Novo marketing descobre que o consumidor também é humano

Enquanto o pessoal de finanças ainda divide o corpo humano em bolso, carteira e conta bancária, a turma do marketing começa a descobrir que o ser humano é algo mais complexo do que o apelo emocional das campanhas publicitárias sugerem.

Quando gurus como Philip Kotler e Jack Trout começam a falar em coisas como “valores humanos”, “a lucratividade deve ter como contrapartida a responsabilidade corporativa”, “código da alma” e “não tente crescer meramente por crescer”, é por que alguma coisa vem por aí. Wall Street definitivamente perdeu pontos no conceito desses experts em conquistar o consumidor. Ninguém está propondo caridade, mas pelo menos parece que subimos um degrau na escala do Homo Sapiens mercadológico. Os novos livros de Kotler e Trout apontam nessa direção.

Em “Marketing 3.0”, esse novo consumidor tem quatro componentes básicos: “corpo físico, mente capaz de pensamento e análises independentes, coração capaz de sentir emoção e espírito – a alma ou centro filosófico”. O que leva o novo marketing a trilhar o Caminho de Santiago são as consequências da última crise financeira. Kotler cita relatório da consultoria McKinsey, no qual se lê que o mercado está cada vez mais se transformando em um ambiente com baixo nível de confiança.

O novo marketing é horizontal, e não mais vertical. Novas tecnologias, redes sociais e globalização deram mais força ao consumidor, que agora está desconfiado e não aceita mais o que as empresas tentam impor como mensagem. O consumidor está mais informado, se conecta por meio das redes e por meio delas forma opinião.

Com isso, o processo de criação do marketing precisa ser mais colaborativo e aberto do que impositivo. A questão colocada pela crise, segundo Kotler e seus colegas, é se o consumidor, a partir de 2010, gastará com mais cautela. “Isso significa que os profissionais de marketing terão de trabalhar mais do que nunca para separar os consumidores de seus dólares.”

Em seu livro, Kotler cita Jack Trout, que, com o ex-sócio Al Ries, é autor do clássico “Posicionamento: a Batalha por sua Mente”. Foi o conceito revolucionário dos anos 1980, segundo o qual o produto deve ser posicionado na mente do consumidor de forma clara e única. Um dos exemplos de sucesso é a Volvo, que conseguiu plantar a ideia de que seus carros são mais seguros. Kotler vai além do posicionamento.

O seu marketing 3.0 propõe que a marca tenha e prove sua autenticidade, demonstrando que cumpre suas promessas e segue os valores anunciados. Exemplo? A The Body Shop, empresa britânica que se opõe a testes de seus produtos em animais e cujos ingredientes são comprados de comunidades locais e de baixa renda ao redor do mundo. Trout também faz sua ode contra Wall Street em seu “Em busca do Óbvio”. Sobram críticas também para a nova geração de publicitários e profissionais de marketing. Uns, porque sobrevalorizam a criatividade e outros porque não suportam o peso do próprio ego.

O altruísmo de Trout em relação a vender é menor do que o exibido por Kotler. Seu foco é resgatar o bom senso e a simplicidade. O marketing atual, para ele, é uma confusão e se transformou em uma “ciência” complexa de apuração de dados, corte de números, segmentação de nichos e assim por diante.

Sua receita de sabedoria e de bom senso aplicado aos negócios é a mesma do autor do conto Óbvio Adams, de 1916, escrito por Robert Updegraff, cuja íntegra a versão brasileira traz como epílogo. “O problema é que o óbvio pode ser tão simples e comum que não atrai a imaginação. Todos nós gostamos de ideias inteligentes e planos engenhosos que dão boa conversa na mesa de almoço. Existe algo no óbvio que é óbvio demais!”

Indústrias apostam em lojas próprias

Para entender melhor o consumidor e, com isso, alavancar as vendas, a indústria intensifica o investimento em lojas próprias, “pulando” a intermediação do varejo. Na maioria dos casos, os preços dos produtos são os mesmos, com a justificativa dos fabricantes de que o objetivo não é acirrar a concorrência, mas apenas experimentar formas mais eficazes de conquistar o cliente.

