Consultas ao serviço de proteção ao crédito sobem 10% em junho

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) reportou alta de 10% nas consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) em junho, em relação ao mesmo mês de 2009.

Essas consultas, que representam um termômetro das vendas a prazo no comércio, foram estimuladas no mês passado pela continuidade da oferta de crédito e pelas vendas de eletrônicos, afirma a associação, acrescentando que a base de comparação – junho de 2009 – é “relativamente fraca”. Segundo a ACSP, houve uma antecipação nas vendas de eletrônicos durante a primeira quinzena de junho, em razão da Copa do Mundo de futebol.

Na comparação com maio, no entanto, as consultas mostraram baixa de 3%, explicada por fatores sazonais, como a ocorrência do Dia das Mães no quinto mês do ano. Já as consultas ao SCPC/Cheque – um indicador das vendas à vista – subiram 4,8% em junho, na comparação anual. Em relação a maio, essas consultas mostraram alta de 2%.

O balanço da associação paulista também revela queda da inadimplência, com uma baixa de 3,6% nos carnês em atraso em junho, na comparação com igual período em 2009.

First Data será nova concorrente de Redecard e Cielo

Dada a largada para a competição total no mercado brasileiro de cartões, a norte-americana First Data prepara-se para concorrer com as gigantes Redecard e Cielo. Ao mesmo tempo, a empresa costura parcerias para lançar uma nova bandeira no segundo semestre ou no começo do ano que vem, segundo afirmou a presidente da First Data no Brasil, Maria Fernanda Teixeira. “Com a possibilidade de atuar em mais áreas num mercado com potencial de franca expansão, esperamos ter um crescimento exponencial nos próximos anos no Brasil”, afirmou a executiva, sem revelar o montante de investimentos previstos.

A First Data atua no país desde 2002 como fornecedora de tecnologia para a indústria de cartões e operando correspondentes bancários. Desde então, vem registrando taxa de crescimento média anual de 20%. Agora, sem prejuízo das atividades atuais, a companhia pretende ser um concorrente independente, como adquirente e emissora de cartões. A ofensiva é parte da estratégia da matriz, em Atlanta, de eleger Brasil e Índia como seus destinos prioritários de investimentos nos próximos dois anos.

Segundo Maria Fernanda, por ter escala e atuar em todas as fases da cadeia de cartões, a companhia, presente em 37 países, tem a vantagem de poder escolher atuar como prestadora de tecnologia quando há interesse de bancos, emissoras de cartões private label e credenciadoras e, ao mesmo tempo, de forma independente, com parcerias. “As grandes adquirentes aqui não estão acostumadas a operar num mercado altamente competitivo. Por isso, em determinados casos, pode ser útil para elas contratar serviços tecnológicos já prontos para esse ambiente, em vez de desenvolver um sistema próprio”, disse ela.

Atualmente, a First Data tem mais de 50 joint-ventures no mundo. É por meio desse desenho que a companhia se vê como um dos cinco ou seis grandes que devem dominar o mercado no Brasil nos próximos cinco anos. Os planos são revelados um dia após o fim do contrato de exclusividade entre Visa e Cielo, terminando a era da supremacia total no mercado da última com a Redecard, que era a única com a bandeira Mastercard no Brasil.

Já nesta quinta-feira (01/07), os terminais da Cielo passaram a receber os cartões de débito e de crédito Mastercard, além de uma parceria para fazer o mesmo com a bandeira American Express, do Bradesco. Ao mesmo tempo, a Redecard passou a aceitar os cartões Visa.

Concessões de crédito ao consumidor devem continuar em queda, avalia Serasa

A concessão de crédito ao consumidor deve continuar em queda no segundo semestre. Para os analistas da Serasa, as concessões devem entrar em ritmo mais lento nos próximos seis meses. A desaceleração deve-se, dentre outros motivos, ao aumento da taxa básica de juro (Selic), revela o Indicador Serasa Experian de Perspectiva de Crédito ao Consumidor, divulgado hoje (02/07).

Em maio, a perspectiva de concessão de crédito para o consumidor nos próximos seis meses recuou 1,5%, registrando a quinta queda mensal consecutiva e atingindo o valor de 103,3. De acordo com os analistas, a desaceleração do crédito se dará de forma gradual, visto que o indicador ainda situa-se acima do nível 100.

