FGV: chance de emprego aumenta com curso profissionalizante

Uma pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV) e pelo Instituto Votorantim, divulgada nesta quarta-feira (26/05), em São Paulo, constatou que a chance de quem fez o ensino profissionalizante conseguir um emprego é maior do que a de quem estudou até o ensino médio. De acordo com o estudo Educação Profissional e Você no Mercado de Trabalho, ela chega a 48,2%.

“O que a gente mostra com esse estudo é que os retornos da educação profissional são ainda mais altos. Mesmo quando se considera o avanço que as pessoas têm com mais escolaridade formal, a educação profissional ainda dá um plus, ou seja, é um prêmio que a educação gera em termos de salário, ocupação e formalidade”, disse à Agência Brasil o economista Marcelo Neri, coordenador da pesquisa.

O trabalho também constatou que os salários daqueles que têm um curso profissionalizante são até 12,94% mais altos. O setor que mais emprega pessoas com curso profissionalizante é o automobilístico (45,71% ), seguido pelo de finanças (38,17%) e de petróleo e gás (37,34%).

De acordo com o estudo, 29 milhões de pessoas frequentam hoje cursos de educação profissional, o que representa 19,72% da população com mais de dez anos de idade do Brasil. Desse total, 16,07% (23,5 milhões de pessoas) frequentaram cursos de qualificação profissional, 3,54% (5,1 milhões de pessoas) fizeram ensino médio técnico e 0,11% (160 mil pessoas) tiveram formação tecnológica.

Relação entre crédito e PIB cresce para 45,2%

O volume de recursos de crédito avançou 17,6% nos últimos 12 meses encerrados em abril, para R$ 1,468 trilhão. Os dados são do relatório de Operações de Crédito no Sistema Financeiro divulgado pelo Banco Central (BC) ontem, em Brasília. E mesmo com a aceleração da economia no primeiro trimestre, a relação entre crédito e PIB voltou a subir, e passou de 45%, relação que se mantinha desde o final de 2009, para 45,2% em abril.

“Esse aumento é positivo, esperamos um crescimento entre 20% e 25% em 2010 com o bom ritmo da economia”, estimou o vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira. “Os bancos se sentem motivados a emprestar e as empresas continuam a buscar dinheiro para aproveitar o cenário positivo do mercado interno”, avaliou.

A concessão de crédito a pessoas jurídicas avançou menos que o segmento para pessoa física. “Isso já era previsto, o crescimento da massa salarial em pleno emprego colabora para que pessoas físicas tenham mais acesso a crédito”, explicou Oliveira, da Anefac. O estudo apontou de que o financiamento para pessoas jurídicas vindo de recursos livres (de bancos e instituições financeiras) atingiu R$ 488,6 bilhões, com alta mensal de 0,6%, e de 5,8% anualizada. Desse montante, 89,54% (R$ 437,5 bilhões) vieram de recursos domésticos, e cerca de 10,46% (R$ 51 bilhões), de recursos externos.

Questionado sobre a renovação das linhas externas no segundo semestre do ano, o vice-presidente da Anefac foi cauteloso. “Há movimentos do Banco Central Europeu de resolver os problemas de confiança do sistema bancário (…) Há uma desconfiança em relação aos bancos europeus, pois há riscos, mas os riscos já são menores”, ponderou. “As autoridades europeias já estão tomando decisões positivas, e os Estados Unidos e a China já estão atentos para a crise não se espalhe para os demais continentes”, avaliou Oliveira.

O economista Alcides Leite, da Trevisan Escola de Negócios, tem opinião semelhante: “A crise europeia não deve afetar a liquidez no mercado brasileiro”. “O volume de crédito deve continuar avançando, impulsionado pelo aumento do consumo e pela queda da inadimplência”, avaliou Alcides Leite.

Entre as modalidades destinadas a pessoas jurídicas, os empréstimos de capital de giro, saldo de R$ 226,3 bilhões, registraram crescimento mensal de 1,1%, acumulando expansão de 24,9% em 12 meses. Em sentido inverso, os adiantamentos sobre contratos de câmbio (ACC), cujo saldo situou-se em R$ 29 bilhões, registraram quedas de 1,5% no mês e de 34,7% em 12 meses. O saldo de crédito direcionado para empresas fechou abril em R$ 307 bilhões, de um total geral de R$ 795,7 bilhões, o que representa 54,2% de todo o volume concedido a empresas .