A Sony abre na próxima semana a sexta unidade no Brasil, a primeira na região Sul, em Porto Alegre. Paulo Jaen, gerente geral de vendas da empresa, lembra que a ofensiva começou em 2008, com a abertura da loja no Shopping Cidade Jardim, na capital paulista. No mundo, são mais de 200. “Não quero tirar esse cliente do varejista. Quero que o consumidor compre o produto, não importa onde”, afirma Jaen. Ele ressalta que os funcionários não ganham comissão, pois o objetivo primordial é “a experiência do consumidor com a marca”.

Vendedores diferenciados, chamados de “consultores” pelo conhecimento do mix de produtos, assim como a possibilidade de controlar o ambiente de exposição, são apontados como a razão de ser das lojas próprias. De olho nessa ligação direta, o grupo Arezzo começou a homologar empresas para terceirizar parte da produção em 1996 e, agora, concentra 30% da fabricação do mix -que inclui a marca Schutz. Com as três inaugurações previstas, serão 13 lojas próprias da Arezzo e outras 11 da Schutz até o final de julho.

“É preciso entender a demanda do varejo para produzir”, diz Thiago Borges, vice-presidente corporativo do grupo, para quem essa iniciativa facilita até a negociação com os 247 franqueados. “Entendo as dores deles muito melhor”, afirma, justificando a grande quantidade pela extensão do país, já que “eles conhecem a realidade local”. “Nas multimarcas, eu disputo um pedaço do bolo. Na loja própria, posso dar vazão a novos conceitos.” Na opinião do consultor Alberto Serrentino, da GS&MD, “cada vez mais se ganha o jogo nos intangíveis porque os produtos estão ficando muito parecidos”.

Outra forma de venda direta foi posta em prática pela Nestlé em 2005, quando começou a comercialização porta a porta para estreitar os laços com a baixa renda. Hoje, são quase oito mil revendedoras em 15 Estados. “As vendedoras geralmente atuam nas comunidades em que vivem e estabelecem uma relação de confiança”, diz Alexandre Costa, diretor de regionalização da Nestlé. Em julho, a empresa passa a ter um supermercado flutuante para chegar à população ribeirinha, saindo de Belém e percorrendo 18 municípios, para atender 800 mil pessoas por mês.

Embora tenha lojas próprias em outros países, no Brasil a Nike optou por trabalhar com parceiros em 21 unidades exclusivas, com monitoramento para seguir o padrão internacional. Para Tiago Pinto, diretor de marketing, fazer o consumidor perceber a inovação embutida valoriza ainda mais a marca. “Quanto mais próximo do consumidor, mais perto do centro estratégico que define o jogo”, resume Serrentino. “Loja forma marca.”

Shopping Plaza Sul promove atividades físicas para a terceira idade

Integração social, qualidade de vida, saúde e diversão. Estes são alguns dos benefícios proporcionados pelo Reflorescer, programa especial com atividades gratuitas promovido pelo Shopping Plaza Sul, em São Paulo, para os visitantes acima de 60 anos. Após um período de reformulação, o empreendimento volta a oferecer a programação, agora com foco em saúde, estimulando a prática de exercícios físicos.

O programa Reflorescer conta com caminhadas e aulas de alongamento, sob a orientação de professores da academia Monday. As atividades são realizadas as segundas e quartas-feiras, das 08h30 às 09h30, no estacionamento do Piso G4.

As inscrições podem ser feitas na recepção da Administração, localizada no Piso G4. Só é necessário levar RG, uma foto 3X4 para a produção da carteirinha e atestado médico. O Shopping Plaza Sul fica na Praça Leonor Kaupa, 100, no bairro da Saúde. Telefone: (11) 5077-7300 ou (11) 4003 -7220.