Além da elevação da taxa de juro básica, outros fatores devem influenciar na desaceleração das concessões de crédito aos consumidores até o fim deste ano. Segundo apontam os técnicos da Serasa, a retirada dos estímulos fiscais às aquisições de bens duráveis ainda é apontada como um dos motivos para o menor crescimento do crédito. Contudo, o início do ciclo de aperto monetário é o fator mais influente, uma vez que ele encarece o crédito para o consumo a curto e médio prazos.

Para os analistas, a desaceleração das concessões de crédito era esperada e não deve ser suficiente para evitar novas elevações da Selic para desaquecer um pouco a economia. Os técnicos consideram essa medida necessária para conter aumentos da inflação.

Pão de Açúcar e Casas Bahia selam novo acordo para fusão

As Casas Bahia e o Pão de Açúcar anunciaram nesta sexta-feira (02/07) terem chegado a um novo acordo para a concretização da fusão entre as empresas, anunciada há meses mas interrompida por conta de discordâncias entre as partes em relação à avaliação dos ativos da Casas Bahia. Segundo o novo contrato, os acionistas de Globex votarão proposta de aumento de seu capital social no montante de pelo menos R$ 689 milhões, pelo preço de emissão de R$ 16 por ação.

O Pão de Açúcar subscreverá ações a serem emitidas pela Globex em troca de todos os ativos e passivos relacionados aos negócios das lojas Extra-Eletro, os quais serão avaliados por seu valor contábil, que deverá corresponder a, pelo menos, R$ 89,8 milhões. Além disto, o Pão de Acúcar concederá R$ 600 milhões por meio de instrumentos de crédito.

O ponto mais polêmico, contudo, ficará com a reavaliação dos ativos das Casas Bahia, que serão alocados em uma nova sociedade, denominada “Nova Casas Bahia”, a ser incorporada pela Globex.

Segundo a nota, após a incorporação das ações, “os sócios de Casa Bahia passarão a ser titulares de ações de emissão de Globex representativas de 47% do capital social total de Globex e CBD [Pão de Açúcar] passará a ser titular de ações representativas de pelo menos 52% do capital social total de Globex”.

Ademais, enquanto os sócios das Casas Bahia forem detentores de, ao menos, 29% do capital social da Globex, Michael Klein será indicado como presidente do Conselho de Administração da empresa.

Outback Steakhouse em clima de Mundial 2010

Em ritmo de Copa do Mundo, o Outback Steakhouse preparou ações especiais aos clientes, que só terminam em 11 de julho. Entre as novidades está a sua estreia nas redes sociais, uniformes temáticos para os funcionários, promoções, pratos especiais e muita interatividade.

Para assistir aos jogos com os amigos, os restaurantes terão dois horários estendidos para a Billabong Hour, que variam entre das 12h00 às 15h00 com intervalo até 17h30, quando retoma até as 20h00, e um horário continuado das 12h00 às 20h00, exceto feriados. No happy hour do Outback, a cada chope, drinque, long neck ou vinho em taça, o cliente ganha outra dose da mesma bebida. A rede também vai oferecer preços diferenciados para os clientes que pedirem dois ou três Combo-Tizers por mesa: dois combo-tizers por R$ 55 ou três por R$ 85 (Wings, Ribs & Fries; Ribs, Ribs & Fries e a Super Kookaburra Wings).

O Super Kookaburra Wings – uma versão exclusiva para o Mundial, com 15 sobreasas, só poderá ser pedido nesta promoção.

O Campeonato também marca a estreia do Outback no Twitter por meio de um concurso cultural em que serão feitas diversas perguntas durante a semana dos jogos. As melhores respostas marcadas com a hastag “#momentooutback”, vão ganhar um gift-certificate no valor de R$ 100. Pelo celular, o cliente pode acessar um site indicado no display de mesa, que irá gerar um cupom virtual de Spoted Dog Sundae, sorvete de creme com calda de chocolate e chantilly. Assim, na compra de um prato principal em sua próxima visita, o cliente ganhará a sobremesa. Os regulamentos da promoções estão disponíveis no site www.outback.com.br.

CVC chega ao estado de Roraima

A capital do estado de Roraima, Boa Vista, ganha nesta sexta-feira (02/07), a sua primeira loja exclusiva CVC. A maior operadora de viagens das Américas chega ao Estado de Roraima – o último que faltava para concluir 100% de presença nos Estados brasileiros – por intermédio de uma parceria com as agentes de viagens Carmi Costa e Maria do Socorro Rodrigues, que há mais de 18 anos se dedicam ao turismo na região.

