanhar a consulta pública da Anatel para um novo regulamento para o MMDS. A proposta prevê reduzir de 190 para 50 o total de canais reservados ao serviço. A Neotec, associação que representa as empresas de MMDS, propôs à Anatel a redução para 90 canais.

Anteontem, Ribeiro e quatro integrantes da comissão -os senadores Cícero Lucena (PSDB-PB), Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA), Roberto Cavalcanti (PRB-PB) e Renato Casagrande (PSB-ES)- reuniram-se com o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg. Flexa Ribeiro disse que foi cobrar mais agilidade da Anatel. “”O interesse do Senado é aumentar a competição na oferta da banda larga e diminuir o preço do serviço. É preciso saber por que o processo não anda”, disse, dando eco às queixas das empresas de TV paga.

A discussão sobre o uso da faixa de frequência de 2,5 GHz (gigahertz) para acesso a banda larga sem fio se arrasta há vários anos na Anatel. A demora da agência em regulamentar o uso da faixa e em certificar equipamentos está inserida no contexto da disputa entre as operadoras de TV por assinatura que não usam cabo (como a Sky) e as empresas de telefonia móvel por mais espaço no espectro de faixas de frequência. Quem tiver mais espaço tem condições de oferecer mais serviços a mais clientes, como acesso a internet em alta velocidade. Caso seja aprovada a proposta da Anatel em consulta pública, as TVs perderão 140 MHz até 2015. Hoje, elas dispõem de 190 MHz. As frequências são “avenidas” por onde as TVs fazem circular seus sinais.

As operadoras móveis, por meio de sua associação, a Acel, pressionavam a Anatel para ficar com 140 MHz das TVs fechadas que, para elas, estariam subutilizados. Enquanto isso, o tráfego em suas redes vem dobrando a cada ano e, segundo elas, haveria risco de colapso, caso novas frequências não fossem liberadas. A proposta da Anatel ainda será submetida a consulta pública.

Exposição fotográfica Cidade Geometria no Shopping Neumarkt Blumenau

A exposição Cidade Geometria – Blumenau em Linhas e Ângulos começou ontem (28/04) no segundo pavimento do Shopping Neumarkt, em Blumenau (SC). As fotografias, de autoria de Mariana Furlan, exploram a arquitetura de construções blumenauenses. Cidade Geometria apresenta quatro pontos icônicos _ Teatro Carlos Gomes, Catedral São Paulo Apóstolo, Ponte dos Arcos e Ponte de Ferro _ e explora ângulos inusitados e diversos às imagens normalmente exploradas destes locais.

A proposta resultou em uma experiência estética, com fotografias marcadamente geométricas e até abstratas, que oferecem pontos de vista novos e por vezes intrigantes aos espectadores. As fotos captam detalhes, sombras esquecidas, formas escondidas, cantos e quinas. E a partir das mesmas linhas das edificações, novas imagens foram “construídas”. As 25 fotos da exposição são em preto e branco, ressaltando a força da forma e da luz.

Para compor as imagens, a autora usou a estética inspirada no Construtivismo, surgido no começo do século 20. O movimento artístico que teve grande força na Rússia trouxe à fotografia a valorização do que é concreto, da arquitetura, da geometria e abriu espaço ao abstracionismo. As imagens permanecem em exposição até o dia 12 de maio. Cidade Geometria – Blumenau em Linhas e Ângulos é um projeto subsidiado pelo Fundo Municipal de Apoio à Cultura de Blumenau, aprovado em 2009.

BC sobe juros a 9,5%; taxa real é a mais alta do mundo

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu nesta quarta-feira (28/04) aumentar a taxa básica de juros (a Selic) em 0,75 ponto percentual, indo de 8,75% para 9,5% ao ano. A taxa de juros não mudava havia oito meses. Estava em 8,75% desde julho do ano passado. Foi também o primeiro aumento da taxa em 19 meses, desde setembro de 2008, quando ela subiu de 13% para 13,75%. Depois disso, a Selic foi baixando ou ficando estacionada.

Segundo levantamento do economista Jason Vieira, da consultoria UpTrend, o Brasil é o país com a maior taxa de juros reais do mundo (4,5%), entre as nações com participação relevante na economia global. Em seguida, vêm Indonésia (3%) e China (2,8%). A menor taxa real, entre os 40 países da lista, é a da Índia, com -9,7%. Os EUA têm uma taxa real de -2,1% e ocupam o 34º lugar no ranking.

A taxa de juros reais representa a Selic, descontando-se a inflação projetada para os próximos 12 meses. Os juros são usados como política monetária pelo governo para conter a inflação. Com juros altos, as prestações ficam mais caras e as pessoas compram menos, o que restringe o aumento dos preços.

Um aspecto positivo dos juros altos é que eles remuneram melhor as aplicações. Isso é bom para os investidores brasileiros e também para os estrangeiros, que procuram o país. Por outro lado, os juros altos prejudicam as empresas, que ficam mais cuidadosas para tomar empréstimos e fazer expansões. Por causa disso, o emprego também não cresce tanto. É em razão desse efeito que os empresários reclamam contra os juros altos.

O Copom foi instituído em junho de 1996 para estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa de juros. O colegiado é composto pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e os diretores de Política Monetária, Política Econômica, Estudos Especiais, Assuntos Internacionais, Normas e Organização do Sistema Financeiro, Fiscalização, Liquidações e Desestatização, e Administração.