Marsans e Wizard lançam promoção que dá um curso de línguas para viajantes

A Marsans Viagens e a rede Wizard acabam de lançar a promoção “Quem tem boca vai ao mundo”. Na compra de um pacote de turismo em uma loja Marsans no Rio de Janeiro, o cliente ganha um curso Wizard para viajantes no idioma de sua preferência: inglês, francês, espanhol ou italiano. O curso para viajantes é composto por seis dias de aula grátis, quando será apresentado um panorama do vocabulário e frases objetivas para situações de viagem, como fazer o check in, pedir orientação etc.

A promoção, que começou dia 1º de junho, é válida para todos os clientes Marsans que comprarem novos pacotes, inclusive destinos nacionais. A idade mínima para fazer o curso Wizard no idioma Inglês é de oito anos, e de 14 anos para os demais idiomas. O cliente Marsans recebe um voucher na hora da compra e tem até 60 dias para comparecer à unidade Wizard e trocá-lo pelo curso.

O conceito da campanha “Quem tem boca vai ao mundo” remete à variedade de idiomas que podemos aprender e às portas que se abrem no mundo com o seu conhecimento. Para divulgar a promoção, as lojas Marsans contarão com uma decoração especial, composta por wobblers nos computadores dos vendedores além de displays com lâminas que reforçam o seu conteúdo. A campanha foi desenvolvida pelos departamentos de marketing das duas empresas.

Alagoas antecipa férias para abrigar atingidos por enchentes em escolas

A Secretaria de Educação de Alagoas decidiu nesta terça-feira (22/06) antecipar o recesso das escolas públicas, que deveria acontecer em julho, para que os prédios possam alojar os 73 mil desabrigados pelas enchentes de 22 municípios do Estado. A portaria com a determinação, que vale passa a valer imediatamente, deverá ser publicada nesta quarta-feira (23/06).

Um levantamento de destruição das escolas provocada pelas chuvas está sendo realizado pelo Estado, além do prejuízo causado ao material didático. Em Branquinha, todas as escolas foram destruídas. Nesta terça-feira, uma reunião com os superintendentes da secretaria definiu que as escolas vão funcionar como local de doações para os desabrigados já a partir de hoje. A Secretaria de Educação informou ainda escolas localizadas em locais atingidos pelas enchentes sofreram com furtos. Na escola Francisco Leão, em Rio Largo, por exemplo, ventiladores, material de limpeza e todo o estoque da merenda foram roubados.

Também nesta quarta-feira, o secretário deve ir a Brasília para se reunir com o secretário-executivo do Ministério da Educação, Henrique Paim, e com membros do gabinete de gerenciamento de crises. “Vamos levar todos os projetos que temos para antecipar as compras de material e equipar as escolas destruídas pelas cheias”, disse Teófilo.

Shopping West Plaza recebe exposição de vestidos de noiva premiados

A cerimônia do casamento, com noiva e culto religioso, nasceu na Roma Antiga. Desde então o vestido, sempre como destaque central no ritual, ganhou novos símbolos, e os estilistas estão sempre fazendo releituras, se inspirando e criando maravilhas com estes figurinos. Pela importância que este traje representou em todas as épocas, e ainda representa, o Shopping West Plaza recebe até o dia 12 de julho a exposição “A História do Vestido de Noiva”, promovida pela Escola de Moda Sigbol Fashion.

A mostra apresenta 47 miniaturas de vestidos criados por estudantes dos cursos de costura, figurino e estilo, desenho e produção de moda que participaram do “IX Concurso Tesoura de Ouro”. Os vestidos estão distribuídos em dez torres de vidro, com legendas explicativas, que revelam a evolução do comportamento da mulher na sociedade e a importância que eles tiveram ao longo da história até os dias de hoje.

Dos trabalhos apresentados, foram escolhidos os que mais se destacaram de acordo com três critérios: Reprodução (fidelidade ao original escolhido, material utilizado e pesquisa); Modelagem (melhor interpretação de figurino) e Acabamento (costura, aplicação de aviamentos e acessórios).

O Concurso Tesoura de Ouro é realizado há nove anos pela Escola de Moda Sigbol Fashion e a cada ano é sugerido um tema aos alunos para desenvolverem interpretações em miniaturas de peças de vestuário. A Escola é reconhecida por revelar e preparar novos talentos para o mercado da moda.