De acordo com o relatório do BC, a concessão de crédito por bancos públicos cresceu 29,5% nesse período, acima dos 14,9% dos bancos privados nacionais. “Vai-se observar uma ação mais forte dos bancos privados nacionais e estrangeiros, o que deve dinamizar o crédito livre”, previu o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, ao comentar um possível reação dos bancos privados nacionais na concessão de empréstimos.

Segundo o estudo, os empréstimos direcionados somaram R$ 487 bilhões, registrando um avanço de 31,6% em doze meses, e de 1,6% em abril. Entre os empréstimos direcionados, as operações efetuadas pelo BNDES somaram R$ 295,6 bilhões, com alta de 1,3% em relação a março, e a carteira de crédito habitacional cresceu 3,3% em abril para R$ 104,1 bilhões. A maior parte desta carteira é composta por crédito concedido pela Caixa Econômica Federal com recursos da poupança e do FGTS. “Os prazos devem continuar a aumentar. Hoje os bancos já atuam com crédito habitacional para 30 anos. Antes isso não acontecia”, afirmou Oliveira.

O único ponto que o vice-presidente da Anefac considerou negativo no período foi a elevação dos juros.

Vendas em shoppings na Argentina crescem 31,4% até abril 

As vendas nos shoppings da Argentina tiveram avanço de 34,1% no acumulado de 2010 até abril, ante 2009, mas ficaram apenas 0,1% acima no mês de abril, na comparação com o mês anterior, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pela Agência Nacional de Estatísticas (Indec, na sigla em espanhol). As vendas totais dos 33 estabelecimentos por todo o país foi de 854 milhões de pesos argentinos (US$ 219 milhões).

O crescimento segue a alta de 36,9% em março e de 33,5% em fevereiro, na comparação com o mesmo período do ano anterior. No entanto, enquanto o governo afirma que a inflação do país está em 10,2% ao ano, anaslitas e investidores creem que a alta esteja perto de duas ou três vezes este valor.

Redes médias são destaque nas vendas de supermercados

As vendas do setor supermercadista no acumulado do primeiro quadrimestre registraram alta de 6,18% em comparação às do mesmo período de 2009, segundo o Índice Nacional de Vendas divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Tiarajú Pires, superintendente da Associação, afirma que a tendência é de crescimento de 8% no setor, impulsionado pela Copa do mundo com a venda de produtos sazonais ao evento. Pires também destaca indicadores da macroeconomia como decisivos para esse cenário e cita o aumento da geração de empregos e da distribuição do Bolsa Família.

Dentro desse contexto as redes médias têm cada vez mais destaque. Esse é o caso da carioca Prezunic Supermercados, que projeta crescimento de 15% este ano. Para isso, conta com a abertura de mais uma loja. Com oito anos de existência, a rede vem crescendo ano após ano: em 2007 ocupava a oitava posição em faturamento no setor, e hoje já ocupa a sexta. A rede carioca fechou 2009 com faturamento acima de R$ 2 bilhões, com 30 lojas. Genival de Souza Beserra, diretor comercial da rede, diz não ter interesse em expandir para outros estados, pois acredita que existe potencial para crescer regionalmente.

Já a rede paranaense Condor Supercenter aparecia no ranking de faturamento da Abras na décima quarta posição, em 2007, e hoje ocupa a décima primeira do ranking nacional, com mais de R$ 1 bilhão em receita. Pedro Joanir Zonta, presidente da rede, conta que a ascensão de três posições da empresa é fruto do bom trabalho exercido ao longo do ano, ajudado pelo crescimento do emprego no Paraná, no ano passado.

“Temos trabalhado, nosso esforço se concentra no crescimento da empresa; assim o bom resultado é automático.” Com 29 lojas, a rede espera crescer 20% este ano, e para fazê-lo conta com reforma e ampliação das lojas existentes e com a abertura de mais duas novas. Zonta não descarta a aquisição de redes menores para cumprir a meta da empresa que é chegar a 2014 com R$ 2 bilhões em faturamento. O presidente explica o otimismo ancorado no bom momento da economia nacional e aos eventos agendados para esse ano, como a Copa do Mundo e as eleições.

Outro exemplo é o Supermercados Sonda, no Estado de São Paulo, que conta com 24 lojas e espera aprovação de linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para ampliar a rede e abrir quatro novas lojas nesse ano. “As margens estão apertadas, quero fazer negócio com os pés no chão” afirmou Paulo Moreno, diretor-geral da rede. A empresa almeja crescer 12% em 2010 e ultrapassar o mais de R$ 1 bilhão em faturamento de 2009, que lhe rendeu a décima terceira posição em faturamento nacional no setor supermercadista, ranking em que em 2007 a empresa ocupava o décimo sexto lugar.