As empresárias e agora, sócias, se tornam representantes exclusivas CVC naquele Estado frente às oportunidades reservadas à marca e ao potencial de vendas de pacotes de viagens organizadas. “Escolhemos a CVC pela credibilidade construída em todo o Brasil, pela qualidade e variedade de produtos e serviços oferecidos e, principalmente, pela postura de inovar constantemente e contribuir para que cada vez mais brasileiros possam realizar o sonho da viagem”, explica Carmi Costa.

A nova unidade também atuará no Atendimento às Agências de Viagens de Roraima, tarefa anteriormente realizada pela regional da CVC em Manaus (AM). “Temos um enorme desafio pela frente, que é inserir o hábito de se viajar de forma organizada, incentivando o consumo de viagens em formato de pacotes turísticos, que contam com a completa assistência, em qualquer lugar do mundo, de uma empresa idônea como a CVC”, diz Carmi, enfatizando que um dos objetivos será disputar o mercado liderado hoje pela venda individual de passagens aéreas.

Valter Patriani, presidente da operadora CVC, destaca que a novidade representa um marco na história da empresa. “A CVC está presente agora em todos os Estados e conclui importante etapa de seu plano de expansão, que teve início, em meados da década de 1970, com a inauguração de sua primeira filial, na capital paulista e fora do município de Santo André (SP), onde fora criada em 1972. Fincar a bandeira em Roraima é também uma estratégia que diferencia e consolida a CVC como a única e a maior rede de turismo do Brasil e das Américas, graças a importantes parceiros em vendas e distribuição, exclusivos CVC e/ou multimarcas”, diz Patriani.

Para o gerente geral de vendas da CVC, Roberto Vertemati, o Brasil cresce em todas as regiões e em todas as direções. “Estamos atentos a todas as oportunidades de mercado e, por isso, entramos em Roraima por ser um mercado com forte potencial de vendas em turismo”, enfatiza Vertemati.

Em relação à demanda regional, o gerente de vendas da CVC para a região Norte, Anderson Muniz, acrescenta que todos os produtos da operadora, os mais de 770 roteiros pelo Brasil e pelo mundo, têm enorme potencial, uma vez que, com preços bastante acessíveis, os pacotes da CVC podem ser parcelados em até 10 vezes sem juros, uma vantagem que favorece a todos os brasileiros que sonham em viajar.

A loja de Boa Vista será inaugurada nesse dia 2 de julho em coquetel para cerca de 300 convidados, entre agentes de viagem, autoridades e empresários locais. Também confirmaram presença Roberto Vertemati (gerente geral de vendas da CVC), que representará Valter Patriani (presidente da operadora CVC) e Anderson Muniz (gerente regional de vendas da CVC para o Norte).

A CVC de Boa Vista (RR) está localizada à Avenida Major Willians, 1.855, no centro da cidade, e atende no telefone (95) 3224-1198.

Goiabeiras Shopping oferece recital “Good Times”

Para recordar os maiores sucessos das décadas de 1980 e 1990, o Goiabeiras Shopping, em Cuiabá (MT), promove um recital com as melhores músicas nacionais e internacionais da época, neste sábado (03/07), a partir das 15h30, na praça central do empreendimento.

A programação musical é um diferencial que o Goiabeiras Shopping oferece a seus clientes e tem atraído jovens, crianças e famílias, que curtem o final de semana no local. Nesta sábado o pianista Luis Renato Dias promete trazer as melhores lembranças com o recital “Good Times” e faz o convite para quem ainda não teve a oportunidade vir. “O pessoal pode vir fazer compras, se divertir, fazer um lanche e ouvir uma boa música”, disse.

Luis Renato tocará músicas que marcaram a época, consagrada por grandes nomes como Djavan, Caetano Veloso, Chico Buarque e Roupa Nova. E no cenário internacional pelos músicos Tracy Chapman, Lionel Richie, Stevie Wonder, Michael Jackson, Paul Simon e Kenny G. A entrada é gratuita.

Grupo de bens de luxo LVMH compra brasileira Sacks

O grupo francês de luxo LVMH (Moët Hennessy Louis Vuitton) anunciou a compra de 70% do site brasileiro de cosméticos Sacks nesta sexta-feira (02/07), expandindo ao Brasil sua marca de varejo Sephora.