Riachuelo remodela seus pontos de venda e prepara expansão

Durante muitos anos, a política do preço baixo garantiu o relativo sucesso das Lojas Riachuelo, que tinha nos clientes da classe C, especialmente no Nordeste, seu maior contingente de consumidores. Essa fórmula, no entanto, começou a dar sinais de esgotamento, a partir de 2004, quando uma nova classe média emergiu no País.

Para essa turma, além do preço dos produtos, o estilo da roupa e a experiência de compra tornavam-se vitais. Diante da mudança de comportamento de seus clientes, a empresa teve de agir. A resposta veio em 2009, com a criação de um novo conceito de loja, com uma decoração mais leve e com espaços exclusivos para cada segmento: infantil, jovem, esporte e casa, que funcionam como pequenas lojas dentro da própria loja. Os resultados dessa estratégia começam a aparecer agora.

No ano passado, a receita líquida atingiu R$ 2,18 bilhões, 14,3% maior do que a de 2008, e os planos para incrementá-la são mais ousados. Tanto é que a empresa pretende desembolsar R$ 182 milhões na abertura de mais 26 pontos de venda até 2011 e investirá outros R$ 40 milhões por ano para remodelar as 101 unidades concebidas no antigo formato. “Em apenas dois anos vamos ampliar nossa área de vendas em cerca de 30%”, conta Flávio Rocha, presidente e acionista das Lojas Riachuelo. Trata-se do mais ambicioso plano de expansão da história da companhia.

O objetivo é ocupar cada vez mais espaço nos shopping centers das capitais, inclusive aqueles frequentados por integrantes da classe B. “Isso é vital para fazer com que as marcas próprias da Riachuelo (Pool, Dript, Miss Young e Body Work, entre outras) sejam cada vez mais percebidas como grifes aspiracionais para os integrantes da classe C”, destaca a consultora de varejo Heloisa Omine, dona da Shopfitting e professora de mestrado da Escola Superior de Propaganda e Marketing. “Sem contar a possibilidade de a rede fisgar novos consumidores”, completa.

Nesse cenário, o público jovem é o grande alvo da empresa. De acordo com Rocha, desde o relançamento da Pool, em maio de 2009, e da reestrutração das lojas, a venda de artigos para esse público cresceu 50% e hoje responde por 33% do faturamento.Isso foi facilitado também pela exploração da força de ícones da molecada. É o caso da turma do Pânico na TV!, programa escolhido para divulgar uma promoção envolvendo a criação de camisetas personalizadas. A Riachuelo também reforçou a presença de personagens na linha infantil (Penélope Charmosa e Ben 10, por exemplo) e trouxe para seu universo a cantora baiana Ivete Sangalo, que assina uma das coleções. “Ivete fala diretamente com a mulher brasileira, especialmente as integrantes da nova classe média”, justifica Rocha. Para falar com os consumidores, a rede planeja investir R$ 50 milhões em ações de marketing.

Mas não adiantava somente dividir os espaços das lojas e investir em marketing para colher os resultados. O desafio era bem maior. Além de dar “um banho de loja” na Riachuelo, era necessário reduzir os custos para tornar a operação mais rentável. Para isso, a varejista remodelou seu processo de produção. Se, até 2005, apenas 20% das roupas vendidas nas lojas eram fabricadas pela Guararapes Confecções, da própria Riachuelo, hoje esse índice saltou para 80%. Mais: como suas fábricas estão situadas em áreas que recebem incentivos fiscais, como Fortaleza (CE) e Natal (RN), os custos são ainda mais competitivos que os das concorrentes Marisa, Renner e C&A. De acordo com Renato Prado, analista da Fator Corretora, apenas os incentivos representaram 3% da receita líquida do Grupo Guararapes-Riachuelo.

Trata-se de um número significativo em um segmento com margens bastante apertadas. “As políticas adotadas pela Riachuelo explicam o bom desempenho da empresa, que vinha de um quadro de estagnação. Agora, ela tem potencial para continuar crescendo acima da média” opina Juliana Campos, analista de varejo da Ativa Corretora.

Pacote de medidas para exportadores passa por últimos ajustes

O ministro de Desenvolvimento, Miguel Jorge, afirmou nesta quarta-feira (28/04) que o pacote de medidas para exportadores está passando pelos últimos ajustes técnicos e deve sair na próxima terça ou quarta-feira. “Já tem várias coisas que estão com o martelo batido”, informou o ministro. Segundo ele, o pacote deve ser entregue ao presidente até a sexta-feira para que ele possa analisar e anunciar as medidas na próxima semana.

“Não há divergências. São ajustes técnicos que têm de ser feitos”, explicou. Sobre a devolução de créditos tributários acumulados, o ministro disse que estão “muito bem encaminhadas”. O assunto é um dos pontos mais polêmicos do pacote já que a Receita Federal apontou um impacto significativo no fluxo de caixa se a medida fosse aprovada. As medidas foram tratadas em reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), Luciano Coutinho.

Os participantes aproveitaram o encontro para discutir a possibilidade de priorizar produtos nacionais nas compras de algumas áreas do governo, de acordo com o Miguel Jorge.