Em abril, as vendas dos supermercados recuaram 0,49% ante as de março deste ano, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da Abras. A explicação dada por Pires, superintendente da Associação, para a queda nas vendas em abril foi o impacto das vendas de Páscoa, diluídas entre os meses de março e abril. A queda real foi de 3,83% em comparação a março no volume de vendas, índice este divulgado pela Abras e já deflacionado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quanto ao índice divulgado pela Abras, Moreno explica que o segmento de supermercado trabalha com oscilações nas vendas devido a datas sazonais e garante que o Sonda não sentiu o recuo nas vendas apresentada pelo índice. Ele diz que faturou R$ 124 milhões em abril, ante R$ 127 milhões do mês de março. “A tendência é de crescimento”, disse Moreno. Por se tratar de uma empresa familiar, ele descarta a possibilidade de se juntar a outra rede e não tem interesse em expandir para outros estados, mas acredita que no futuro a empresa possa ter uma abertura de capital.

Acessibilidade: barreiras atrapalham compras em shoppings de Joinville

Um dia depois de o Ministério Público de Santa Catarina testar a acessiblidade no recém-inaugurado Joinville Garten Shopping, o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comde), a convite de “A Notícia”, realizou o mesmo teste em outros três shoppings de Joinville.

Cadeirantes, deficientes visuais ou idosos com dificuldades de locomoção vão ter trabalho para fazer compras nestes lugares também. As impressões do presidente, Sérgio Celestino da Silva, e do arquiteto especialista em acessibilidade Mario Cezar da Silveira durante a reportagem, irão servir para a elaboração de um relatório dos problemas.

O documento será enviado ao Ministério Público catarinense. O MP pretende de reunir com representants dos quatro shoppings de Joinville para discutir prazos às adequações. Os três shoppings visitados na terça, por terem sido construídos antes, beneficiam-se de brechas na lei da acessibilidade, em vigor no Brasil desde dezembro de 2004 . Uma delas é a de dispor de apenas uma entrada acessível, ao contrário de estabelecimentos novos, que precisam ter todas as entradas adequadas.

Mesmo assim, os dois integrantes do Comde perceberam problemas que também dificultam as compras ou um simples passeio nos shoppings mais antigos. A falta de acessibilidade vai das calçadas aos banheiros, dos estacionamentos aos guichês de informação.

De olho no cartão de crédito: consumidor deve pagar mais para parcelar fatura

O consumidor deve ficar atento ao parcelar a fatura do cartão de crédito. Segundo alerta da Associação Brasileira de Defesa e Apoio ao Consumidor (Abradac), a taxa anual para o parcelamento da fatura pode chegar a 398,24%. O valor assustador, de acordo com a entidade, deve-se ao último aumento no juro básico (de 0,75 ponto percentual) anunciado pelo BC (Banco Central), que também deve impactar a taxa anual do cartão para quem não parcela a fatura, hoje em torno de 360,96%.

“Os juros do cartão de crédito são hoje a opção mais cara para as pessoas e vão ficar ainda pior”, avalia o presidente da Associação, Vagner Souza. Assim, diz Souza, para evitar mais dores de cabeça, as pessoas devem tomar cuidado e evitar o parcelamento da fatura, optando, sempre que possível, pelo pagamento integral da dívida.

No caso dos consumidores já endividados, uma alternativa é cancelar o cartão e ficar apenas com o débito para saldar, sem esquecer de ficar atento à cobrança dos juros. “No caso de cobrança abusiva, a saída é entrar com uma ação para rever os valores e pagar apenas o que for justo (…) As pessoas, por necessidade ou falta de informação, passam a pagar apenas o mínimo ao receber fatura, e em pouco tempo a dívida se torna gigantesca (…) Aos poucos a pessoa corre o risco de perder bens por causa da dívida do cartão de crédito”.

Griletto é premiado na I Mostra Gastronômica de São José do Rio Preto

O Griletto, restaurante especializado em grelhados e parmegianas, foi premiado na I Mostra Gastronômica de São José do Rio Preto, no interior paulista, na categoria “Garçon(ete) Destaque”.

Entre 500 profissionais participantes, Camila Fernanda Domingues, de 18 anos, foi eleita pelo júri como a melhor garçonete. Pelo destaque, Camila ganhou uma viagem com acompanhante para um hotel fazenda no interior de São Paulo. O segundo lugar ficou para Daniela Freire, que também trabalha no Griletto.