Os termos financeiros do acordo não foram revelados. A Sacks foi fundada em 2000, vende produtos de cerca de 270 marcas e tem uma carteira de mais de 830 mil clientes. Os 30% restantes da Sacks seguem sob o controle do presidente-executivo e co-fundador da empresa, Carlos André Montenegro, e de seus sócios.

“O Brasil e a América do Sul são países muito promissores para produtos de luxo… A oportunidade é formidável”, afirmou em comunicado Antonio Belloni, diretor da LVMH. A aquisição permitirá à Sephora desenvolver sua plataforma eletrônica de negócios no Brasil e “com o tempo em lojas”.

Brasil perde a cabeça após gol e é eliminado pela Holanda na Copa do Mundo

A Copa do Mundo acabou para o Brasil. E pela segunda vez seguida nas quartas de final. Dunga recuperou o brio que faltou à equipe de 2006, mas foi pouco. Vontade não basta para ser campeão. A seleção fez um primeiro tempo empolgante, mas um segundo tempo patético, repleto de erros infantis e descontrole emocional.

No gol impedido de Robinho, o Brasil viu que poderia aproveitar a defesa em linha da Holanda. E assim abriu o placar aos dez minutos. O gol da Holanda, aos oito minutos, desestruturou a defesa brasileira, que passou a bater cabeça e cometer erros infantis. A expulsão de Felipe Melo foi o resumo da condição emocional do Brasil: um time que briga. E só..

A Holanda soube aproveitar, venceu de virada por 2 a 1 e deu o troco pelas eliminações de 1994 e 1998. Ao Brasil resta lamentar. Mais um ciclo acabou sem troféu. Serão mais quatro anos de espera para, em casa, buscar nova redenção. Até lá, o sentimento será de decepção.

As duas bolas cruzadas dos gols da Holanda farão Julio Cesar e o restante da defesa ter noites de insônia. O ponto forte da seleção brasileira de Dunga sempre foi o setor defensivo, a retaguarda comandada por Juan e Lúcio. Mas a Holanda ignorou o histórico, os defensores e virou o jogo em Port Elizabeth.

Aí o que se viu foi o velho problema da equipe de Dunga. A falta de soluções ofensivas. Robinho se destacou no primeiro tempo, mas sumiu no segundo. Kaká mostrou que ainda não está 100% e que jogou a Copa “baleado”. Ele se esforçou. Muitos se esforçaram. Mas só esforço não ganha Copa do Mundo.

O descontrole emocional também entrou em campo e foi decisivo. Felipe Melo, autor da bela assistência do gol brasileiro, foi a prova disso. O volante não se conteve, como prometeu, e prejudicou o Brasil no segundo tempo com sua expulsão aos 28min. A seleção passou a fazer cara feia, a brigar em campo. Mas só cara feia não ganha Copa do Mundo.

Dunga conquistou tudo que disputou desde que assumiu. Levou a Copa América, a Copa das Confederações e classificou nas eliminatórias em primeiro lugar. Mas no grande teste o técnico fracassou. Depois de tantos treinos fechados, faltaram soluções táticas. E também opções no banco de reservas. Principalmente na armação. Júlio Baptista e Ramires não estão prontos para isso. São apenas soldados. Mas só soldados não vencem guerra nenhuma. Talvez o treinador tenha perdido tempo demais brigando com a imprensa. Acabar com os privilégios e deixar a seleção concentrada foi seu acerto, mas para construir isso o treinador pegou o caminho do conflito contra tudo e contra todos.

Em 2006, a seleção caiu nas quartas de final diante da França com a imagem de uma equipe apática, sem amor à camisa. Desta vez, o time que tanto brigou deixou como última impressão a total desorganização nos minutos finais. O último ataque da Holanda parecia roda de bobinho. E dentro da área do Brasil. Muitos jogadores ficaram no ataque só olhando.

A seleção que já virou partidas importantes com Dunga não mostrou esse poder no momento em que mais precisou. No primeiro jogo da Copa em que ficou em desvantagem, o Brasil se perdeu. Faltou concentração. Faltou eficiência. E faltou a criação. A habilidade e o improviso que ameaçaram aparecer no primeiro tempo não voltaram do intervalo. O time burocrata fracassou. Sobrou união, mas faltou futebol. Fica a lição para 2014.