Baile gratuito anima clientes do Caxias Shopping

O já tradicional Baile do Caxias Shopping, em Duque de Caxias (RJ) volta a animar os clientes no dia 29 de junho. Nesta edição, os organizadores prometem movimentar os clientes com muita música, dança e alegria, além e aulas de dança de salão. O evento reúne professores, amantes da dança e clientes em geral para um grande baile com música ao vivo. Tudo gratuito.

Para que ninguém fique parado, o Baile conta com dançarinos profissionais que ficam a disposição de quem quer dançar e não tem par. No final, os organizadores distribuem brindes para os participantes. O Baile do Caxias Shopping é gratuito e acontece das 17h00 às 21h00, na praça de alimentação do Caxias Shopping. O centro de compras fica na Rodovia Washington Luiz, 2895.

Governo mantém em 4,5% meta de inflação para 2012

O governo decidiu nesta terça-feira (22/06) manter em 4,5% a meta central de inflação para 2012, com margem de tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. A deliberação do Conselho Monetário Nacional (CMN) não surpreende analistas e conserva a meta central que baliza as decisões de política monetária do Banco Central no mesmo nível desde 2005.

A meta tem como parâmetro o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Em 2010, a inflação ameaça romper o centro da meta depois de um repique dos preços de alimentos no início do ano. Em 12 meses até maio, o IPCA acumula alta de 5,22%.

Ricos do mundo enriqueceram mais na recessão de 2009, diz relatório

Os ricos ficaram mais ricos no ano passado, ao mesmo tempo em que o mundo passou pela pior recessão em décadas. Uma recuperação no mercado acionário ajudou as fileiras dos milionários do mundo a crescer 17%, para dez milhões de pessoas, enquanto a riqueza coletiva deles aumentou 19%, para US$ 39 trilhões, quase recuperando as perdas decorrentes da crise financeira, revelou o relatório mais recente sobre riqueza mundial da Merrill Lynch-Capgemini.

Os valores das ações subiram 50%, e os hedge funds recuperaram a maioria das perdas sofridas em 2008, em um ano marcado por gastos de estímulo governamentais e flexibilização dos bancos centrais. A chefe de administração de patrimônio do Bank of America, Sally Krawcheck, disse: “Já estamos vendo sinais distintos de recuperação e, em algumas áreas, de retorno completo aos níveis de riqueza e crescimento de 2007.”

O aumento mais acelerado de riqueza aconteceu na Índia, China e Brasil, alguns dos mercados mais duramente atingidos em 2008. A riqueza na América Latina e Ásia-Pacífico chegou a níveis recordes. As fileiras de milionários da Ásia subiram para três milhões de pessoas, equiparando-se pela primeira vez à Europa, ao lado de uma expansão econômica de 4,5%. A riqueza combinada dos milionários asiáticos subiu 31%, para US$ 9,7 trilhões, superando os US$ 9,5 trilhões de seus colegas europeus.

Na América do Norte, a lista dos muito ricos cresceu 17% e a riqueza deles aumentou 18%, chegando a US$ 10,7 trilhões. Os Estados Unidos foi o país que teve mais milionários em 2009 – 2,87 milhões de pessoas -, seguido pelo Japão (1,65 milhão de milionários), Alemanha (861 mil) e China (477 mil). A Suíça é o país que teve a maior concentração de milionários: quase 35 para cada mil adultos.

Contudo, enquanto os portfólios se recuperavam, os investidores continuaram cautelosos, após um colapso que apagou uma década de ganhos com ações, motivou uma contração na economia global e fez o desemprego subir vertiginosamente.

Baseado em pesquisas com mais de 1,1 mil investidores ricos em 23 firmas, o relatório constatou que os ricos foram beneficiados por terem uma larga gama de investimentos, incluindo commodities e patrimônio imobiliário. Os milionários aplicaram uma parte maior de seu dinheiro em investimentos de renda fixa, buscando retornos previsíveis e fluxo de caixa. O desafio que os corretores têm pela frente é convencer seus clientes a apostar em investimentos mais frutíferos e de risco mais alto.