A unidade, de propriedade do empresário Luis Trefiglio, foi inaugurada em 2008. Para Trefiglio, essa é a prova de que o Griletto prioriza não só a excelência dos produtos oferecidos, mas também a garantia de um bom atendimento. “Mantemos uma equipe motivada e preparada para atender bem a todos os clientes. Nosso índice de satisfação (ótimo) chegou a 90%”, afirma.

A I Mostra Gastronômica de São José do Rio Preto é um evento realizado pela Prefeitura e contou com a participação de 45 restaurantes, pizzarias, bares e churrascarias da cidade.

Vita Derm investe R$ 500 mil em produtos sustentáveis

A Vita Derm, empresa especializada em tratamento cosmético no Brasil e no exterior, investe R$ 500 mil na linha de produtos chamada Sustainable Beauty Movement (Movimento Beleza Sustentável). Atualmente a marca possui mais de 320 pontos de venda no território nacional.

O lançamento da linha de cosméticos SBM ressalta a participação da Vita Derm no segmento sustentável. “Por meio dessa novidade estamos dizendo aos consumidores que nossos produtos aliam qualidade profissional, tecnologia e responsabilidade social” completa Dr. Marcelo Schulman, presidente da marca.

Fruto de uma parceria com comunidades ribeirinhas do Amazonas, a produção da linha SBM contribui também para a renda da população local. O Movimento Beleza Sustentável consiste no desenvolvimento de uma linha cosmética que simbolize a cadeia sustentável de matérias-primas da Amazônia. Para este lançamento foram elaborados quatro produtos que possuem os óleos de Andiroba e Tucumã como ativos principais.

Presente no mercado desde 1984, a Vita Derm iniciou suas atividades como farmácia de manipulação. Na fundação da empresa, Dr. Schulman uniu a trajetória como químico farmacêutico à vocação empreendedora.

Faltam inspirações e exemplos de liderança aos jovens, diz Abílio Diniz

A vida de líder parece ser fácil, mas a realidade é outra. Ter um salário mais elevado, autonomia para tomar decisões e bons contatos no mundo empresarial não são garantias de sucesso. Mesmo assim, é preciso se desenvolver constantemente, uma lacuna que existe no Brasil, na opinião do empresário Abílio Diniz. “Gosto muito de conversar com os jovens e, dessas conversas, tenho observado que, com o passar dos anos, fica cada vez mais evidente a ausência de inspirações e de exemplos de lideranças. No Brasil, essa carência fica ainda mais latente pela ausência de cursos formais sobre esse tema”, explicou.

Ciente disso, ele elaborou junto com a Fundação Getulio Vargas (FGV) um curso chamado “Despertando e Construindo Talentos em Tempos de Mudança”. O curso é baseado na experiência pessoal e profissional do empresário que, ao lado do pai, fundou o Grupo Pão de Açúcar há mais de 60 anos e, há duas décadas, assumiu a reconstrução da companhia. “Esse curso era mais uma meta da minha vida”, afirmou Diniz, que trabalhou durante dois anos para lançá-lo. “Não tenho a pretensão de ensinar, mas fazer um convite à reflexão, para que as pessoas pensem nos valores e nas responsabilidades do líder”, completou.

De acordo com Diniz, os líderes não são iguais e nem sempre uma pessoa reúne as mesmas condições e características de outra na mesma posição. O que elas têm de fazer, por sua vez, é encontrar o que seria fundamental para seu próprio desenvolvimento. No caso dele, uma das características buscadas foi a determinação, definida como a capacidade de “investigar a si mesmo para saber se quer realmente chegar a algum lugar”, nas palavras do empresário.

Outro ponto fundamental que tem guiado o empresário é a disciplina. “O líder deve ter a inteligência de organizar sua rotina e saber priorizar aquilo que realmente é importante. Saber dizer não é fundamental para que seja possível cumprir com os compromissos e, assim, se sentir respeitado e respeitar os outros”.

Como líder, Diniz disse que não deixa de lado a objetividade. “Nunca esqueço que a menor distância entre dois pontos é uma reta”. Além disso, ele citou a transparência, para que se possa estabelecer relações de confiança, o inconformismo, para corrigir o que está errado e buscar ser melhor a cada dia, e o controle do estresse. “A vida de um líder não é fácil. Envolve muito trabalho, muita dedicação e até frustrações. O importante é a pessoa ter garra, determinação, e uma expressão que uso muito é saber onde é o norte, qual rumo a pessoa está seguindo. Procure ser o motorista, o condutor do carro da vida. Não deixe a vida te levar. Pode ser muito cômodo seguir a filosofia de deixar o vento nos levar; o problema é que, por muitas vezes, ele nos leva a lugares que não gostaríamos de ir”, ponderou.